Terça-feira, 15 de novembro de 2011

33ª Semana do Tempo Comum, Ano IMPAR, 1ª Semana do Saltério (Livro III) cor litúrgica verde

 

Hoje: Dia da Proclamação da República (122º ano)

 

Santos: Arnulfo de Toul (bispo) , Desidério de Cahors (bispo), Eugênio de Toledo (bispo, mártir), Félix de Nola (bispo, mártir), Fintano de Rheinau (eremita), Gurias, Samonas e Habib (mártires denominados “Confessores de Edessa”), Leopoldo da Áustria (pai de família), Lupério de Verona (bispo), Paduíno de Le Mans (abade), Segundo, Fidenciano e Valérico (mártires da África), Caio da Coréia (dominicano, mártir, bem-aventurado), Hugo Faringdon, João Eynon e João Rugg (monges, mártires, bem-aventurados), Lúcia Brocolelli de Narni (dominicana, bem-aventurada), Ricardo Whiting, Rogério James e João Thorne (monges, mártires, bem-aventurados)

 

Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (J. 29, 11.12.14)

 

Oração: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: II Macabeus (2Mc 6, 18-31)
A fé de Eleazar e o testemunho positivo aos jovens

 

18Eleazar era um dos principais doutores da Lei, homem de idade avançada e de venerável aparência. Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco, abrindo à força sua boca. 19Mas ele, preferindo morrer gloriosamente a viver desonrado, caminhou espontaneamente para a tortura da roda, 20depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca. Assim deveriam proceder os que têm a coragem de recusar aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer. 21Os encarregados desse ímpio banquete ritual, que conheciam Eleazar desde muito tempo, chamaram-no à parte e insistiram para que mandasse trazer carnes cujo uso lhes era permitido e que ele mesmo tivesse preparado, apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício, conforme o rei ordenara. 22Agindo assim evitaria a morte, aproveitando esta oportunidade que lhe davam em consideração à velha amizade. 23Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade, digna do prestigio de sua velhice, dos seus cabelos embranquecidos com honra, e da vida sem mancha que levara desde a infância. Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação instituída pelo próprio Deus. E respondeu coerentemente, dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos.

 

24E acrescentou: "Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade. Muitos jovens ficariam convencidos de que Eleazar, aos noventa anos, adotou as normas de vida dos estrangeiros; 25seriam enganados por mim, por causa do fingimento que eu usaria para salvar um breve resto de vida. De minha parte, eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra. 26E ainda que escapasse por um momento ao castigo dos homens, eu não poderia, nem vivo nem morto, fugir das mãos do Todo-poderoso. 27Se, pelo contrário, eu agora renunciar corajosamente a esta vida, vou mostrar-me digno de minha velhice, 28e deixarei aos jovens o nobre exemplo de como se deve morrer, com entusiasmo e generosidade, pelas veneráveis e santas leis".

 

Ditas estas palavras, caminhou logo para o suplício. 29Os que o conduziam, transformaram em brutalidade a benevolência manifestada pouco antes. E consideraram loucas as palavras que ele acabara de dizer. 30Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes, disse ainda entre gemidos: “O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo as dores cruéis provocadas pelos açoites, mas em minha alma suporto-as com alegria, por causa do temor que lhe tenho".

 

31Assim Eleazar partiu desta vida. Com sua morte deixou um exemplo de coragem e um modelo inesquecível de virtude, não só para os jovens, mas também para toda a nação. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Deixarei aos jovens o nobre exemplo

 

O compromisso é algo que toca o homem de todos os tempos e todas as idades em seu ser mais profundo, a consciência. Surgem também com demasiada facilidade as justificativas para defender certa maneira de proceder. Quem não aceita compromissos causa sempre aborrecimentos, porque põe em evidência as contradições, as situações de injustiça, de exploração em todos os níveis. Só o amor desinteressado pelo homem e pela verdade consegue fazer ver as falsas certezas, subterfúgios, enganos em que muitas vezes se funda a sociedade. Por isso sempre houve mártires, que em diversas situações representam o destino do Cristo crucificado: do velho Eleazar a João Batista, a Gandhi, a Martin Luther King, a todos os mártires. Ai, de nós, se viessem a faltar esses homens que não têm medo de pagar com a vida a afirmação do primado do amor contra toda forma de egoísmo!  [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 3, 2-3.4-5.6-7 (+6b)

É o Senhor quem me sustenta e me protege!

 

Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; quanta gente se levanta contra mim! Muitos dizem, comentando a meu respeito: "Ele não acha a salvação junto de Deus!"

 

Mas sois vós o meu escudo protetor, a minha glória que levanta minha cabeça! Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, do Monte santo ele me ouviu e respondeu.

 

Eu me deito e adormeço bem tranquilo acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento. Não terei medo de milhares que me cerquem e furiosos se levantem contra mim. Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 19, 1-10)

O caminho da conversão de Zaqueu

 

Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente é subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: "Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa". 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!" 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: "Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais" 9Jesus; lhe disse: "Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 5, 46; 2Sm 12,6; Mt 21, 31.

 

 

Comentário o Evangelho

As etapas da salvação


O encontro de Zaqueu com Jesus mostra como a conversão acontece em etapas. De certo modo, esta revela como a salvação acontece na vida de quem se torna discípulo do Reino.
O primeiro passo consiste no desejo de ver Jesus. No caso de Zaqueu, o Evangelho não esclarece os motivos deste anseio. Sabemos, apenas, ter sido tão forte que nada deteve o homem até vê-lo realizado.


O segundo passo exige a superação de todos os obstáculos. Para Zaqueu, um empecilho era sua baixa estatura. O problema foi resolvido: subiu numa árvore.


O terceiro passo comporta deixar-se amar por Jesus, sem restrições nem desconfiança, abrindo-lhe as portas do coração. Zaqueu desceu depressa da árvore, para receber Jesus em sua casa, com alegria.


O quarto passo é uma mudança radical de vida. Radical significa deixar de lado os esquemas e mentalidades antigos, para adequar-se às exigências do Reino. Isto não se faz com palavras ou com boas intenções, mas com gestos concretos. Zaqueu dispôs-se a dar metade de seus bens aos pobres e a ressarcir, quatro vezes mais, aquilo que havia roubado. Desta forma, ele provou que, realmente, a salvação tinha entrado em sua casa. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

Pelas comunidades, para que nunca deixem apagar a chama da caridade, rezemos: Senhor, escutai nossa prece.

Pelos incompreendidos por causa de sua fidelidade aos valores evangélicos, rezemos.

Pelos cristãos que não reconhecem estar distantes do caminho de Jesus, rezemos.

Pelos ricos que buscam, com sua riqueza, beneficiar a vida dos pobres, rezemos.

Pelas organizações que assumem a defesa das minorias, rezemos.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei, Senhor nosso Deus, que a oferenda colocada sob o vosso olhar nos alcance a graça de vos servir e a recompensa de uma eternidade feliz. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Em verdade eu vos digo: o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e vos será concedido, diz o Senhor. (Mc 11, 23.24)

 

Oração Depois da Comunhão:

Tendo recebido em comunhão o Corpo e o Sangue do vosso Filho, concedei, ó Deus, possa esta Eucaristia que ele mandou celebrar em sua memória fazer-nos crescer em caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para Sua Reflexão:

No fim da viagem de Jesus a Jerusalém, a conversão de um cobrador de impostos manifesta Jesus como aquele que vem procurar e salvar o que estava perdido (v.10). O episódio de Zaqueu é próprio de Lucas, que é particularmente sensível ao tema da salvação. Segundo o costume judaico, comunicar com pecadores implicava impureza legal. A decisão de Zaqueu exprime a sua conversão, em termos que ultrapassavam as exigências da lei judaica (Ex 22, 3.6; Lv 5, 21-24; Nm 5,6-7). Os seus gestos são sinal do seu amor. Zaqueu é assim chamado, não obstante a sua profissão, pela qual era considerado pecador. A conclusão (v.10) sublinha o lugar de Jesus nesta conversão.  [Bíblia dos Capuchinhos]

 

 

Santo Alberto Magno

 

 

 

Era o mais brilhante aluno de ciências de seu tempo, alcançando um elogio de Pedro da Prússia que escreveu sobre a obra de Alberto: "Iluminaste a todos, foste preclaro pelos teus escritos, iluminaste o mundo porque soubeste tudo quanto se podia saber". Filósofo, teólogo, físico, químico, montava laboratórios para experimentação. Pesquisador, observador constante da natureza, porém, o principal foi o que escreveu e realmente viveu o que disse: "Minha intenção última está na ciência de Deus". Pio XII proclamou-o "patrono dos cultores das ciências naturais", O Grande doutor universal".

 

 

7 bilhões

Dom Genival Saraiva, Bispo de Palmares - PE

 

Estudos demográficos da ONU, divulgados recentemente, mostram que a população mundial chegou a 7 bilhões de habitantes. O problema não está, propriamente, nesse elevado número alcançado pela população, está no seu perfil. Com efeito, “para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “o dia que marca a existência de 7 bilhões de seres humanos não é motivo de alegria. Os recém-nascidos chegam a um mundo contraditório, com muita comida para uns e com a falta de alimentos para um bilhão de pessoas que vão dormir com fome todas as noites. Muitas pessoas gozam de luxuosos estilos de vida e muitos outros vivem na pobreza.(...) Serão sete bilhões de pessoas que vão precisar de alimentos em quantidade suficiente, assim como de energia, além de boas oportunidades na vida de emprego e educação; direitos e a própria liberdade de criar seus próprios filhos em paz e segurança.”

 

O olhar sobre o “mapa mundi” constata essa realidade, com muita facilidade, segundo as cores que identificam os continentes, como se aprende na educação escolar e na catequese missionária: cor vermelha –América, cor branca - Europa, cor verde - África, cor amarela - Ásia, cor azul- Oceania. As desigualdades sociais e desigualdades econômicas são interdependentes e são muito visíveis em determinados continentes, países e regiões. Por isso, a fome é crônica em países da África, América Latina e Ásia. Outra variável importante na identificação do perfil da população é a taxa de natalidade, mortalidade e crescimento ou diminuição, num “determinado país”. “A taxa de natalidade refere-se ao número de nascimentos a um dado período, usualmente um ano. Ele expressa o número de crianças nascidas para cada grupo de mil pessoas. Ao se dizer que a taxa de natalidade de um determinado país é de 19‰, significa que, para cada mil pessoas da população desse país, nasceram 19 crianças naquele ano. (...) A taxa de mortalidade corresponde ao número de mortes ocorridas em um ano em relação ao total da população. Assim como ocorre com as taxas de natalidade, a de mortalidade também é expressa em grupos de mil pessoas. Por exemplo, uma taxa de mortalidade de 12‰ indica que, para cada grupo de mil pessoas da população, morreram 12. (...) A taxa de crescimento ou de diminuição da população é obtida subtraindo-se a taxa de mortalidade da taxa de natalidade. Tomando-se os exemplos acima utilizados e desconsiderando-se as migrações, esse país apresentaria um crescimento de 7‰ (19‰ - 12‰ = 7‰).” Sem dúvida, chama atenção a recente estatística da população mundial. Muitos fazem, inclusive, uma leitura alarmista dessa estatística, especialmente em face de sua projeção: “Para 2050 a projeção é de uma população de 9,3 bilhões de pessoas, com mais de 10 bilhões em 2100. Mas a população mundial pode ser de 10,6 bilhões já em 2050 e de mais de 15 bilhões em 2100 caso não aconteça a redução prevista da taxa de natalidade nos países mais populosos.”

Os 7 bilhões de habitantes provocam leituras divergentes no cenário científico, político, demográfico, geográfico, social, econômico e eclesial, notadamente, diante de problemas cruciais que devem ser, devidamente, identificados e, adequadamente, solucionados, mediante políticas públicas e práticas sociais pertinentes. Entre essas, necessariamente, merecem atenções e cuidados especiais o respeito à natureza, a defesa do meio ambiente, a convivência pacífica entre os povos, a educação de qualidade, a geração de emprego, a garantia de água para consumo humano, animal e vegetal, a produção de alimentos, oriunda da “Agricultura integrada” que é “um sistema agrícola de produção de alimentos de alta qualidade que utiliza os recursos naturais e mecanismos de regulação natural em substituição de fatores de produção prejudiciais ao ambiente e de modo a assegurar, a longo prazo, uma agricultura viável.” [CNBB]

 

Proclamação da República do Brasil

 

A Proclamação da República Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II. Foi, então, proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.

 

A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.

 

Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira. [Wikipédia]

 

O mal de certos políticos não é a falta de persistência. É a persistência na falta. (Barão de Itararé)