Terça-feira, 25 de maio de 2010

Oitava Semana do Tempo Comum, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Industrial, dia da Costureira, dia do Massagista e dia Nacional da Adoção, dia da África

 

Santos: Gregório VII (papa, memória facultativa), Beda, "o Venerável" (presbítero beneditino e doutor da Igreja, memória facultativa), Urbano I (papa e mártir), Dionísio (bispo de Milão), Zenóbio (bispo de Florença), Adelmo (monge beneditino, Bispo de Sherborne), Madalena Sofia Barat (fundadora da Congregação das Damas do Sagrado Coração de Jesus, virgem), Leão (ou Lyé, abade), Genádio (Bispo de Astorga), Clarito, João de Cetina e Pedro de Dueñas (mártires franciscanos, 1ª Ordem).

 

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17, 19-20)

 

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranqüila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: I Pedro (1Pd 1, 10-16)
“Sede santos, porque eu sou santo”

 

Caríssimos, 10esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. 11Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória conseqüente. 12Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando estas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar!

 

13Por isso, aprontai a vossa mente; sede sóbrios e ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. 14Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. 15Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. 16Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada

 

O que os profetas indagaram e o povo de Deus viveu no passado cumpre-se hoje para o cristão. Os hebreus viveram algum tempo no deserto e, para recordar esse acontecimento, estabeleceram uma noite por ano; os cristãos estão sempre no deserto e celebram a Páscoa a cada instante. A obediência dada aos mandamentos recebidos no Sinai, torna-se doravante atitude de filhos e acesso à santidade de Deus. Este apelo à santidade não diz respeito apenas ao Deus de majestade, inefável, transcendente, perfeito, infinito; volve-se para Jesus, santo e justo, cuja santidade está ao alcance dos homens, modelo vivo que nos dá as normas (as bem-aventuranças) e nos fornece os meios: o Espírito Santo e a graça. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 97 (98), 1.2-3ab.3c-4 (+2a)

O Senhor fez conhecer seu poder

salvador perante as nações! (2a)

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

 

O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Acalmai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

 

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 10, 28-31)

Recompensa do desprendimento

 

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos” 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”. Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Nós deixamos tudo!

 

A opção pelo discipulado exigiu dos discípulos deixarem tudo para seguir Jesus. O gesto deles deveu-se tanto ao amor por Jesus quanto ao amor pelo Evangelho. Em suma, ao amor pelo Reino de Deus. Este amor despontou com tal força na vida dos seguidores do Mestre, que os levou a relativizar os laços familiares e afetivos, bem como seus projetos profissionais e todos os demais planos.


É compreensível a preocupação dos discípulos com seu futuro, subentendida nas palavras de Pedro. Que recompensa poderiam esperar como resultado de seu gesto de desapego? Estariam fadados a viver na penúria e na indigência? Que esperança poderiam cultivar, posto que o Reino exigiria deles sempre contínuas renúncias?


A resposta de Jesus, embora clara, requeria dos discípulos uma grande dose de discernimento para perceberem de que modo a promessa do Mestre fazia-se verdadeira. Ele falava em recompensa centuplicada, correspondente a tudo quanto fora deixado para trás: familiares e propriedades. E, como coroamento de tudo, a vida eterna. Tudo isto, em meio a perseguições e dificuldades.


A recompensa prometida, neste mundo e no outro, seria puramente espiritual? As palavras de Jesus referiam-se à recompensa material? Estaria o Mestre iludindo seus discípulos? Foram questionamentos que passaram pelas mentes dos discípulos. Só o tempo iria revelar o verdadeiro sentido das palavras do Mestre.
[O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996]

 

Para sua reflexão: Os bens da terra, incluindo a família, são bens a relegar para segundo plano, porque Jesus e o seu Reino são o valor absoluto. Ao converterem-se, os primeiros cristãos tiveram de renunciar, por vezes, às suas famílias e aos seus bens. Em compensação, encontraram na Igreja uma nova família. (Bíblia dos Capuchinhos, Difusora Bíblica)

 

São Gregório VII

 

São Gregório VII era de família humilde. Nasceu na Toscana em 1028. Chamava-se Hildebrando. Ao ser eleito papa, tomou o nome de Gregório VII. Seu pontificado foi marcado pela luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, abades e dos próprios pontífices. Lutou incansavelmente pela restauração da disciplina eclesiástica. Em 1075 escrevia ele ao amigo São Hugo, abade de Cluny: Estou cercado de uma grande dor e de uma tristeza universal, porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular. (Apud Mário Sgarbossa, op. cit., p. 164.) Esta decadência era consequência direta das investiduras, que consistiam no ato jurídico pelo qual o rei ou nobre confiava a uma autoridade eclesiástica um cargo da Igreja com jurisdição sobre um território. Em virtude do sistema feudal, os eclesiásticos eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao rei ou aos nobres. (Cf. Pe. Luís Palacin, op. cit., p. 69.) O símbolo desta luta foi a humilhação a que se obrigou Henrique IV, imperador da Alemanha. e para que o Papa lhe retirasse a pena de excomunhão, apresentou-se ao Pontífice vestido de saco, descalço, com uma corda no pescoço e ajoelhou-se diante dele. A luta não terminou ali. Henrique IV vingou-se. Fez-se coroar por um antipapa e marchou contra Roma. Abandonado por todos, até pelos cardeais, São Gregório morreu no exílio, pronunciando as célebres palavras: Amei a justiça e odiei a iniquidade, e por isso morro no exílio. [OS SANTOS DE CADA DIA, José Benedito Alves. ©Paulinas, 1997]

 

Se não consegues mudar a ti mesmo, por que pretendes mudar os outros? (Imitação de Cristo)