Segunda-feira, 28 de junho de 2011

Santo Irineu (Bispo e Mártir), Memória, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Vermelha

 

Santos: Irineu (discípulo de S. Policarpo de Esmirna), Argemiro, Vicência, Leão II, Lúcia, Paulo I, Três Marias, Pápias, Bem-Aventurado Paulo Giustiniani (veneziano, monge, fundador da Ordem Companhia dos Eremitas de S. Romualdo)

 

Antífona: Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor. (1Sm 2, 35)

 

Oração: Ó Deus, vós concedestes ao bispo santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé e a caridade, para que nos apliquemos constantemente em alimentar a união e a concórdia.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Gênesis (Gn 19,15-29)

A fuga de Ló, o justo, e sua família para

não morrer por causa do pecado alheio

 

Naqueles dias, 15os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele –, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade.


17Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiseres morrer”. 18Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”. E ele lhe disse: 21“Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor. 23O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor. 24O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal. 27Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28Olhando para Sodoma e Gomorra, e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha. 29Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

O Senhor fez então chover do seu céu

enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra

 

Num mundo como o nosso, para onde poderiam fugir os “justos”, se Deus quisesse destruir as cidades pecadoras? Que cidade poderia declarar-se “sem pecado”? Mas o problema não é tanto “fugir” materialmente. Nem mesmo é preciso fugir: os pecadores precisam ter continuamente diante dos olhos os testemunhos dos justos. O bom grão é destinado a crescer ao lado do joio, até à ceifa. O importante é que o bom grão não se torne joio. À tradicional práxis ascética da “fuga dos maus” opõe-se hoje a própria responsabilidade pelo mal que é praticado; ninguém se pode eximir de fazer algo para eliminar o mal. Há, entretanto, um tipo de “fuga” que deve existir sempre nos crentes: o testemunho de um modo diferente de agir, pensar e encaminhar a própria vida, e, na ocorrência, o testemunho de uma “volta atrás”, uma mudança de caminho, do arrependimento pelo mal praticado. [Missal Cotidiano, © Paulus]

 

Salmo 25 (26), 2-3.9-10.11-12 (R/.3a)

Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.


Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.


Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.


Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.

 

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 8, 23-27)

Até os ventos e o mar lhe obedecem

 

Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

Enfrentando as tempestades


A tempestade no lago de Genesaré prefigurava as que haveriam de se abater sobre os discípulos de Jesus, a caminho de terras distantes, a serviço do Reino. Seria ingênuo sonhar com acolhidas calorosas ou sucessos fáceis. Era preciso contar com reveses, perseguições e até com a perspectiva de morte violenta.


Como agir nestas situações dramáticas? A tentação imediata seria deixar-se abater diante do fracasso irremediável, num evidente sinal de falta de fé. O desespero resultaria do sentimento de abandono e de solidão, como se o apóstolo estivesse entregue à própria sorte. Seria fatal tomar este caminho que levaria com toda certeza, à frustração.


É mister agir de maneira diferente, e saber-se em companhia do Senhor, com o qual se pode contar, e junto a quem se encontra amparo e proteção. Ele é o Senhor da História. Nada escapa ao seu poder, como se vê na maneira decidida com que deu ordens ao vento e ao mar, e estes lhe obedeceram, acalmando-se imediatamente.


Tendo o Senhor junto de si, o apóstolo enfrentará toda e qualquer tempestade, sem se apavorar. A presença do Mestre jamais eliminará perseguições e adversidades, apenas possibilitará ao apóstolo enfrentá-las e superá-las de maneira conveniente. Será uma maneira excelente de dar testemunho do Reino e mostrar que o Ressuscitado está vivo e atuante junto aos seus enviados.
[O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Oração da assembleia

Guardai, Senhor, de todo mal a igreja e seus ministros. Atendei-nos, Senhor.

Fortalecei as comunidades cristãs que passam por dificuldades.

Aumentai a fé dos que esmorecem e se deixam levar pelo medo.

Tornai-nos generosos com os que fazem parte de nosso convívio.

Acolhei os que morreram por amor ao evangelho e à mensagem cristã.

(preces espontâneas da assembleia)

 

 

Oração sobre as Oferendas:

Possa glorificar-vos, ó Deus, este sacrifício oferecido com alegria na festa de Santo Irineu; que ele nos leve a amar a verdade, para guardarmos inabaláveis a fé e a unidade da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, por estes sagrados mistérios, aumentai em nós aquela fé que, mantida até o fim, coroou de glória santo Irineu; dai que também nós sejamos justificados, seguindo-a fielmente. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Os primeiros mártires da Santa igreja Romana

 

 

Certo dia, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. Em 19 de julho de 64, a poderosa capital virou escombros e o imperador Nero, considerado um déspota imoral e louco por alguns historiadores, viu-se acusado de ter sido o causador do sinistro. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio contra os seguidores da fé que se espalharia pelos anos seguintes.

 

Nero aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a participar do culto aos deuses pagãos. Aproveitando-se do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o massacre de todos eles.


Há registros de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os cristãos. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos, provocando implacável perseguição.


Alguns adultos foram embebidos em piche e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins da colina Oppio. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas.


Desse modo, a crueldade se estendeu de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. Não havia justificativa, nem mesmo alegando razões de Estado, para tal procedimento. O ódio acabou se transformando em solidariedade.


Os apóstolos são Pedro e são Paulo foram duas das mais famosas vítimas do imperador tocador de lira, por isso a celebração dos mártires de Nero foi marcada para um dia após a data que lembra o martírio de ambos.


Porém, como bem nos lembrou o papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica Apostólica Romana. [paulinas.org.br]

 

 

 

Nosso próximo mais próximo é toda a humanidade sofredora. (Pe. J. Lebret)