Terça-feira, 15 de março de 2011

Primeira Semana da Quaresma - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - cor Litúrgica Roxa

 

Hoje: Dia Mundial dos Direitos do Consumidor

 

Santos: Ágape de Terni (virgem, mártir), Cláudio de la Colombière (jesuíta), Craton e Companheiros (mártires de Roma), Decoroso de Capua (bispo), Eusébio de Aschia (eremita), Euseus de Serravalle (eremita), Faustino e Jovita (mártires), Fausto de Glanfeuil (monge), Geórgia de Clermont (virgem), José de Antioquia (diácono, mártir), Quinídio de Vaison (bispo), Saturnino, Cástulo, Magno e Lúcio (mártires), Sigfrido de Wexlow (monge, bispo), Tanco de Werden (monge, bispo, mártir), Walfrido della Gheradesca (abade), Winaman, Unaman e Sunaman (monges de Wexlow, mártires), André de Conti (franciscano, bem-aventurado), Ângelo de Borgo San Sepolcro (agostiniano, bem-aventurado), Conrado da Bavária (monge, bem-aventurado) , Júlia de Certaldo (virgem, bem-aventurada)

 

Antífona: Vós fostes, Senhor, o refúgio para nós de geração em geração: desde sempre e para sempre e para sempre vós sois Deus. (Sl 89, 1-2)

 

Oração do Dia: Olhai, ó Deus, vossa família e fazei crescer no vosso amor aqueles que agora se mortificam pela penitência corporal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Isaias (Is 55, 10-11)

O Senhor não deixará de ser fiel à sua promessa

 

Isto diz o Senhor: 10"Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la". Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

A palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia

 

A vida cristã é vida de esperança. Os pagãos são aqueles que "não têm esperança". A esperança não é resignação, aceitação passiva da vontade de um Deus que não é conhecido como pai; não é tampouco simples otimismo, visão rósea das coisas, própria de um caráter feliz e quiçá superficial. Esperança é certeza de que nossa vida e a vida do mundo estão em boas mãos. Certeza de que Deus tem a respeito de cada um de nós as melhores intenções e que sua palavra realiza sempre o que promete. A esperança do feliz êxito do mundo não tem, portanto, melhor apoio que a fé em Deus. Quem, ao invés, é resignado e sem confiança, definitivamente não crê em Deus, no seu poder, na sua bondade. A confiança demonstrada por Isaias no amor de Deus torna-se segurança inabalável no Cristão, que pode ter em Jesus Cristo o fundamento de sua esperança. A encarnação do Filho de Deus assegura-lhe, com efeito, que Deus levou a sério a história do homem, a ponto de ele próprio se fazer participante dela. A ressurreição de Jesus garante-lhe que se realizará plenamente a definitiva libertação do homem e do mundo. (Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997)

 

Salmo: 33(34), 4-5.6-7.16-17.18-19 (R/.18b)
Ó Senhor liberta os justos de todas as angústias

 

4Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! 5Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

 

6Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! 7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

16O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; 17mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.

 

18Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. 19Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.

 

Evangelho: Mateus (Mt 6, 7-15)

A verdadeira oração, o Pai-nosso

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.

 

9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.

 

14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Lc 11, 1-4; Mc 11,25

 

 

Comentário o Evangelho

Rezar com simplicidade

 

Os discípulos de Jesus foram orientados a não rezar como os gentios que pensavam poder convencer Deus e atrair seus favores, à custa de muito falar. Existia, também, os que se dirigiam a Deus em altos brados, como forma de se fazerem ouvir. Apesar de o Mestre ter atribuído esta forma de rezar aos pagãos, o que ele estava condenando, agora, era a forma acintosa de rezar, praticada por certos fariseus. Quem se vangloriava da própria prática religiosa, estava longe de rezar de maneira conveniente. Faltava-lhes rezar com simplicidade.


A oração que Jesus colocou nos lábios dos discípulos pode ser definida como a oração dos simples. Por um lado, ela é calcada na absoluta confiança no Pai, de quem se espera tudo, por saber ser ele a fonte de todos os bens. Por outro lado, suas palavras correspondem ao que é essencial na relação do ser humano com Deus, com o próximo e com os bens da criação, de modo especial, o pão cotidiano.
Seria um erro fatal confundir a oração ensinada por Jesus como escola de conformismo e alienação. O que o discípulo orante fala ao Pai é o que busca colocar em prática no seu dia-a-dia. Ele deve ser o primeiro a santificar o nome de Deus, a empenhar-se para que seu Reino aconteça, a fazer a vontade divina. Será sempre o primeiro a partilhar, a perdoar e a esforçar-se para não ser levado pelo espírito do mal.
[O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996]

 

Oração da assembleia: (LITURGIA DIÁRIA)

-Iluminai, Senhor, toda a igreja, para que diariamente busque seguir os passos de Jesus. Senhor, atendei-nos!

-Fortalecei os que buscam acolher e viver vossa palavra.

-Ajudai-nos a fazer de nossa oração um culto agradável a vós.

-Revigorai, nesta Quaresma, nosso entusiasmo e auxiliar-nos na conversão diária.

-Admiti no vosso reino de amor e justiça todos os que hoje partem desta vida.

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, criador de todas as coisas, acolhei as oferendas que recebemos da vossa bondade e transformai os alimentos desta vida em refeição da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Quando chamei por vós, me respondestes, ó Deus, minha justiça! Soubestes aliviar-me na angústia; tende piedade de mim, atendei à minha prece! (Sl 4,2)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, por este sacramento, dai-nos moderar os desejos terrenos e amar os bens celestes. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: O que está sendo questionado, sobre a oração, não é a frequência ou a assiduidade, mas a qualidade e a seriedade perante Deus. Jesus não veio para abolir a oração de Israel, mas para levá-la à sua plena perfeição, cf. Mt 5, 17. Jesus Cristo ora em nós e por nós, e nós oramos a ele. O Pai-nosso contém uma invocação e sete pedidos, três em honra de Deus, quatro a favor do homem. Como tenho trabalhado a qualidade, a frequência e a perseverança das minhas orações?

 

São Cláudio de La  Cambière

 

"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" Mt 4,4. São Cláudio La Colombière, nasceu na França em 1641, numa família muito religiosa. Após completar os estudos humanísticos o jovem Cláudio decidiu entrar no seminário, e pôde ouvir de sua mãe a profecia: "Meu filho, tu hás de ser um santo religioso". Entrou no noviciado da Companhia de Jesus e em meio a muitas lutas ele conseguiu ser fiel a sua vida religiosa, por isso escreveu no seu diário: "Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios". Lecionou até chegar a ser superior do colégio jesuíta. Passou dezoito meses em Paray-le-Monial, na França, tornando-se o guia espiritual e orientador teológico de Santa Margarida Maria Alacoque, bem conhecida de todos nós, por ter sido a grande incentivadora da devoção ao Coração de Jesus. São Cláudio La Colombière tornou-se ainda pregador, em Londres, nos tempos difíceis da Reforma Anglicana. Acabou sendo expulso, vindo a morrer depois, vítima de tuberculose, em 1682. A contemplação precisa da ação para alimentar-se, assim como a ação se alimenta da contemplação. Morreu com quarenta e um anos depois de caluniado por protestantes poderosos que o santo preso e quase condenado a morte, se não fosse a providente intervenção do rei francês Luís XIV. São Cláudio fora expulso da Inglaterra e faleceu em Paray le Monial, conforme Santa Margarida havia profetizado a seu respeito, pois deste local é que iniciou-se a grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus, no qual São Cláudio encontrou repouso eterno.

 

Vida e dores do planeta

Dom Genival Saraiva, Bispo de Palmares - PE

 

Com a Campanha da Fraternidade, a Igreja no Brasil estimula ações de natureza pastoral e práticas de caráter educacional. Desenvolve um trabalho formativo que sempre repercute, positivamente, na vida do povo. Em razão da participação dos diversos segmentos da sociedade, na discussão do assunto desenvolvido, há sempre um fruto colhido pela população; de conformidade com a temática abordada; os poderes públicos, em muitos casos, implementam políticas públicas que vêm atender às necessidades coletivas.

 

A Campanha da Fraternidade traduz o olhar da Igreja sobre a realidade vivida pelo povo, em determinado contexto; sem dúvida, se trata de um olhar pastoral, atento e responsável, levando em consideração, sobretudo, os interesses da população; isso acontece porque, segundo uma expressão de Paulo VI, a Igreja é “perita em humanidade”. Com efeito, em toda as faces de sua ação pastoral, a Igreja sempre lida com pessoas, enquanto lhes dirige sua palavra, ouve seus clamores, conhece suas dificuldades, contribui para sua promoção e acompanha suas conquistas.

 

Ao abordar o tema “Fraternidade e vida no planeta”, “a CNBB propõe que todas as pessoas de boa vontade olhem para a natureza e percebam como as mãos humanas estão contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas, com sérias ameaças para a vida em geral, e a vida em especial, sobretudo a dos mais pobres e vulneráveis.” Ao propor o lema – “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22) –, quer evidenciar as “dores” do planeta que, como as do parto, deveriam ser passageiras e prenunciadoras de alegria; todavia, essas dores, por serem decorrentes de alteração das leis da natureza, se agravam e tendem a tornar-se crônicas, em razão de sua complexidade e extensão.

 

O problema do aquecimento global deixou de ser assunto discutido por especialistas, em grandes simpósios; não é matéria apenas de interesse de organismos internacionais; não consta somente da pauta de lideranças mundiais. O envolvimento da população na discussão desse problema tem uma dupla razão de ser; primeiramente, porque está vendo e sentindo os efeitos do aquecimento global, em razão da degradação da natureza, provocada pelas grandes, médias e pequenas indústrias que, naturalmente, são as maiores responsáveis pela poluição mundial, nacional, regional e local; por sua vez, também ela tem sua parcela de responsabilidade na contaminação ambiental, nas cidades e no campo, por sua intervenção nociva, no dia a dia, ou sua omissão comprometedora, em maior ou menor escala. No âmbito local, a ação direta ou omissão da população na degradação do meio ambiente deve-se, fundamentalmente, a uma falta de educação social.

 

Vivenciando a CF, com o conhecido método do Ver, Julgar e Agir, a CNBB pretende envolver a sociedade, dando-lhe a oportunidade de conhecer mais e melhor a vida do planeta terra, desfigurada diante de contínuas agressões, avaliando-a com a contribuição da ciência e da religião, e suscitando, de forma programada, iniciativas corretivas e preventivas. A religião, indiscutivelmente, tem um papel importante no processo de formação de uma consciência coletiva, também em torno desse assunto: “A ação da Igreja não pode ser resumida à liturgia e ao culto. Ela deve ser também formadora de consciência a partir dos critérios determinados pela moral cristã”.

 

Iniciando a Quaresma, na Quarta feira de Cinzas, a CNBB faz o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade, sempre contemplando a face da vida da Igreja e da sociedade brasileira, em relação ao tema deste ano. O Regional Nordeste 2, por sua vez, fará o seu lançamento, em Natal, nos dias 11 e 12 de Março, com a participação de suas 21 Arqui/Dioceses; estas, de sua parte, o farão, de conformidade com seu Calendário Pastoral.

 

Na medida em que participe ativamente da CF 2011, a sociedade brasileira haverá de colher os frutos esperados.

 

Quem compra o supérfluo, acaba vendendo o necessário. (Benjamin Franklin)

 

Aconteceu no dia 15 de março (1975): Fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara, formando o novo Estado do Rio de Janeiro.