Terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

VI Semana Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Agano de Airola (abade), Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel (mártires de Cesaréia Marítima), Faustino de Brescia (bispo), Gilberto de Sempringham (fundador), Honesto de Nîmes (mártir), João de Santo Domingo (mártir), Juliana de Nicomédia (virgem, mártir), Juliano do Egito e Companheiros (mártires), Onésimo (bispo, mártir, amigo do Apóstolo Paulo, citado por ele na Carta a Filêmon 1,18-19 e aos Colossenses 4,7-9), Porfírio e Selêucio (mártires de Cesaréia), Bernardo Scammacca (dominicano, bem-aventurado), Filipa Mareria (clarissa, bem-aventurada), José Allamano (presbítero, bem-aventurado), Nicolau Plagia (presbítero, bem-aventurado), Simão de Cássia (presbítero, bem-aventurado)

 

Antífona: Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)

 

Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Tiago (Tg 1, 12-18)
Feliz o homem que suporta a provação
 
12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o 
amam. 13Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: "É Deus que me está tentando", pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco ele 
tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência, que o arrasta e seduz. 15Em seguida, a concupiscência 
concebe o pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos enganeis. 17Todo dom 
precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre 
vontade ele nos gerou, pela palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

A comprovação da fé produz em vos a perseverança

 

A “perfeita alegria” que se experimenta no sofrimento e na provação coloca-nos diante dos olhos a figura de Francisco de Assis. Nele encontramos  a aletria, a humildade de coração e a paciência, a sabedoria alcançada com a oração. Através das provações encontradas em sua vida ou deliberadamente enfrentadas, ao deixar as riquezas e abraçar as humilhações da “irmã pobreza”, recebeu ele muito do Senhor e tornou-se “perfeito e íntegro”, contribuindo para a reforma da Igreja de seu tempo. Dentro do espírito de Tiago e de Francisco, o Concílio Vaticano II exorta “todos os católicos” a “tender à perfeição cristã” (Cf Tg 1, 4; Rm 12, 1-2) e a esforçar-se, cada um conforme suas condições, a fim de que a Igreja,trazendo em seu corpo a humildade e a mortificação de Cristo, vá dia a dia se purificando e renovando, até que Cristo a faça aparecer resplendente de glória, sem mancha nem ruga.”  [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 93(94), 12-13a.14-15.18-19 (+12a)

Bem-aventurado é aquele a quem ensinais a vossa lei!
 
É feliz, ó Senhor, quem formais e educais nos caminhos da lei, para dar-lhe um alívio na angústia. 
 
O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança:  voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.
 
Quando eu penso: "Estou quase caindo!" Vosso amor me sustenta, Senhor! Quando o meu coração se angustia, consolais e alegrais minha alma.

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 8, 14-21)

Tendo olhos não vedes, tendo ouvidos, não ouvis
 

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: "Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". 16Os discípulos diziam entre si: "É porque não temos pão". 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: "Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Doze". 20Jesus perguntou: "E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Sete". 21Jesus disse: "E vós ainda não compreendeis?" Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico: Mt 16, 1-4 (Os fariseus pedem um sinal no céu)

 

 

 

Comentário o Evangelho

O fermento perigoso

 

A contaminação dos discípulos através do fermento dos fariseus e de Herodes consistia numa espécie de materialismo que se apossava deles.

 
Quando os discípulos deixaram tudo para seguir Jesus, optaram por colocar-se nas mãos da Providência. Não lhes tinha sido prometido recompensa de espécie alguma, nem o Mestre lhes havia garantido uma vida cômoda e tranquila. O discipulado basear-se-ia na total confiança em Deus e na recusa de construir a própria segurança com a posse dos bens materiais. Por conseguinte, a pobreza seria um traço característico do projeto de vida dos discípulos. O sinal de que algo estranho estava acontecendo com eles ficou patente quando, em plena travessia do lago, deram-se conta de não terem trazido pão suficiente para todos. E começaram a falar sobre isto, lamentando-se e se autocensurando, pois, ao desembarcarem, não teriam chance de comprar pão necessário para alimentar-se.


Jesus os censurou, chamando-lhes a atenção para o tema da solidariedade e da partilha. Assim como multidões foram alimentadas, por causa da solidariedade de alguém que partilhou seus poucos pães e peixes, o mesmo iria acontecer com eles.


O discípulo deve ser o primeiro a acreditar no milagre da partilha. É esta a maneira como o Pai costuma agir em favor deles.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: No tempo de Jesus os discípulos tinham foco nos milagres, mas ainda não eram capazes de perceberem os sinais; ouviam palavras, mas não as ligavam com as mensagens do Mestre. “Têm olhos para ver e não veem; têm ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são casa rebelde” (Jr 5, 21; Ez 12,2). Em linguagem popular do tempo de hoje: “a ficha ainda não havia caído” para eles; estavam preocupados com detalhes (falta de mantimentos), mas não com a essência da presença de Jesus. E no tempo presente qual é a minha missão de cristão perante o mundo? Para onde vai o meu barco?

 

Santo Onésio

 

Santo Onésimo, que viveu na Turquia. Era escravo cristão, convertido e batizado pelo Apóstolo Paulo. Ele mereceu do Apóstolo uma menção em sua Carta a Filemon. Santo Onésimo era escravo do rico Filêmon, e antes de conhecer Jesus fugiu da casa do senhor até encontrar-se em Roma com São Paulo que preso evangelizou o fugitivo. Filêmon, sua esposa e filho, em certa ocasião foram atingidos por Jesus através de São Paulo, por isso ao enviar de volta Onésimo, agora convertido e na busca da santidade, São Paulo inspirado pelo Espírito Santo escreveu: "De bom grado o teria conservado comigo, a fim de que ele me serva em teu lugar na prisão onde estou por causa do Evangelho; entretanto, nada quis fazer sem o teu consentimento, para que tal benefício não tenha ares de forçado, mas o provenha de tua livre...Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim próprio"(Fm 18 e 19). A vida de Santo Onésimo nos aponta para o tratar com irmão os que sofrem da questão social quanto aos que são pequenos e oprimidos. Santo Onésimo foi não só liberado por Filêmon, mas permaneceu no trabalho com São Paulo, até ser sagrado bispo pelo mesmo, e sofrer o martírio por apedrejamento em 109. Onésimo ficou muito ligado a São Paulo, que o enviou à cidade de Colossos como evangelizador.

 

Às vezes basta um sorriso para contagiar o mundo de alegria. (Beth Guedes)

 

 

Jamais houve mãe que tivesse ensinado seu filho a ser um incrédulo. (Henry W. Shaw)