Terça-feira, 12 de janeiro de 2010

I Semana do Tempo Comum - Ano “C”  (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Antônio Maria Pucci (presbítero), Arcádio da Mauritânia (mártir), Bento Biscop (abade), Cesária de Arles (abadessa), João de Ravena (bispo), Martinho de León (agostiniano), Probo de Verona (bispo), Satiro da Acaia (mártir), Tatiana de Roma (mártir), Tígrio e Eutrópio (mártires de Constantinopla), Vitoriano de Asan (abade), Zótico, Rogato, Modesto, Catulo e Companheiros (mártires da África), Bernardo de Corleone (capuchinho, bem-aventurado), João Gaspar Cratz, Manuel d'Abreu, Bartolomeu Alvarez e Vicente da Cunha (jesuítas, mártires do Vietnam, bem-aventurados), Margarida Bourgeoys (virgem, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, bem-aventurada), Pedro Francisco Jamet (presbítero, bem-aventurado)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só foz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 1, 9-20)
Ana se dirige ao Senhor pedindo para conceber um filho

 

Naqueles dias, 9Ana levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. 10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. 11E fez a seguinte promessa, dizendo: "Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça". 12Como ela se demorasse nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios.

 

13Ana, porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; 14por isso lhe disse: "Até quando estarás bêbada? Vai tirar essa bebedeira!" 15Ana, porém, respondeu: "Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho, nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. 16Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora. 17EIi então lhe disse: "Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste". 18Ela respondeu: "Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos". E a mulher foi embora, comeu e o seu semblante não era mais o mesmo. 19Na manhã seguinte, ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor, voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor lembrou-se dela. 20Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o Samuel, porque - disse ela - "eu o pedi ao Senhor". Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a I Leitura

O senhor lembrou-se de Ana e ela deu

à luz um filho e chamou-o de Samuel

 

A amargura, causada pelo desprezo da outra mulher leva Ana a prostrar-se, quase desesperada, diante de Deus. Dela sai uma oração cheia de humildade e confiança: "Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva e vos lembrardes de mim...". Ana compreendeu duas coisas importantíssimas: Deus tem sua parte na vida de cada homem; quando as forças do homem nada mais podem, a força de Deus ainda pode. Além disto, Ana também compreendeu que, se um filho é obra de Deus, deve voltar a Deus.". ..eu o oferecerei ao Senhor durante todos os dias de sua vida". Na vida de cada homem há a parte de Deus e a parte de cada homem. A história de cada um de nós começa antes de nós, na esperança de quem nos desejou e esperou. O amor de Deus e o amor dos pais estão na origem de toda vida humana. (Missal Coditiano, ©Paulus, 1997)

 

 

Cântico: 1Sm 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R/.cf.1a)

Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador

 

Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.

 

O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

 

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

 

O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 21b-28)

Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoniado

 

21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei.

 

23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24"Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus". 25Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!" 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia. Palavra da Salvação!

 

Contexto: O ministério de Jesus na Galiléia.  Leitura paralela: Lc 4, 31-37. O evangelho de hoje é sempre válido para

a terça-feira da primeira semana do tempo comum; a I leitura e o Salmo Responsorial são específicos para os anos pares

 

 

Comentário o Evangelho

Ensinava com autoridade

 

A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros. Em que consistia a sua originalidade?

 

As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito.

 

O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.

 

Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

São Tomás de Córi

 

Este santo é especialmente reconhecido pela Igreja Católica já que restaurou os templos dos Santos Lugares em Jerusalém, depois do terrível destroço que fizeram ali os persas.

 

No ano 600 o rei persa Cosroes, pagão e inimigo da religião católica invadiu a Terra Santa na Palestina, e ajudado pelos judeus e samaritanos foi destruindo e queimando sistematicamente todo o católico: templos, casa religiosas, altares, etc. Mandou matar a milhares de cristãos em Jerusalém, a muitos outros os vendeu como escravos e, a outros, desterrou-os sem piedade. Um deles foi o Arcebispo de Jerusalém, São Zacarias, e foi São Modesto superior de um dos conventos da Terra Santa que Deus chamaria para reconstruir os templos. Heráclito, o novo governante, conseguiu afastar aos persas da cidade, situação que o santo aproveitou para começar o projeto de reconstrução, para o que contou com a ajuda de suas monges a recolher.

 

O primeiro que reconstruiu foi o templo do Santo Sepulcro, e em seguida o do Getsemani ou o Horto das Oliveiras e a Casa da Última Ceia, ou Cenáculo.

 

O Arcebispo Zacarias tinha morrido no desterro, e o imperador Heráclito nomeou como sucessor de este a São Modesto. Nomeou-o Patriarca Arcebispo de Jerusalém, sendo uma eleição muito oportuna, porque então sim teve facilidade para dedicar-se a reconstruir as centenas de templos e demais lugares Santos destruídos pelos bárbaros. Modesto continuou incansável seu trabalho de reconstruir templos, conseguir contribuições e inspecionar os trabalhos nos diversos sítios.

 

Morreu em 18 de dezembro enquanto levava um valioso carregamento de ajuda para a restauração dos Santos lugares, foi envenenado por uns perversos para poder lhe roubar os tesouros que levava. [ACI DIGITAL]

 

A gente não se liberta de um hábito, atirando-o pela janela: é

preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau. (Mark Twain)

 

Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades. (Epicuro)