Terça-feira, 11 de maio de 2010

Sexta Semana da Páscoa,  2ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Santos: Gregório de Venucchio (o iluminador), Floriano (mártir), Pelágia, Peregrino (bispo), Silvano (bispo), Antônia (mártir, queimada viva), Floriano, Venério (bispo de Milão), Gotardo (monge); João Houghton, Roberto Lawrence, Agostinho Webster, Ricardo Reynolds (mártires na Inglaterra), Mônica, Pelágia de Tarso (virgem e mártir), Gotardo (ou Godeardo, bispo de Hildesheim), Catarina de Parc-Aux-Dames (virgem), Gregório de Verucchio (beato), Miguel Giedroyc, João Martin Moye (beato), Amatus Ronconi (Bem-Aventurado, confessor franciscano da 3ª Ordem).

 

Antífona: Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19, 7.6)

 

Oração: Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. Alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Atos (At 16, 22-34)

Deus liberta Paulo e Silas punidos injustamente

 

Naqueles dias, 22a multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas. E os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. 23Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco. 25À meia-noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26De repente, houve um terremoto tão violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram. 27O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar. 28Mas Paulo gritou com voz forte: "Não te faças mal algum! Nós estamos todos aqui". 29Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. 30Conduzindo-os para fora, perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" 31Paulo e Silas responderam: "Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família". 

 

32Então Paulo e Silas anunciaram a palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua família. 33Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto com todos os seus familiares. 34Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado em Deus. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família 

 

Na segunda parte dos Atos Lucas freqüentemente parece preocupado em estabelecer um paralelismo entre Pedro e Paulo; o episódio da prisão e da libertação miraculosa de Paulo em Filipos lembra o caso análogo de Pedro (At 12, 1-19). Aqui, porém, é mínima a insistência sobre a intervenção de Deus (o terremoto), tanto que nos poderíamos perguntar se o carcereiro não foi mais atingido pelo comportamento de Paulo do que pelo prodígio do terremoto libertador.

 

A conduta clara, fraca e serena dos verdadeiros discípulos do evangelho abre fendas de dúvida na indiferença de quem vive no ateísmo prático na superficialidade. Exatamente por estas aberturas é que entre a fé, a um só tempo tranqüilizadora e inquietante.

 

Apesar de rápida, a conversão do carcereiro relembra as etapas essências do catecumenato de então: a questão prática: “Que devo fazer?”; a exposição do evangelho; o rito do batismo; a refeição (eucarística?) que tudo encerra na alegria. [Missal Cotidiano, © Paulus]

 

 

Salmo: 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 7c-8 (R/.7c)
Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me aludais

 

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

 

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

 

Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos.

 

 

Evangelho: João (Jo 16, 5-11)

Se eu não for, não virá até vós o defensor

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5"Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta 'para onde vais?' 6Mas porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade, é bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o defensor; mas, se eu for, eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9o pecado, porque não acreditaram em mim; 10a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentando o Evangelho

O Espírito e o mundo

 

O Evangelho sublinha a total oposição existente entre o Espírito Santo e o mundo, entendido como as forças contrárias a Jesus e ao Reino anunciado por ele. Não existe acordo entre ambos. Antes, uma luta sem tréguas.


O Espírito Santo tem a missão de julgar o mundo, de forma a revelar sua impiedade. Em primeiro lugar, no tocante ao pecado. O Espírito Santo desmascarará a atitude insensata de quem rejeita Jesus, numa atitude de aberta incredulidade. Considerando as chances oferecidas, trata-se de culpa injustificável. Tinha tudo para acolher Jesus, na fé, mas acabou por se tornar seu inimigo.
Em segundo lugar, no tocante à justiça. Trata-se da veracidade do testemunho de Jesus, Filho de Deus. Nesta condição, coloca-se como juiz do mundo. Recusando-se a aceitar Jesus, o mundo torna-se culpado e merecedor de castigo.


Em terceiro lugar, no tocante ao juízo. Quando o mundo pensava ter julgado Jesus, ele é quem estava se colocando sob o peso do julgamento. Na cruz, o Filho foi exaltado pelo Pai, de modo a poder triunfar sobre seus adversários e submetê-los ao juízo divino. Na medida em que o Espírito Santo revelar o verdadeiro significado da morte de Jesus, o mundo estará incorrendo em juízo.


É desta forma que o mundo é vencido pelo Espírito de Jesus. [Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O mundo recusa crer que Cristo foi enviado por Deus, apesar da evidência das “obras” e da excelência de seu ensinamento. É esta cegueira que constitui seu pecado. “Praticar a justiça” é amar e não odiar como nos ensinou Cristo. Quando este voltar para o Pai, tal será a prova de que ele nos falava da parte de Deus. O príncipe deste mundo só nos ensina o ódio. Mas a elevação de Cristo, na cruz e depois junto do Pai, marcou a condenação e a derrota do Diabo, e, portanto, o triunfo do Amor sobre o ódio. São esses três pontos que o Paráclito nos fará compreender [Bíblia de Jerusalém].

 

Santos Abade de Cluny

 

 

Entre 926 e 1156, a célebre Abadia de Cluny, na França, foi governada quase ininterruptamente por santos abades: Santos Odon (926-942), Majolo (965-994), Odilon (998-1048), Hugo (1049-1109) e Pedro, o Venerável (+1156). Nesse período Cluny espalhou sua influência benéfica por toda a Europa, chegando a coordenar mais de 2000 mosteiros fervorosos, revigorando espiritualmente toda a Cristandade e produzindo também na ordem temporal excelentes efeitos.

 

A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma

criativa, transformam-se em oportunidades. (Maxwell Maltz)