Terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Segunda Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 2ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Hoje: Dia Internacional do Riso

 

Santos do Dia: Arquelaide, Tecla e Susana (virgens, mártires), Atenógenes do Ponto (mártir), Deícola de Lure (abade), Faustina e Liberata (virgens), Leobardo de Tours (eremita), Liberata de Como (virgem), Moseus e Amônio (mártires), Paulo e 36 soldados cristãos (mártires), Prisca de Roma (virgem, mártir), Volusiano de Tours (bispo, mártir), Beatriz d'Este (virgem de Ferrara, bem-aventurada), Cristina Ciccarelli (virgem, eremita agostiniana, bem-aventurada).

 

Antífona: Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)

 

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai  com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 6, 10-20)
As promessas de Deus sempre se cumprem 

 

Irmãos, 10Deus não é injusto, para esquecer aquilo que estais fazendo e a caridade que demonstrastes em seu nome, servindo e continuando a servir os santos. 11Mas desejamos que cada um de vós mostre até o fim este mesmo empenho pela plena realização da esperança, 12para não serdes lentos à compreensão, mas imitadores daqueles que, pela fé e a perseverança, se tornam herdeiros das promessas. 13Pois quando Deus fez a promessa a Abraão, não havendo alguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo, 14dizendo: “Eu te cumularei de bênçãos e te multiplicarei em grande número”.  15E assim, Abraão foi perseverante e alcançou a promessa. 16Os homens juram, de fato, por alguém mais importante, e a garantia do juramento põe fim a qualquer contestação. 17Por isso, querendo Deus mostrar, com mais firmeza, aos herdeiros da promessa, o caráter irrevogável da sua decisão, interveio com um juramento. 18Assim, por meio de dois atos irrevogáveis, nos quais não pode haver mentira por parte de Deus, encontramos profunda consolação, nós que tudo deixamos para conseguir a esperança proposta. 19A esperança, com efeito, é para nós qual âncora da vida, segura e firme, penetrando para além da cortina do santuário, 20aonde Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno na ordem de Melquisedec. Palavra do Senhor! 

 

 

Comentando a I Leitura

A esperança, com efeito, é para nós

qual âncora da vida, segura e firme

 

As últimas realidades da morte e do juízo devem ser apresentadas aos cristãos “sob o signo da consolação e da esperança”. Nossas boas obras são de fato pouca coisa diante de Deus, e ele leva em conta isso: Deus não é injusto, não esquece a vossa atividade e o amor que tendes demonstrado para com ele, mediante os serviços prestados aos santos (isto é, aos irmãos na fé). Jesus nos assegura que “um copo d´água dando em seu nome não perderá sua recompensa” (Mc 9, 41). Assim como prometeu a Abraão, Deus continua a prometer a felicidade do seu reino a todos os homens que querem seguir os seus caminhos. Isto significa que o que conta é perseverar até o fim, para sermos “imitadores daqueles que, com a fé e a perseverança, se tornam herdeiros das promessas”. Cristo, entrando na glória do Pai depois de sua ressurreição, dá valor a toda a nossa vida, fazendo de cada uma de nossas obras como que uma liturgia perene, que nos introduz cada vez mais profundamente no seu mistério e nos prepara para a entrada gloriosa junto ao Pai no fim dos tempos. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 110 (111), 1-2.4-5.9-10c (R/.5b)
O Senhor se lembra sempre da aliança

 

1Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! 2Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! 

 

4O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. 5Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua aliança. 

 

9Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. 10cPermaneça eternamente o seu louvor. 

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 2, 23-28)
Jesus revela o valor sagrado do ser humano

 

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 

 

25Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães". 

 

27E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 12,1-8;  Lc 6, 1-5

 

Comentário do Evangelho

Superando o legalismo 

 

Como no caso do jejum, os judeus também eram exagerados no tocante ao repouso sabático. Por isso, escandalizam-se ao ver os discípulos de Jesus colher espigas de trigo para comer, enquanto atravessam um trigal em dia de sábado. O fanatismo pela observância da Lei impedia-os de fazer qualquer tipo de contemporização. Jesus ia na direção contrária, procurando mostrar-se fiel a Deus por outros caminhos, e ensinando seus discípulos a fazerem o mesmo.


Para o Mestre a finalidade da Lei era propiciar ao ser humano uma autêntica experiência de encontro com a vontade de Deus. Praticar seus preceitos de maneira puramente mecânica seria inútil. Este tipo de fidelidade exterior à vontade divina não era sinal de que a pessoa havia superado a tirania do egoísmo. Jesus pregava uma fidelidade criativa à Lei, de modo que, ao praticá-la, a pessoa pudesse atingir seu objetivo.


O Mestre apresentou dois motivos para justificar a permissão de colher espigas em dia de sábado. Em primeiro lugar, por ter acontecido coisa semelhante com o rei Davi, o qual, num dia de sábado, matou a fome com os pães consagrados que só aos sacerdotes era permitido comer. Além disso, as espigas não eram consagradas como os pães. Em segundo lugar, porque Jesus tinha autoridade, recebida do Pai, para agir como agiu. Se os discípulos estavam comendo para poder continuar a missão, por que censurá-los? [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Liturgia Diária (Paulinas e Paulus)

A fim de que os cristãos vivam com seriedade e serenidade a própria vocação, peçamos. Senhor da aliança, atendei-nos.

A fim de que os padres, os religiosos e os leigos sejam protegidos na missão, peçamos.

A fim de que a liberdade e os direitos individuais das pessoas sejam respeitados, peçamos.

A fim de que as famílias sejam abençoadas e fortalecidas na convivência diária, peçamos.

A fim de que os agricultores obtenham bons resultados com seu trabalho, peçamos.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor. (1Jo 4,16)

 

Oração Depois da Comunhão:

Nutridos Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

São Sulpício

 

Sulpício faz parte de um grupo seleto de santos que alcançaram importância teológica, cultural e política na história da Igreja, pois atuaram na formação política e religiosa de toda uma nação, no seu caso, a França. Além de serem venerados e chamados à interceder nas aflições diárias ou nas curas dos males físicos da população, à ele recorrem os que sofrem de males nos pulmões.

 

Para entender o alcance da atuação pastoral e política deste santo, é preciso primeiro visualizar o contexto em que ela aconteceu. Era o século VII e a França se consolidava como nação. Mas, ainda coexistiam vários grupos étnicos que geravam muitos conflitos naqueles domínios e Sulpício, bispo de Burges, impedia e controlava os choques, mediando e negociando entre eles as convivências difíceis, sempre dentro dos preceitos da Igreja.

 

Pouco se sabe de sua vida antes de se tornar bispo, mas pode-se calcular que tenha sido exemplar e trabalhosa, pois Burges era uma importante cidade, situada bem no centro da França. Foi conquistada, pelo Império Romano, meio século antes de Cristo, sendo anexada ao Império dos Francos no ano 507. O cristianismo só chegou no século II. Como bispo, Sulpício, além de colocar a Igreja como base da consolidação política do país, estruturou uma sólida formação religiosa e humana do clero, através da vida monástica que implantou, para garantir a maneira mais segura de evangelização do povo.

 

A diocese de Burges teve a felicidade de acrescentar seis santos ao corpo da Igreja, todos bispos. Um deles foi Sulpício que morreu em 647. Em Paris, foi erguida a igreja de São Sulpício de belíssima arquitetura, à esquerda do rio Sena, onde foram depositadas as suas relíquias. Ao lado dela se estabeleceu um seminário beneditino, que adotou o nome do santo, e se tornou, depois, no maior centro de formação do clero francês. Esta comunidade deu origem à uma nova família de religiosos, chamada de Ordem dos Padres Religiosos de São Sulpício.

 

Entretanto, São Sulpício se fixou no coração do povo antes mesmo do seu transito, e é ainda o grande auxiliador e intercessor na cura das doenças pulmonares. Segundo uma antiga tradição, o rei Clotário II, soberano da primeira dinastia francesa, foi curado milagrosamente de uma severa pleurite, pelo bispo Sulpício, cuja fama de santidade era muito grande. O rei ficou tão contente que até diminuiu os impostos que cobrava da população de Burges.

 

 

Quem é o novo arcebispo primaz do Brasil?

 

Dom Aloísio Roque Oppermann, Arcebispo de Uberaba (MG)

 

Dom Murilo S. Ramos Krieger tem vínculos com duas famílias de expressão em Santa Catarina. Trata-se da família Ramos, que conta entre seus membros até políticos de projeção nacional, e profissionais de várias especialidades. E a família Krieger, que abriga artistas, intelectuais, músicos. Não é por isso que o Papa o escolheu para o primeiro posto hierárquico no Brasil. Mas foi por suas qualidades eclesiais. Tive a felicidade de conhecer seu pai Oscar, que proveio de uma família não católica, mas era um cristão firme, filho da Igreja, e praticante. Conheci também sua mãe Olga, que se distinguia pela facilidade de alegre comunicação, e capacidade organizativa. Dom Murilo, desde o tempo de Seminário, sempre foi um líder inteligente, de bom humor, mas modesto. Cabem-lhe as palavras do Sl 131, 1: “Não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas”. Todos os cargos que ocupou foram exercidos em espírito de serviço e cumpridos na sinceridade.

Passo aos amigos uma descrição de sua personalidade, por conhecê-lo bem de perto. Antes de tudo, ele é um homem de fé profunda, alguém que soube fazer uma opção fundamental na sua vida pelo Cristo. Ele é “apóstolo de Jesus Cristo por vontade e chamado de Deus” (1 Cor 1,1). Conheci-o como um Presbítero de vocação, e também como discípulo religioso de sua Congregação dehoniana. Mas essa clareza de sentido da vida, nunca o impediu de ser muito realista, objetivo e sincero. Outra qualidade sua é que sempre se considerou chamado a ensinar. Por isso cumpriu durante muitos anos programas com a Canção Nova, com a Milícia da Imaculada, entre outros. Escreveu vários livros, lecionou. Ensinava a verdade de Jesus Cristo, sem se preocupar com impactos. O povo da arquidiocese de Salvador, e seu Clero podem ter a certeza de que receberam um grande presente. Ele terá a capacidade de seguir a esteira de seus predecessores.  Responderá às necessidades atuais dessa Sé Primacial de Salvador. Para conhecer o novo Arcebispo Primaz, seria bom ler suas entrevistas após a nomeação. Vê-se aí o seu bom senso e clareza de missão. [CNBB]

 

DIA INTERNACIONAL DO RISO

 

O riso é uma demonstração de bem estar que aproxima as pessoas e traz alegria e saúde. Quem consegue sorrir e viver de bom humor atrai coisas boas, levando uma vida mais tranquila e feliz. O riso é, muitas vezes, uma maneira de encarar a vida de forma positiva.

 

Rir relaxa as tensões. Quando rimos, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 músculos faciais; quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, são 84 músculos. Esse exercício facial retarda o aparecimento de rugas. Mas o riso não exercita só o rosto; ele mexe com o corpo inteiro.

 

Veja as partes do corpo que são afetadas pelo riso:

 

·        Cérebro: o hipotálamo, centro de controle atuando na base do cérebro, libera no organismo endorfina - hormônio com propriedades analgésicas e calmantes;

 

·        Nariz e garganta: o ar que vem dos pulmões bate nas cordas vocais que emitem sons variados. As glândulas salivares e lacrimais aceleram sua produção;

 

·        Rosto: os músculos do rosto se contraem;

 

·        Coração: bate mais rápido; as artérias, após terem se estreitado, se dilatam provocando sensação de bem estar;

 

·        Tórax: os pulmões expelem enormes quantidades de ar em grande velocidade; o diafragma se move, provocando fortes contrações respiratórias, ajudando a respirar melhor;

 

·        Ventre: os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula;

 

·        Pernas: os músculos se relaxam e a pessoa se curva de tanto rir;

 

·        Pés: os dedos dos pés se agitam.

 

 

O Riso é uma Terapia

 

Na década de 60, um jornalista americano chamado Norman Cousin se curou de uma doença grave através do riso. Ele tinha um grande desejo de viver e decidiu nutrir seu espírito com otimismo, confiança e bom humor. Começou a assistir a filmes cômicos e proibiu qualquer pessoa de ir visitá-lo sem uma piada para contar.

 

A terapia do humor surtiu efeito, pois um período de dez minutos de riso aliviava sua dor o suficiente para ele conseguir dormir por duas horas. Testes clínicos também comprovaram que sua inflamação diminuía a cada sessão de riso. Cousin escreveu sua história dez anos após sua cura e tornou-se o símbolo da terapia do riso, dando origem a pesquisas mais aprofundadas. Hoje sabemos que o riso fortifica o sistema imunológico, estimula as funções cardiovasculares e libera endorfinas que combatem a dor.

 

Rir é o melhor remédio para o corpo e o espírito. [http://www.criancafazarte.com.br]

 

Aconteceu no dia 18 de janeiro:

2004: Papa João Paulo II pede o fim das divisões entre cristãos

 

 

Quem saber rir de si mesmo se diverte muito mais. (Saint-Simon)