Terça-feira, 19 de abril de 2011

Semana Santa - 2ª Semana do Saltério (Livro II) - cor Litúrgica Roxa

 

 

Hoje: Dia do Índio e Dia do Exercito

 

Santos: Crescêncio de Florença (diácono), Elfege de Winchester (bispo, mártir), Jorge de Antioquia (bispo, mártir), Geraldo de Einsiedeln (eremita), Hermógenes, Aristônico, Galácio, Caio, Expedito e Companheiros (mártires de Melitene, na Armênia), Leão IX (papa), Pafnúcio de Jerusalém (presbítero, mártir), Sócrates e Dionísio (mártires da Panfília), Timão (um dos sete diáconos citados em At 6,5), Ursmar de Lobbes (abade, bispo), Vicente de Collioure (mártir).

 

Antífona: Não me deixeis, Senhor, à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade. (Sl 26, 12)

 

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar de tal modo os mistérios da paixão do Senhor, que possamos alcançar vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Isaias (Is 49, 1-6)

Eu te farei luz das nações

 

1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: "Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado". 4E eu disse: "Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa".

 

5E agora diz-me o Senhor - ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: "Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra".Palavra do Senhor.

 

 

Comentando a I Leitura

Eu te farei luz das nações

 

Há na obra de salvação realizada por Jesus um paradoxo, cuja explicação nos devolve necessariamente ao irrepreensível poder de Deus. Sob o aspecto humano, a vida de Jesus se encerra com um xeque radical. Ninguém como ele pôde dizer: "Esforcei-me em vão, em vão e por nada consumi minhas energias" (versículo 4). Ninguém jamais falara como ele, ninguém jamais praticara em favor dos pobres obras como as suas. Entretanto, ao pé da cruz havia apenas um grupo exíguo de pessoas fiéis. Contudo, exatamente por causa deste seu aniquilamento, tornou-se a luz dos povos e levou a salvação até às extremidades da terra (versículo 6).

 

Sinal do Cristo, a Igreja deve dispor-se a repetir visivelmente o mistério, rejeitando toda lógica de força, poder e prestígio. A salvação não chega aos homens em proporção da eficiência e do saber estratégico do povo de Deus; vem de uma decisão do Pai, e manifesta-se ao mundo, sobretudo onde é capaz de entrar o amor, para vantagem dos outros, na treva do fracasso e na humilhação da derrota. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 70 (71), 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15 e 17 (+ cf. 15)

Minha boca anunciará vossa justiça

 

1Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor, que eu não seja envergonhado para sempre! 2Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

 

3Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! 4aLibertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

 

5Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! 6aSois meu apoio desde antes que eu nascesse, 6bdesde o seio maternal, o meu amparo.

 

15Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. 17Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.

 

Evangelho: João (Jo 13, 21-33.36-38)

O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes

 

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: "Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará". 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.

 

23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: "Senhor, quem é?" 26Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho". Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.

 

27Depois do pedaço de pão, satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: "O que tens a fazer, executa-o depressa". 28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: "Compra o que precisamos para a festa", ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir’".

 

36Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?" Jesus respondeu-lhe: "Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde". 37Pedro disse: "Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!" 38Respondeu Jesus: "Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 26, 20-25; Mc 14, 17-21; Lc 22, 21-23: Anuncia a traição

 

 

Comentário do Evangelho

O traidor identificado

 

O anúncio da traição foi desconcertante para o grupo de discípulos. Independentemente de qualquer cultura, a traição é sempre um ato abominável. De modo especial, entre pessoas cujas vidas foram postas em comum, e nas quais se deposita toda confiança. Isto explica a surpresa dos discípulos quando Jesus anunciou que um deles haveria de traí-lo. E essa surpresa foi maior, quando o traidor foi identificado com Judas, filho de Simão Iscariotes.


O evangelista João dirá várias vezes que se tratava de um ladrão. Logo, alguém de caráter duvidoso, de quem se pode esperar tudo. A traição seria apenas mais uma manifestação da personalidade malsã deste discípulo. Os evangelhos, em geral, referem-se a Judas como alguém que vendeu sua própria consciência ao aceitar entregar o Mestre por um punhado de dinheiro.


Entretanto, é possível suspeitar de outras razões desta atitude tresloucada. Será que Judas entendeu, de fato, o projeto de Jesus? Terá sido capaz de abrir mão de seus esquemas messiânicos para aceitar Jesus tal qual se apresentava? Estava disposto a seguir um Messias pobre, manso, amigo dos excluídos e marginalizados, anunciador de um Reino incompatível com a violência e a injustiça? Judas esperava tirar partido do Reino a ser instaurado por Jesus. Vendo frustrado o seu intento, não teria tido escrúpulo de traí-lo?


Uma coisa é certa: Judas estava longe de sintonizar com Jesus. Algo parecido acontecia com Pedro, que haveria de negá-lo. Só que este recuou e se converteu à misericórdia do Senhor. [Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Deus Conosco)

Para que nossa vida seja dedicada aos outros, como foi a vida de Cristo, supliquemos ao Senhor. Senhor, santificai e salvai vosso povo!

Pelas Comunidades, para que fortaleçam sua fé na prática da caridade e na acolhida fraterna, supliquemos ao Senhor.

Por todos os que lutam em favor da vida e da dignidade da pessoa humana, supliquemos ao Senhor.

Pelos povos indígenas, para que sejam respeitados em sua cultura e considerados irmãos nossos, supliquemos ao Senhor.

Preces espontâneas

 

Oração sobre as Oferendas:

Considerai, ó Deus, com bondade, as oferendas da vossa família. Se podemos agora participar dos vossos dons sagrados, fazei-nos chegar também à sua plenitude. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Deus não quis poupar seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós. (Rm 8,32)

 

Oração Depois da Comunhão:

Nutridos pelos dons que nos salvam, imploramos, ó Deus, vossa misericórdia, para que o mesmo sacramento que nos alimenta na terra nos faça participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Um discípulo não está puro. Ele nega sua parte com Jesus, recusa-se a crer no EU SOU. Ele também passa, mas para o poder de satanás. Judas Iscariotes, companheiro de mesa do Senhor, abandona agora a luz do mundo. A partida de Judas dá início aos acontecimentos da paixão. Jesus será glorificado. Deus será glorificado, pois a presença de Deus como amor infinito está prestes a se manifestar em Jesus. Ele partirá e essa ausência (ou presença?) é o problema fundamental de toda a passagem. Ao partir, deixa seu mandamento essencial: “Amai-vos uns aos outros”. É um novo mandamento porque esse amor mútuo deve ter como modelo algo novo – o amor que Jesus demonstra pelos discípulos.

 

 

O Santo Tríduo e a Indulgência Plenária

ACI Digital

Durante o santo Tríduo Pascal podemos ganhar para nós ou para os defuntos o dom da Indulgência Plenária se realizarmos algumas das seguintes obras estabelecidas pela Santa Sé.

 

Obras que gozam do dom da indulgência pascal:

 

Quinta-feira Santa

Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" ("Adoremos Prostrados"). Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo.

 

Sexta-feira Santa

Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.

 

Sábado Santo

Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário.

 

Vigília Pascal

Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo.

 

Condições

Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições:

 

A.   Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.

B.   Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.

 

É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária.

 

A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

 

 

Um Rei pede passagem

Dom Murilo S. R. Krieger, scj, Arcebispo de Salvador - BA

 

Pelas estradas da Galileia passou um homem aparentemente comum. Vestia-se como os outros. Falava a mesma língua. Não tinha nenhum sinal externo que o tornasse diferente, que chamasse a atenção. Sua mensagem é que surpreendia a todos. Ele dizia: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

 

Passou três anos renovando o mesmo anúncio: “O Reino de Deus está próximo!” Fazia questão de explicá-lo a todos: a pobres e a doentes, a ricos e a crianças. Não perdia ocasião de falar ou de mostrar com atos que reino era esse que estava chegando.

 

Um dia, entrou na cidade de Jerusalém. O povo não se conteve e começou a aclamá-lo: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor!” (Lc 19,38). Foi uma festa, uma belíssima festa. Todos davam passagem a esse rei que estava montado num jumentinho, ao mesmo tempo em que estendiam vestes e ramos de árvores pelo caminho. Havia também os que não participavam da alegria geral, e comentavam entre si: “Vede: nada conseguis. Todo mundo vai atrás dele!” (Jo 12,19).

 

Quatro dias depois, aquele mesmo Jesus que fora aclamado como enviado de Deus, estava diante de Pilatos, a maior autoridade local. Surpreso e curioso, Pilatos lhe perguntou: “Tu és o rei dos judeus?” E ouviu uma resposta que o deixou mais confuso: “Isso mesmo! Eu sou rei” (Mt 27,11). Por seu lado, o povo agora não o aclamava mais como “bendito”. Muito pelo contrário, num só grito, dizia e repetia: “Crucifica-o!... Crucifica-o!” (Mt 27,22-23).

 

Mais algumas horas e esse desejo do povo se realizaria. Aquele que passara a vida caminhando, e que dissera de si mesmo: “Eu sou o caminho” (Jo 14,6), estava agora imóvel, pregado numa cruz. Por ironia, haviam colocado sob o madeiro uma placa com a inscrição: “Jesus Nazareno, rei dos judeus” (Jo 19,19). Sob o riso de alguns, o alívio de outros e a dor de uns poucos, ele morreu, depois de ter perdoado a todos e de ter colocado sua vida nas mãos de seu Pai.

 

Fosse um simples rei, tudo teria terminado por aí. Mas, provando sua origem divina, três dias depois ressuscitou. Voltando para junto do Pai, e enviando o Espírito Santo que prometera, assegurava a expansão do seu reino. Ficava cada vez mais claro que não viera para um pequeno grupo de pessoas ou para determinada época. Seu projeto era e é para todas as pessoas, de todos os tempos e lugares. É reino, portanto, que não se confunde com os limites territoriais de um país, nem é formado por grupos fechados ou por pessoas que se consideram donas da verdade. É reino que nasce e cresce onde menos se espera. Por sinal, um dia, depois de tanto ouvirem Jesus falar a respeito desse reino, os apóstolos haviam lhe perguntado em que momento ele chegaria. Receberam uma resposta que, na ocasião, não entenderam bem: “O Reino de Deus já está no meio de vós” (Lc 17,21).

 

Na verdade, embora não seja deste mundo, é aqui e agora que esse reino se constroi. Ele cresce quando você estuda ou trabalha, quando se diverte ou reza, quando vence a tentação ou se doa ao irmão necessitado. Cresce quando você perdoa ou é perdoado, quando penetra no mistério de Cristo ou quando leva outros a conhecê-lo; quando toma parte num partido político e luta para nele introduzir critérios de justiça e verdade, ou quando se une aos vizinhos num trabalho de mutirão. Cresce quando você faz um retiro espiritual ou quando participa de uma ONG que trabalha por uma nobre causa.

 

Em cada uma dessas oportunidades ou em tantas outras, é Jesus que está passando em seu caminho e lhe dizendo: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Ouvindo tal apelo e aclamando o rei que vem em nome do Senhor, você estará colaborando com a expansão do Reino de Deus - reino que teve um de seus momentos mais importantes naquele domingo que passou a ser universalmente conhecido com o nome de Domingo de Ramos.

 

Esse domingo é uma porta que se abre para a Semana Santa. Nela, mergulharemos na Paixão e morte de Cristo e seremos convidados a acolher o Rei que pede passagem.

 

 

Santo Expedito

 


Santo Expedito foi martirizado na Armênia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou "cras....! cras....! cras....!" palavra latina que quer dizer: "Amanhã...! amanhã...! amanhã...!, isto é - Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!" Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!" É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da "ultima hora", num sim, sem adiamentos.Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era armênio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Armênia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predileção. Aliás, pelo testemunho da Sagrada Escritura, foi sobre as montanhas armênias do Ararat que a Arca de Noé pousou quando as águas do dilúvio baixaram (Gênesis, 8.5). A Armênia foi uma das primeiras regiões a receber a pregação dos apóstolos Judas Tadeu, Simão e Bartolomeu, mas também local de inúmeras perseguições aos cristãos. Essa região foi regada com o sangue de muitos mártires, entre eles Santo Expedito. Sua cidade natal (com toda probabilidade) não passa hoje de uma pequena localidade chamada Melatia, cidade construída no século II pelo imperador romano Trajano. A partir de Marco Antonio, tornou-se residência da 12ª Legião, conhecida como "Fulminante", cuja missão era defender o império romano dos bárbaros asiáticos. Hoje Metilene é uma cidade mística e simples, onde sua população vive em calma, longe das agitações políticas. Além de Santo Expedito, que foi levado à morte a 19 de Abril de 303, sob o poder de Deocleciano, lá veneram-se outros Santos mártires, entre eles: São Polieucto, outro oficial do exército romano que foi martirizado no século III. Deocleciano subiu ao trono de Roma em 284. Por seu ambiente e por seu caráter, parecia oferecer aos cristãos garantias de benevolência, pois havia em seu palácio a liberdade de religião, sendo, inclusive, sua esposa Prisca e sua filha Valéria, cristãs, ou ao menos, catecúmenas. Sob influências de Galero, seu genro, pagão convicto, determinou a perseguição dos cristãos, ordenando a destruição de igrejas e livros sagrados, a cessação das assembléias cristãs e a abjuração de todos os cristãos. Galero, sempre incitado por sua mãe, também pagã, queria abolir para sempre o Cristianismo e através de insinuações maldosas e hábeis calúnias, fez crer a Deocleciano, que o cristianismo conspirava de várias formas contra a augusta pessoa do imperador. Deocleciano, então, empreendeu a exterminação sistemática dos cristãos, envolvendo, inclusive, os membros de sua própria família e os servidores de seu palácio. Foi uma hecatombe sangrenta: oficiais, magistrados, o bispo da Nicomédia (Antino), padres, diáconos, simples fiéis foram assassinados ou afogados em massa. Somente em 324, com a retomada da autoridade do imperador cristão Constantino, foi que tiveram fim as terríveis perseguições que durante três séculos tinham ensanguentado a Igreja. Para fazer a novena de Santo Expedito é necessário orar durante nove dias seguidos, sozinho ou em grupo. Deve-se rezar um credo, depois a oração a Santo Expedito, sem esquecer de pedir a benção desejada. Em seguida, um Pai Nosso e ascender uma vela. Para finalizar diga: "Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre pelos séculos Amém". Durante os nove dias peça perdão a Deus por seus pecados e mantenha bons pensamentos. Depois resta apenas ter fé e esperar pela graça.

 

Para suavizar o sofrimento Deus deu ao ser humano o dom da esperança. (Wanda Papaleo)

 

 

Aconteceu no dia 19 de abril de 1213:  Papa Inocêncio III convoca o Quarto Concílio

de Latrão pela bula "Vineam Domini Sabaoth"