Terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Conversão de São Paulo (Apóstolo) Memória, 3ª Semana do Saltério, Livro III, cor Branca

 

Hoje: Dia dos Correios e Telégrafos e Dia do Carteiro

 

Santos: Paulo de Tarso, Juventino (363, Antioquia, mártir), Apolo, Festa da Conversão de São Paulo, Maximino (363, Antioquia, mártir), Bretânio (Séc. IV dC, Ásia Menor, bispo), Prício (bispo), Popônio (1048 DC, abade).

 

Antífona: Sei em quem acreditei; e estou certo de que o justo juiz conservará a minha fé até o dia de sua vinda. (2Tm 1,12;4,8)

 

Oração: Ó Deus, que instruístes o mundo inteiro pela pregação do apóstolo São Paulo, dai-nos ao celebra hoje sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos, e ser no mundo testemunhas do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Atos dos Apóstolos (At 22, 3-16)
Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos

teus pecados, invocando o nome de Jesus

 

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3"Eu sou judeu, nascido em Tarso na Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como fui discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4Persegui até a morte os que seguiam este caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5Disso são minhas testemunhas o sumo sacerdote e todo o conselho dos ancião. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados.

 

6Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou sobre mim. 7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?' 8Eu perguntei: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu estás perseguindo'. 9Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10Então perguntei: 'Que devo fazer, Senhor?' O Senhor respondeu: 'Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer'. 11Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros.

 

12Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13veio encontrar-me e disse: 'Saulo, meu irmão, recupera a vista!' No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14Ele, então, me disse: 'O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conhecerdes a sua vontade, veres o justo e ouvires a sua própria voz. 15Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!" Palavra do Senhor!

 

Leitura Alternativa: Atos (At 9, 1-20   

O diálogo e o envio em missão

 

Naqueles dias, 1Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho.

 

3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" 5Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor?" A voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade e lá te será dito o que deves fazer".

 

7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então, pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: "Ananias!" E Ananias respondeu: "Aqui estou, Senhor!" 11O Senhor lhe disse: "Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando".

 

12E, numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: "Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome". 15Mas o Senhor disse a Ananias: 'Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa".

 

17Então Ananias saiu, entrou na casa e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: "Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo". 18lmediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando At 22, 3-16

O desígnio concreto de Deus

 

Judeu de nascimento e educação, judeu em seu zelo pelo “Deus de nossos pais” (Dt 26,7; Esd 7, 27) e em seu zelo anticristão assim é Saulo, ou Paulo. Ananias era também judeu, observante e respeitado pelos seus conterrâneos.

 

Nos vv. 14-15 a escolha de Paulo é como a de um profeta antigo e muito mais. Pode conhecer o desígnio concreto de Deus, ver e escutar diretamente o Justo (ou Inocente) por excelência e ser testemunha ocular de tudo. Ou seja, a instrução de Ananias é só complementar. Paulo se encontra ao nível dos apóstolos. Chamá-lo Justo/Inocente, se por um lado evita pronunciar o nome de Jesus, por outro encerra acusação de terem condenado o inocente: assim é como os ouvintes o podem escutar. Ananias (ou Paulo) menciona o novo rito de perdão (v.16), que substitui a lei com todos os seus mecanismos: o batismo com a invocação do nome (de Jesus). Paulo supõe que os ouvintes captam todas as alusões. Mas não menciona o dom do Espírito. [Bíblia do Peregrino]

 

Comentando a Leitura Alternativa (At 9, 1-20)

Esse homem é o instrumento que escolhi

 

Narrando a conversão de Saulo, Lucas quer descrever-lhe a vocação apostólica, mais que a conversão pessoal. De fato, devia ele explicar a seus leitores como Paulo era verdadeiramente apóstolo conquanto não pertencesse ao colégio dos Doze, nem tivesse conhecido Jesus. O relato de Lucas prova que Paulo viu o Ressuscitado, como os Doze, e que o Senhor o enviou a pregar; como aos Doze. O chamado de Cristo deve, porém, ser ratificado pela Igreja. Cristo manda Paulo à Igreja, por Ananias, que o batiza e lhe "abre os olhos".

 

Por outro lado, a experiência pessoal do Ressuscitado influiu na missão e no conteúdo da mensagem de Paulo. Esta não é uma doutrina humana, mas revelação de Deus. Cristo vive nos cristãos. O Deus que se revelou em Jesus é o Deus dos pais. Há, por isso, unidade na ação de Deus e continuidade na história da salvação. A ressurreição é a prova do valor salvífica da cruz. [Missal Cotidiano, Paulus, 1997]

 

Salmo: 116(117), 1.2 (+ Mc 16,15) 
Ide, por todo o mundo, a todos pregai o evangelho

 

1Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!

 

2Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

 

 

Evangelho: Marcos  (Mc 16, 15-18)

Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho

 

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" Palavra da Salvação!

 

 

Contexto: Aparições de Jesus ressuscitado cf. leituras paralelas: Mt 28, 16-20; Lc 24, 36-38; Jo 20,19-23; 1Cor 15,3-8.

 

 

 

Comentário do Evangelho

A missão universal

 

Enviados pelo poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo, e a anunciar a Boa Nova da salvação a quantos encontrassem. Ninguém podia ser deixado de lado, pois a salvação é um direito de todos.


O sinal de adesão a Jesus dar-se-ia no batismo feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Seria a forma de vincular toda a humanidade com o Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito Santo. Desta comunhão de amor deveria surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade.


Os apóstolos tinham como tarefa levar os novos discípulos a pautar suas vidas pelos ensinamentos do Mestre. Nada de novas doutrinas! Bastaria ensinar os batizados a observar tudo quanto Jesus lhes havia ensinado: nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha.

 

Uma certeza deveria animar os apóstolos: o Ressuscitado estaria para sempre junto deles, incentivando-os a serem fiéis à missão. Portanto, nada de se deixarem abater pela grandiosidade e pelas exigências da tarefa recebida. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Deus Conosco dia a dia (Editora Santuário, et al)

-Pela Igreja presente no mundo inteiro, para que seja sinal vivo e transparente do Reino, roguemos ao Senhor. Guiai-nos, Senhor, em vossos caminhos!

-Para que more sempre no coração do povo cristão a esperança e a misericórdia divina, roguemos ao Senhor.

-Por todas as Comunidades, para que a cada dia aprendam dos ensinamentos do apóstolo Paulo e vivam em paz, roguemos ao Senhor.

-Pela grande cidade de São Paulo, para que seus habitantes experimentem a solidariedade humana, a força da união e a construção de uma sociedade que acolhe e pratica o bem, roguemos ao Senhor.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz de fé que sempre iluminou o apóstolo São Paulo para anunciar o vosso nome aos povos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Vivo da fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. (Gl 2,20)

 

Depois da Comunhão:

Que esta comunhão, Senhor nosso Deus, alimente em nós o ardor da caridade que inflamava o apóstolo São Paulo em sua solicitude por todas as Igrejas. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: O Evangelho de São Marcos é menor dos três sinóticos: apenas 16 capítulos. Uma simples passagem com apenas dois versículos resume muito bem a nossa missão de cristãos: evangelizar. Os sinais preconizados nos versículos 17 e 18 são a contrapartida de Deus para quem leva esta missão a sério, com forte respaldo na nossa fé, evidentemente. Mas estes sinais não são para nosso benefício particular, mas comunitário, isto é, para o próximo. Eis o nosso desafio: levar do Evangelho para a vida, concretamente falando.

 

A Conversão de São Paulo

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

 

A festa litúrgica de 25 de janeiro foi instituída pela Igreja para dar graças a Deus pelos imensos benefícios que ela recebeu de Deus através de São Paulo. O seu martírio é celebrado junto com São Pedro no dia 29 de junho. Em primeiro lugar a Igreja quer agradecer a Deus a sua conversão, depois, a sua vocação e a missão de pregar o Evangelho aos Gentios.       

 

São Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso (Município de Roma) na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, de família israelita, da tribo de Benjamim; muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprara a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente.

 

Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4; 5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro.      

 

Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, mas se converteu espetacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias. Em seguida permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia. 

 

São Paulo esteve no apedrejamento de Santo Estevão e sem dúvida as orações desse Santo na hora da morte foram fundamentais para a graça da conversão de São Paulo.

 

No ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gal 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) acabrunhado pelo fracasso do seu trabalho em Jerusalém. Ali ficou por cerca de 5 anos, até o ano 43. Nesta época, Barnabé, seu primo, que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por São Pedro, o levou para lá.

 

Em 44 Paulo e Barnabé foram encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3). 

 

A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) percorrendo a ilha de Chipre e parte da Ásia Menor. No ano de 49 Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja, para resolver a questão da circuncisão, surgida em Antioquia. Esta presença de São Paulo em Jerusalém foi fundamental para que o Cristianismo não ficasse dependente do antigo judaísmo, como uma “seita” a mais. Graças a ele os pagãos ficaram livres da circuncisão e o Cristianismo surgiu com nova força.

 

A segunda viagem apostólica de São Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo. 

 

A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia.   Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegou em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta.

 

Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até  a Espanha, “os confins do mundo” (Rm 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66. 

 

Foi novamente preso no ano 66, no oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 14 Cartas.        

 

A festa litúrgica da conversão de são Paulo apareceu no século VI e é própria da Igreja latina. O martírio do Apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de junho. A celebração do dia 25 de janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: “Eu trabalhei mais que todos os apóstolos…”, mas também: “Eu sou o menor dos apóstolos… não sou digno de ser chamado apóstolo”.

 

Apresenta, ele mesmo, as credenciais: viu o Senhor, Cristo ressuscitado lhe apareceu, ele é testemunho da Ressurreição de Cristo, foi enviado diretamente por Cristo. É como um dos Doze. Pertence a Jesus desde aquela hora em que, no caminho de Damasco, vencido por Cristo e prostrado em terra perguntou-lhe: “Senhor, que queres que eu faça?” Paulo então passou a pregar e propagar a fé que desejava exterminar. Em poucos segundos de contato direto Jesus o transformou de um ferrenho perseguidor no maior Apóstolo do seu Evangelho em todos os tempos.

 

São Paulo tirou da sua experiência esta consoladora conclusão: “Jesus veio a este mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Precisamente por isso encontrei misericórdia. Em mim especialmente Jesus Cristo quis mostrar toda a sua longanimidade, para que eu sirva de exemplo a todos aqueles que pela fé nele alcançarão a vida eterna.” “Conheço um homem em Cristo que foi arrebatado até ao terceiro céu. Se no corpo ou fora do corpo, não sei. Deus o  sabe. Só sei que esse homem ouviu palavras inefáveis…” (2Cor 12,2).

 

São Paulo foi um Apóstolo de “fogo”; apaixonado por Jesus Cristo até a última fibra do seu corpo. Cristo era tudo para ele: “Para mim no viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fil 1, 21). “Tudo posso Naquele que me dá forças” (Fil 4,13). “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gal 2, 19-20).

 

Terminou a vida dizendo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (1Tm 4,7)  São Pedro e São Paulo foram as grandes colunas da Igreja em Roma; martirizados pelo mesmo Nero derramaram o seu sangue em Roma. Desde então a Sede da Igreja está em Roma.

 

 

João Paulo II - Recordação

 

 

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)

 

Noticiou-se no Jornal televisivo e nos jornais impressos que o Santo Padre Bento XVI está para beatificar o Papa João Paulo II. Um articulista da Folha de São Paulo, (15.XII.11) que desconhece os trâmites da Igreja no estudo de uma vida de santo em vista da canonização, interpreta a determinação do Papa atual nesta decisão sobre João Paulo II como “orientação política de seu pontificado”! Infeliz miopia. Uma causa de beatificação e canonização de um novo santo tem regras rigorosas próprias, além da exigência de milagres cientificamente comprovados por médicos e peritos. Miopia e ignorância do articulista. Lamentável...

 

O milagre, no caso atual, foi a cura de uma freira francesa, Marie Normand, do mal de Parkinson, cura examinada pela junta médica que atestou não ser tal cura, neste caso, explicável pela ciência. Foi o milagre que Bento XVI aceito para consolidar o processo atual.

 

Tenho a felicidade de, na visita “ad limina” que o bispo diocesano tem de fazer ao Papa em cada quinquênio, ter tido encontro pessoal com João Paulo II. Tinha ele sobre a mesa, aberto, o mapa de Minas e me pediu para, com uma caneta, mostrar-lhe os limites da Arquidiocese. Naquela época, a Arquidiocese de Uberaba chegava até o Mato Grosso. Só depois, com a criação de Ituiutaba como diocese é que a parte geográfica Frutal até a fronteira do Mato Grosso passou para a diocese de Ituiutaba.

 

Na época em que completei cinquenta anos de sacerdócio, concelebrei com João Paulo II na sua Capela particular e após a Missa, recebi de suas mãos uma cruz episcopal dourada que guardo como relíquia e uso-a nas Missas solenes com respeitosa devoção. Guardo as fotos não só da Missa com João Paulo II mas também do momento em que me presenteou com a cruz episcopal e estou com ele no altar.

 

Aguardo pois a beatificação deste Santo Padre com filial devoção e conto com sua proteção celeste para minha fidelidade ao Senhor Jesus, como pessoa consagrada. Mesmo já não tendo a responsabilidade pastoral da Arquidiocese - como bispo – desejo servir a Igreja arquidiocesana, enquanto tiver vida.

 

Que o Papa João Paulo II continue, lá das alturas, protegendo nossa Arquidiocese na missão e as famílias cristãs na sua caminhada sempre difícil na vida atual. [CNBB]

 

 

Aconteceu no dia 25 de janeiro:

1554: “A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa". (José de Anchieta). Portanto, nome São Paulo foi escolhido porque no dia da fundação do colégio era o dia 25 de janeiro que a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em carta aos seus superiores da Companhia de Jesus, conforme trecho citação acima.

 

 

Tal como a violeta é o amor: não se rega as folhas, molha-se a raiz. (Paulo de Araújo)