Terça-feira, 20 de setembro de 2011

Santos André e Paulo (Mártires), Memória 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Vermelha

 

Hoje: Dia do Engenheiro Químico e dia da Revolução Farroupilha

 

Santos: Fausta, André Kim Targon, Paulo Chong, Francisco Maria, Eustáqui, Evilásio, Prisca, Glicério (438), Carlos Cornay, Francisco de Posadas, Teófano Venard, Tomás Johnson, Carlos de Blois (confessor franciscano, ofs)

 

Antífona: Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra dos santos mártires. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

 

Oração: Ó Deus, criador e salvador de todas as raças, por vossa bondade, chamastes à fé a muitos irmãos na região da Coreia e os fizestes crescer pelo testemunho glorioso dos mártires André, Paulo e seus companheiros.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Esdras (Esd 6,7-8.12b.14-20)

A Páscoa, a maior de todas as festas

 

Naqueles dias, 7o rei Dario escreveu ao governador do território da outra margem do rio Eufrates: “Deixa que prossigam os trabalhos no templo de Deus. Que o governador de Judá e os anciãos dos judeus edifiquem a casa de Deus no seu lugar. 8Também ordenei como se deve proceder com aqueles anciãos dos judeus que constroem aquela casa de Deus: com os bens do rei, deveis reembolsar religiosamente e sem interrupção aqueles homens por tudo o que gastarem. 12bEu, Dario, dei esta ordem. Que ela seja pontualmente executada!” 14E os anciãos dos judeus continuaram a construir, com êxito, de acordo com a profecia de Ageu, o profeta, e de Zacarias, filho de Ado, e puderam terminar a construção conforme a ordem do Deus de Israel e as ordens de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia. 15Esta casa de Deus foi concluída no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario. 16Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o resto dos repatriados, celebraram com alegria a dedicação desta casa de Deus. 17Ofereceram, para a inauguração desta casa de Deus, cem touros, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e, como sacrifício pelo pecado de todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel. 18Estabeleceram também os sacerdotes, segundo suas categorias, e os levitas, segundo suas classes, para o serviço de Deus, em Jerusalém, como está escrito no livro de Moisés. 19Os deportados celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês. 20Como todos os levitas se haviam purificado, juntamente com os sacerdotes, estavam puros; e, assim, imolavam a Páscoa para todos os filhos do cativeiro, para os sacerdotes seus irmãos e para eles próprios. Palavra do Senhor!

 

Comentário

Puderam terminar a construção da casa de Deus

 

O segundo templo é modesto, desaparece em face do de Salomão, cuja memória conservavam os mais antigos dos exilados. Mas que importa? Renascia a alegria de poder novamente celebrar na festa a misericórdia de Deus, e com a alegria renascia a esperança. E também este segundo templo é uma novidade profética com relação ao primeiro. Ageu prenunciava: “A futura glória deste templo há de superar a antiga, diz Javé dos exércitos, e neste lugar darei a paz” (Ag 2, 3-9). Este segundo templo é inaugurado durante uma festa de Páscoa. As festas de inauguração do templo fazem-nos pensar que também o cristão não pode viver sem festa. Se se extinguisse a festa de Cristo ressuscitado, encontraria ainda o cristão de hoje força para ser uma esperança para o mundo e uma comunhão para os irmãos? Sem um espaço para a prece do corpo, um lugar para a liturgia eucarística, com comungaria visivelmente com Cristo ressuscitado? [MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 121 (122), 1-2.3-4a.4b-5 (R/. cf 1)

Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”


Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.


Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. 

 

Evangelho: Lucas (Lc 8,19-21)

Os verdadeiros parentes de Jesus

 

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”. Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Mt 12, 46-50; Mc 3, 31-35

 

 

Comentário o Evangelho

O fruto da palavra

A vivência sincera da Palavra de Deus estabelece entre o discípulo do Reino e Jesus uma profunda comunhão. Mas também, entre os mesmos discípulos, a Palavra produz frutos de fraternidade e solidariedade. Em ambos os casos, os laços interpessoais podem mostrar-se mais fortes que os provenientes das relações familiares.


Disto resulta a nova família do Reino em que a paternidade provém de Deus, e a convivência entre os membros pauta-se pelo amor e pela igualdade, para além de raça, de condição social e de diferença de gênero. Ser judeu ou pagão, escravo ou livre, homem ou mulher são distinções irrelevantes para a família do Reino. A possibilidade de viver a comunhão desponta no horizonte, deixando de lado tudo o que possa ser motivo de divisão.


Desta forma, no contexto do Reino, relativiza-se a família natural de Jesus. O fato de ser sua mãe ou seus irmãos tinha pouca relevância. Esta familiaridade não lhes dava precedência na relação com o Mestre. Seria inútil exigir este direito, já que o haviam perdido.


Tanto a mãe quanto os seus parentes deveriam fazer o caminho de sua relação com Jesus passar pela submissão à Palavra de Deus. Doravante, serão seus familiares os que, como ele, ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

A palavra se faz oração (Missal Dominical)

Pela Igreja, para que continue a aproximar as pessoas a Jesus, rezemos. Senhor, escutai a nossa prece.

Por todos os que trabalharam na construção desta casa do Senhor, rezemos.

Por nossas famílias e seu empenho em rezar com a palavra de Deus, rezemos.

Por todos os que doaram a vida em favor do reino, rezemos.

Por todo homem e mulher, para que tenham consciência de também serem templo de Deus, rezemos.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, com bondade, as oferendas do vosso povo e concedei, pela intercessão dos santos mártires coreanos, nos tornemos um sacrifício agradável para a salvação do mundo inteiro. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante do meu Pai, que está nos céus. (Mt 10, 32)

 

Oração Depois da Comunhão:

Nutridos pelo alimento dos fortes, na celebração dos santos mártires, nós vos pedimos, Senhor, que, seguindo fielmente a Cristo, trabalhemos na Igreja pela salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Ministério do Amor Maior

Dom Orani João Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

 

No último sábado, dia 10 de setembro, toda a Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro viveu a alegria do início do ministério extraordinário da comunhão eucarística conferido a mais de 750 leigos e leigas das mais diversas regiões de nossa Arquidiocese. A estes novos ministros, juntamente com os milhares que já exercem suas atividades pelas paróquias da Arquidiocese, a Igreja confia a missão de levar Jesus Eucarístico, tesouro de inexaurível valor, aos irmãos, auxiliando os ministros ordenados, aos quais compete ordinariamente esta função seja na liturgia, seja àqueles impossibilitados de participarem pessoalmente da celebração eucarística.

 

Esta ocasião apresenta-se propícia para refletirmos a respeito desse ministério, ou serviço, no qual a Igreja apresenta sua vitalidade na intensa participação, adesão e corresponsabilidade dos leigos e leigas no projeto de evangelização em que todos nos irmanamos.

 

É fato que a origem histórica deste serviço refere-se a uma dificuldade bem prática, de caráter litúrgico, que no decorrer dos anos, pós-primavera do Concílio, ganhou uma conotação toda especial no contexto da participação eclesial.

 

Com o passar do tempo, sobretudo a partir das novidades introduzidas pelos documentos Sacrossanctum Concilium, sobre a reforma da sagrada liturgia; Lumem Gentium, acerca do mistério da Igreja, e Apostolicam Actuositatem, sobre o apostolado dos leigos, todos do Concílio Vaticano II, esta maneira toda peculiar de participação do leigo na vida litúrgica e na prática pastoral foi intensamente promovida e tem dados muitos frutos em nossas comunidades. Basta recordar que em muitas comunidades onde não é possível a presença assídua de um sacerdote, diversos leigos “apaixonados” pela causa do Evangelho exercem, na liturgia e na vida, este ministério com grande amor e perseverança.

 

É importante considerar que todo ministério é precedido por um determinado carisma. O ministério, seja leigo ou ordenado, é sempre o exercício de um determinado carisma a serviço da Igreja. Há, como nos ensina Paulo... “uma diversidade de carismas”, isto é, um grande número de “aptidões” que podem ser colocadas a serviço de Deus na comunidade. Também o ministério extraordinário da comunhão, que de maneira alguma é a simples execução de tarefas, pressupõe um determinado carisma.

 

É recomendável a todos os novos ministros extraordinários da sagrada Comunhão Eucarística o estudo da Instrução Redemptionis Sacramentum, que fala expressamente acerca deste ministério.

 

Sublinho alguns pontos: que os ministros extraordinários jamais assumam funções que não são suas: “Além disso, nunca é lícito aos leigos assumir as funções ou as vestes do diácono, ou do sacerdote, ou outras vestes similares”. (cf. n. 153).

 

Este ministério é extraordinário e não especial: “Neste ministério, entendendo-se conforme o seu nome em sentido estrito, o ministro é um extraordinário da sagrada Comunhão, jamais um «ministro especial da sagrada Comunhão», nem «ministro extraordinário da Eucaristia», nem «ministro especial da Eucaristia»; com o uso destes nomes, amplia-se indevida e impropriamente o seu significado” (cf. n. 156).

 

Devemos deixar claro que este ministério é exercido na ausência do sacerdote ou do diácono: “O ministro extraordinário da sagrada Comunhão poderá administrar a Comunhão somente na ausência do sacerdote ou diácono, quando o sacerdote está impedido por enfermidade, idade avançada, ou por outra verdadeira causa, ou quando é tão grande o número dos fiéis que se reúnem à Comunhão que a celebração da Missa se prolongaria demasiado.[259] Por isso, deve-se entender que uma breve prolongação seria uma causa absolutamente suportável, de acordo com a cultura e os costumes próprios do lugar (cf. n. 158)”.

 

Ao ministro extraordinário da sagrada Comunhão: nunca lhe está permitido delegar algum outro para administrar a Eucaristia, como, por exemplo, os pais, o esposo ou filho do enfermo que vai comungar.

 

O carisma que leva ao ministério extraordinário da comunhão é, sem dúvida, aquele do cuidado e da doação, da paciência e carinho, pelo qual o próprio Cristo é reconhecido no meio de seu povo. O ministro extraordinário da comunhão só exercerá bem seu serviço eclesial se, como Cristo, for acolhedor e disponível. Este é o binômio básico para que alguém leve o sacramento do amor de Deus por nós, sem ferir o que é próprio desse amor: O mensageiro não pode comprometer a mensagem.

 

Esperamos, pois, que estes novos ministros, bem como todos aqueles que exercem os mais variados serviços nas nossas comunidades, possam contribuir na construção de uma igreja mais participativa e por um mundo melhor, sendo sempre sinal do Cristo que acolhe a todos indistintamente e que ama pela força da disponibilidade e da doação. [CNBB]

 

 

Santo André Kim, Paulo Chong e Companheiros

 

 

 

 

Foram canonizados por João Paulo II, durante sua viagem à Coréia, no dia 6 de maio de 1984. Nesta ocasião, os coreanos, e com eles toda a Igreja, celebraram o segundo centenário da implantação do cristianismo na Coréia. No transcurso desses 200 anos, a Igreja católica na Coréia foi regada pelo sangue de seus mártires, cristãos de todas as idades e classes sociais: crianças, adultos, homens, mulheres, sacerdotes, leigos, ricos e pobres. Assim falou João Paulo II, na ocasião: Observai: mediante esta liturgia de canonização, os bem-aventurados mártires coreanos são inscritos no catálogo dos santos da Igreja católica. Estes são verdadeiros filhos e filhas da vossa Nação, juntamente com numerosos missionários vindos de outras terras. São os vossos antepassados, pela descendência, língua e cultura. Ao mesmo tempo, são os vossos pais e as vossas mães na fé que eles testemunharam derramando o próprio sangue. (Apud José Leite, S.J., op. cit., Vol. II, p. 22). [O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, ©Vozes, 1997]

 

Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como

 flores sem perfume. Vida, amor, beleza: eis a minha trindade. (Gibrau Kahlil Gibran)