Terça-feira, 27 de abril de 2010

Quarta Semana  da Páscoa e 4ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia da Empregada Doméstica, dia Mundial do Teatro e dia do Engraxate

 

Santos: Pedro Canísio (doutor), Antimo (bispo), Ásico ou Tassach (bispo), Maugoldo ou Maccul (bispo), Floriberto (bispo), Estêvão Pechersky (bispo), Zita de Lucca (virgem, franciscana da 3ª ordem), Pedro Armengol (beato), Antônio de Sena (beato), Tiago de Bitetto (beato), Hosana de Cattaro (beata e virgem), Turíbio de Lima (arcebispo), Tertuliano, João (abade)

 

Antífona: Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19, 7.6)

 

Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 11, 19-26)     

Os seguidores de Jesus são chamados de “cristãos”

 

Naqueles dias, 19aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão, chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a palavra a ninguém que não fosse judeu. 20Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a boa nova do Senhor Jesus. 21E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no evangelho e se converteram ao Senhor.  

 

22A notícia chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom,  cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor.  

 

25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela igreja e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Começaram a pregar também aos gregos 

 

A perseguição que se abate sobre a Igreja de Jerusalém (At 8,1), longe de estancar no nascedouro a experiência cristã, torna-se paradoxalmente (ou providencialmente?) uma das causas de sua difusão e dinamismo missionário. Com efeito, ela obriga a comunidade dos apóstolos a sair dos acanhados limites geográficos e ideológicos do judaísmo. 

 

Em Antioquia, nasce um novo modelo de Igreja. Nova, não só porque inteiramente formada de pagãos convertidos, mas especialmente porque supera um perigo mortal da Igreja de Jerusalém. Esta, fiel às práticas judaicas, corria o risco de esvaziar a novidade da mensagem cristã, tornando-se uma seita judaica. Esta mudança não se efetua com a chancela da oficialidade e o estímulo da hierarquia eclesial, mas como por acaso, por obra de fiéis "da base", que lêem os sinais dos tempos e compreendem, antes dos pastores da Igreja, o impulso do Espírito. De fato, nem sempre é a hierarquia que lê antecipadamente os sinais dos temos; a ela pertence, porém, a tarefa de reconhecer; experimentar; verificar e aprovai; tarefa que não é só fiscalizadora e jurídica, mas sobretudo criadora de caridade e comunhão eclesial, sinal visível de comunhão com Cristo. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 86(87), 1-3.4-5.6-7 (R/.Sl 116[117], 1a)

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes  

 

O Senhor ama a cidade que fundou no monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da cidade do Senhor.  

 

Lembro o Egito e a Babilônia entre os meus veneradores. Na Filistéia ou em Tiro ou no pais da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: "Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança".  

 

Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: "Foi ali que estes nasceram". E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: "Estão em ti as nossas fontes!"  

 

 

Evangelho: João (Jo 10, 22-30)

Eu e o Pai somos Um

 

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da dedicação do templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: "Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o messias, dize-nos abertamente". 25Jesus respondeu: "Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As  minhas  ovelhas  escutam  a  minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.  

 

29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

Uma incógnita sobre Jesus

 

O modo de proceder de Jesus bem como os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos prodigiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus, que tinham tudo para reconhecê-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes “dissesse abertamente” quem ele era.


A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos.


Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai.


A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhecê-lo como Messias.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Esta festa recordava a purificação do templo de Jerusalém por Judas Macabeu, depois da derrota dos inimigos de Israel. É preciso escutar o Pastor e nele crer para ter vida eterna. Este é o plano de Deus, e não existe outro caminho de salvação. O Pai e Jesus são um porque sua união é total. (Novo Testamento, Edições de Estudos, Editora Ave-Maria)

 

Santa Zita

 

Santa Zita era filha de camponeses. Aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre a si mesma: "Isto agrada ao Senhor?" Ou: "Isto O desagrada?" Foi-lhe confiado o encargo de distribuir esmolas a cada sexta-feira. E dava também do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento se converteu em flores. Por 60 anos foi doméstica. Na hora da morte tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Morreu no dia 27 de abril de 1278. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

 

O maior fracasso do ser humano é perder o entusiasmo. (Provérbio americano)