Terça-feira, 26 de outubro de 2010

30º do Tempo Comum (Ano “C”), 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Santos: Bem-Aventurado Boaventura de Potenza (1711, Potenza, Itália, presbítero franciscano da primeira ordem), Flório, Damião de Finaro, Evaristo (séc. I, Palestina, papa), Rogaciano e Felicíssimo (séc. III, ambos da África), Luciano, Marciano (Nicomédia, mártir), Demétrio (séc. IV, mártir), Folco (1229, Irlanda), Nelly Beghian.

 

Antífona: Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face. (Sl 104, 3-4)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Efésios (Ef 5, 21-33)
Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo

 

Irmãos, 21vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solicita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos.

 

25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26EIe quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu - e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.  Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a I Leitura

Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja

 

"Um fato mostra bem o vigor e a solidez da instituição matrimonial e familiar: as profundas transformações da sociedade contemporânea, apesar das dificuldades que originaram, fazem aparecer com muita frequência, de vários modos, a verdadeira natureza desta instituição". O sacramento do matrimônio faz dos cônjuges profetas. E um verdadeiro carisma que fermenta seu testemunho de amor a ponto de torná-lo símbolo da presença de Cristo na Igreja. Poderíamos hoje valorizar com ênfase esse testemunho, numa sociedade pluralista. Uma família estável, construída "por dentro", na descoberta da mensagem evangélica, é anúncio fortíssimo para os que vivem a seu redor. Amando-se, os esposos tornam-se "testemunhas do mistério de amor que o Senhor revelou ao mundo com sua morte e ressurreição". viver o sacramento é uma forma essencial de evangelização. [Missal Cotidiano, Paulus 1997]

 

 

Salmo: 127 (128), 1-2.3.4-5 (R/.1a) 
Felizes todos os que respeitam o Senhor!

 

1Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! 2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

 

3A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.

 

4Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 13, 18-21)
A semente cresce e torna-se uma grande árvore

 

Naquele tempo, 18Jesus dizia: "A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, toma-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos".

 

20Jesus disse ainda: "Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado". Palavra da Salvação!

Leituras paralelas: Mt 13, 31-32; Mc 4, 30-32; Mt 13,33

 

 

Comentando o Evangelho

O contraste entre o início e o fim

 

A caminho de Jerusalém, Jesus conta duas pequenas parábolas, para dispor os discípulos para a experiência que haveriam de fazer. Nelas se estabelece o contraste entre o início do Reino, na humildade e na perda, e seu fim grandioso. Só quem foi alertado para esta dinâmica divina será capaz de superar o desânimo e a decepção do momento.

 

A semente de mostarda era símbolo de pequenez. Todavia, esse grão minúsculo, lançado na terra, germina e se torna um arbusto de até três metros, permitindo às aves pousar em seus ramos.


Também a pitadinha de fermento, ao ser colocada numa quantidade excepcional de farinha (três medidas) ou seja, cerca de 50 quilos, era suficiente para fermentá-la e torná-la apta para a fabricação do pão.


Com o Reino dá-se algo semelhante. É preciso esperar com confiança. Seu projeto iniciado com um punhado de pessoas sem projeção social, tidas como estranhas para os esquemas religiosos da época, e sem muitas perspectivas, era como o grão de mostarda e o fermento. Pequenos e frágeis, mas destinados a um fim grandioso. Por trás desta dinâmica, estava o dedo de Deus. Ele é que capacitaria este grupo inexpressivo para se tornar mediação de propagação do Reino, de modo a fermentar toda a história humana.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C,  ©Paulinas, 1996]

 

Para sua reflexão: Duas parábolas concisas, comparações sem armação narrativa, ilustram o dinamismo do reinado de Deus e do seu anúncio na boa notícia. A primeira se exalta com uma alusão hiperbólica ao “cedro magnífico no qual, à sombra de sua ramagem, aninharão as aves” (Ez 17, 23). A segunda é doméstica. Não conta a quantidade de matéria, mas a energia. Nas duas parábolas intervêm um homem e uma mulher, ao sabor de Lucas. As duas parábolas oferecem uma mensagem de paciência e esperança. (Bíblia do Peregrino)

 

 

Quando a gente ama alguém, se está necessariamente contra a morte. (François Mauriac)