Terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dedicação da Basílica do Latrão, Festa, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor Branca

 

Hoje: Dia do Hoteleiro

 

Santos: Adelino de Séez (monge, bispo), Aido MacBricc (bispo), André Avelino (presbítero de Nápoles), Demétrio, Aniano, Eustósio e Companheiros (mártires), Guerembaldo de Hirschau (monge), João de Ratzeburg (bispo, mártir), Justo de Cantuária (monge, bispo), Monitor de Orlèans (bispo), Probo de Ravena (bispo), Teoctista de Lesbos (virgem), Tibério, Modesto e Florência (mártires), Trifena e Trifosa (santas mulheres, mencionadas no Novo Testamento), Trifon, Respício e Ninfa (mártires venerados em Roma), Vitória (virgem, mártir), Ambrósio de Massa (franciscano, bem-aventurado), André de Baudiment (abade, bem-aventurado).

 

Antífona: Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, ornada como a noiva que se preparou para o seu noivo. (Ap 21,2)

 

Oração: Ó Deus que edificais o vosso templo eterno com pedras vivas e escolhidas, difundi na vossa Igreja o Espírito que lhe destes, para que o vosso povo cresça sempre mais, construindo a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Ezequiel (Ez 47, 1-2.8-9.12)

O tempo é a morada privilegiada de Deus

 

Naqueles dias, 1o homem fez-me voltar até a entrada do templo e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte, e fez-me dar uma volta por fora, até à porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direi­to. 8Então ele me disse: "Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Onde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida onde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de  ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento e suas folhas serão remédio". Palavra do Senhor!

 

 

 

Salmo Responsorial: 45 (46), 2-3.5-6.8-9 (R/.5) 
Os braços de um rio vêm trazer alegria à

cidade de Deus, à morada do Altíssimo

 

2O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; 3assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.

 

5Os braços de um rio vêm trazer alegria à cidade de Deus, à morada do altíssimo. 6Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.

 

8Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó. 9Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo: reprime as guerras na face da terra.

 

 

 

 

Evangelho, João (Jo 2, 13-22)

Jesus purifica o templo

 

13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: "Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!". 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: "O zelo por tua casa me consumirá".

 

18Então os judeus perguntaram a Jesus: "Que sinal nos mostras para agir assim?" 19Ele respondeu: "Destruí este Templo, e em três dias o levantarei".

 

20Os Judeus disseram: "Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?" 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 21, 12-13; Mc 11, 15-17; Lc 19, 45-46

 

Para sua reflexão:

Com relação aos sinóticos, João antecipa o episódio da purificação do templo, já que o carrega de sentido simbólico referindo-o à morte e ressurreição. Um resultado é o encolhimento do ministério na Galiléia. No plano realista, João é generoso em detalhes. A celebração da páscoa consumia grande quantidade de reses, bois, ovelhas e pombas; com licença das autoridades do templo, um átrio se convertia quase em estábulo ou mercado. Além disso, para o tributo do templo ou para oferendas voluntárias, o povo que vinha de outros países tinha de trocar dinheiro. Os cambistas prestavam esse serviço e faziam seus negócios. Contra o abuso, Jesus executa uma ação simbólica, que explica e amplia numa ordem decisiva; o “mercado” alude ao final de Zacarias: “e já não haverá mercadores no templo do Senhor dos exércitos, naquele dia” (14,21) [Bíblia do Peregrino]

 

 

Basílica de Latrão

 

Serginho Valle 

 

Algumas igrejas, por motivos pastorais ou históricos, ou dada sua importância para o povo de Deus, recebe do Papa, o título de Basílica. A primeira Basílica na história da Igreja foi a de Latrão, cuja consagração comemora-se em 9 de novembro que, neste ano de 2003, é domingo.

 

A Basílica do Latrão era um palácio que pertencia à família Letran. O Imperador Constantino, Imperador romano que concedeu aos cristãos a permissão de construir templos, doou este Palácio ao Papa. A grande sala do  palácio foi  consagrada  pelo  Papa  São  Silvestre   no  dia  9  de   novembro  de  324,  tornando-se  assim   a primeira igreja a ser consagrada e, desde então, passou a ser a Catedral do Bispo de Roma, o Papa. Em seu frontispício está uma inscrição que recorda este fato: "Mãe e cabeça de todas as Igrejas da cidade e do mundo”.

 

Conhecida como Basílica do Latrão, a consagração foi feita ao Divino Salvador, por isso, seu título oficial é Basílica do Divino Salvador. Este título foi dado no ano de 787, quando  aconteceu uma segunda consagração, depois que a igreja foi profanada. Os autos da Basílica contam que um crucifixo verteu sangue ao ser golpeado por uma pessoa. Em memória a este fato recebeu o nome de Basílica do Divino Salvador.

 

No século XII, devido ao batistério mais antigo de Roma, uma capela dedicada São João, a Basílica passou a ser chamada também de Basílica de São João do Latrão. Destruída várias vezes por incêndios,  guerras  e  até  mesmo  pelo  abandono, a igreja foi reconstruída e novamente consagrada em 1726 pelo Papa Bento XIII.

 

Estamos propondo uma celebração na perspectiva da construção da Igreja viva. Trata-se de uma ocasião para ajudar os celebrantes a compreender que a salvação de Cristo acontece entre nós à medida que construímos a Igreja viva, fundamentada em Cristo (2a leitura). E, além disso, propomos aos celebrantes o respeito e o valor que deve ser dado ao local onde é celebrada a Salvação de Deus.

 

 

Grande parte da prudência consiste em saber perguntar. (Francisco de Vitória)