Terça-feira, 29 de novembro de 2011

Primeira Semana do Advento e do Saltério (Livro I), cor Litúrgica Roxa

 

Santos: Brás e Demétrio (mártires), Brendano de Birr (abade), Cutberto Mayne (presbíterio, mártir), Gustano de Rhuys (abade), Arduíno da Bretanha (bispo), Iluminada de Todi (virgem), Paramon e Companheiros (mártires), Filomeno de Ancira (mártir), Saturnino de Wales (eremita), Saturnino de Tolosa (bispo, mártir), Saturnino e Sisínio (mártires de Roma) , Valderico de Murrhardt (abade), Dionísio da Natividade e Redento da Cruz (carmelitas, mártires, bem-aventurados), Frederico de Ratisbona (bispo, bem-aventurado), Juta de Heiligenthal (abadessa, bem-aventurada), Nicolino Magalotti (eremita, bem-aventurado)

 

Antífona: Eis que o Senhor virá e com ele todos os seus santos, e haverá uma grande luz naquele dia. (Zc 14,5.7)

 

Oração: Sede propício, ó Deus, às nossas súplicas e auxiliai-nos em nossa tribulação. Consolados pela vinda do vosso Filho, sejamos purificados da antiga culta. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Isaías (Is 11, 1-10)

 

O Messias que vem para implantar nova realidade

 

Naquele dia, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; 2sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor encontra ele seu prazer.

 

Ele não julgará pelas aparências que vê nem decidirá somente por ouvir dizer; 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade.

 

6O lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; 8a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada. Palavra do Senhor!

Comentando a I Leitura

Sobre ele repousará o Espírito do Senhor

 

Estamos à espera do nosso Salvador, rei da Justiça e da paz (Salmo). Ele quis que nós também, mediante os sacramentos, recebêssemos os dons do Espírito, do qual ele possui a plenitude. Temos necessidade, em particular; do Espírito de sabedoria e de inteligência para ler e compreender nos acontecimentos do mundo de hoje a realização da obra divina. Não obstante a vinda do Messias, poderemos duvidar que jamais se realize a profecia de Isaias. Diante da realidade, que tantas vezes se apresenta cheia de atos violentos e prepotentes, e do aumento dos pobres e oprimidos, dos perseguidos e marginalizados, somos tentados de desconfiança. A palavra de Deus nos dará de volta a esperança e nos fará ter a visão de uma humanidade renovada, pacífica, fraterna. Todavia, a paz não se reduz a um dom do Senhor, mas exige nossa colaboração. [Missal Cotidiano, Paulus, 1997]

 

Salmo: 71(72), 2.7-8.12-13.17 (+ 7)

Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre

 

Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

 

Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

 

Libertarão indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

 

Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 10, 21-24)

A boa nova revelada aos pequenos, aos humildes

 

21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: "Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 11, 25-27; 23, 34-40.

 

 

Comentando o Evangelho

Louvo-te, ô pai!

 

O Pai é quem prepara e move o coração humano para receber o Messias, no seu advento. Ao conhecer Jesus, o ser humano sente-se atraído por ele, e deseja ir ao seu encontro. Sem esta espécie de "sedução", dificilmente a pessoa romperá a barreira dos obstáculos que lhe impedem estar em comunhão com Jesus.

 

Ao proclamar que o Pai comunica-se com os pequeninos, revelando-lhes as coisas referentes ao Messias e ao Reino, e as escondendo aos sábios e entendidos, Jesus indica a postura de quem nutre o desejo de encontrar-se com o Cristo, por ocasião de sua segunda vinda. O pequenino tem consciência de necessitar da misericordiosa ajuda de Deus, pois reconhece sua incapacidade de, com as próprias forças, alcançar a salvação. A humildade torna-o consciente de suas carências e limitações, as quais não podem ser supridas sem o auxílio divino. Isto é motivo de louvor!

 

Os sábios e entendidos, pelo contrário, em seu orgulho e autossuficiência, julgam-se capazes de se salvar, por si sós. Estão convencidos de poder conseguir tudo o que querem, prescindindo de Deus. E se frustram!

 

Fazer-se pequenino é obra divina. Só Deus pode libertar-nos das cadeias do orgulho, que nos induz ao erro de nos considerarmos mais do que, realmente, somos. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B,  ©Paulinas, 1996]

 

 

A palavra se faz oração (Missal Dominical)

Pela harmonia entre as pessoas e com a natureza, digamos. Nós vos louvamos, Senhor

Pela Palavra de Deus, que alegra as comunidades, digamos.

Pelos que se empenham para que haja justiça, digamos.

Pelos grupos que se reúnem para rezar e agradecer, digamos.

Pela presença de Jesus, que nos leva aos Pai celeste, digamos.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas e, como não podemos invocar os nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Senhor, justo juiz, dará a coroa da justiça aos que esperam com amor a sua vinda. (2Tm 4,8)

 

Oração Depois da Comunhão:

Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta eucaristia nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Francisco Antônio Fasani

Ainda jovem entrou para o convento de sua cidade. Em 11 de setembro de 1711, foi ordenado sacerdote, recebeu o título acadêmico de mestre em teologia e foi chamado de "Padre Mestre" durante toda sua vida. Dedicado aos trabalhos apostólicos da pregação, do confessionário e também de escritor, percorria todas as aldeias de sua região, o que o fez merecer o título de "apóstolo de sua terra". Dava assistência aos encarcerados e aos condenados à morte. Os últimos momentos de sua vida passou-os em sua terra natal e sua novena preferida era a da Imaculada Conceição. Chamava-a de "A Grande Novena". A devoção a Nossa Senhora foi uma das fortes características de sua vida. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 13 de abril de 1986.

 

 

Advento

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José do Rio Preto - SP

 

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia, com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não ser surpreendido.

 

A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.

 

Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de seu jeito.

 

Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade a Deus e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.

 

O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isto é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.

 

Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.

 

Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isto, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

 

Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo. [Fonte: CNBB]

 

No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria de

ver nossos problemas resolvidos por decreto. (Paulo Leminiski)