Terça-feira, 6 de julho de 2010

Décima quarta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Santos: Domingas de Campania (virgem, mártir), Edana de Polesworth (virgem), Goar de Aquitânia (presbítero), Godeleva de Ghistelles (mártir), Isaías (profeta bíblico do Antigo Testamento), Noyala da Bretanha (virgem, mártir), Rômulo de Fiesole (bispo) e Companheiros (mártires), Sexburga de Ely (viúva, abadessa), Sisoes do Egito (eremita), Tranquilino de Roma (mártir).

 

Antífona: Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Sl 47, 10-11)

 

Oração: O Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Profecia de Oséias (Os 8, 4-7.11-13) 

O povo de Israel cria novos deuses

 

Assim fala o Senhor: 4"Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu conhecimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição.

 

5Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro de Samaria. 7Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão.

 

11Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca.

 

13Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Semeia ventos, colherão tempestades

 

A infidelidade do povo de Deus, embora muitas vezes repetida, não consegue demover Deus de sua absoluta fidelidade. Deus, contudo, denuncia de contínuo a aliança rompida, e seu desejo constantemente repetido é que o povo compreenda e volte a ele, abandonando o inútil e ignominioso serviço a divindades inexistentes. Hoje gritariam os profetas contra muitas divindades a quem os cristãos queimam incenso de sua devoção, pretendendo ao mesmo tempo continuar cristãos; a divindade do dinheiro, do sexo, do comodismo e dos bens de consumo, a divindade do carro, da televisão, do “estrelismo” em todas as formas; esportes, cinema, moda... “Afinal de contas, que mal há nisso? Pergunta-se. O cristão, porém, não deve caminhar levianamente; deve examinar-se, par ver se em que medida alguma dessas “divindades” o impede de ter verdadeiro relacionamento com Deus. [Missal Cotdiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 113B (115), 3-4.5-6 7ab-8;9-10 (R/.9a)
Confia, Israel, no Senhor!

 

É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.

 

Têm boca e não podem falar, têm olhos e não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, tendo ouvidos, não podem ouvir.

 

Têm mãos e não podem pegar, têm pés e não podem andar. Como eles serão seus autores, que os fabricam e neles confiam.

 

Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo!

 

Evangelho: Mateus (Mt 9, 32-38)
 A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos

 

Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: "Nunca se viu coisa igual em Israel". 34Os fariseus, porém, diziam: "É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios".

 

35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.

 

36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!". Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho[1]

Um fato admirável

 

A ação taumatúrgico de Jesus deixava as multidões estupefatas. Na opinião delas, jamais havia acontecido algo semelhante em Israel. Esta sensibilidade diante dos milagres de Jesus predispunha as pessoas a acolhê-lo na fé, e a aceitar tornar-se discípulo dele.


Onde se situava a admirabilidade dos milagres de Jesus? Quais eram suas peculiaridades? Ele agia com um poder vindo diretamente de Deus. Não pretendia chamar a atenção sobre si mesmo. Curava os doentes e expulsava os demônios por força de sua palavra cheia de autoridade, sem recorrer a gestos ou palavras mágicas. Seus milagres não eram feitos para agradar ou captar a benevolência de ninguém. Tudo se passava no âmbito de uma fé profunda. Evitava qualquer tipo de exibicionismo de poder, que transformaria seus milagres em verdadeiros shows. Os milagres de Jesus correspondiam às esperanças messiânicas, que atribuíam ao Messias o poder de realizar prodígios reveladores de sua identidade. Por fim, correspondiam, também, aos anseios humanos de vida, saúde e libertação.


Mesmo assim, os milagres não chegavam a convencer a quem estivesse fechado para Jesus. É por isso que os fariseus não hesitavam em atribuí-los a um poder recebido do príncipe dos demônios. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A cura de um homem demoniado que não podia falar resulta no espanto das multidões com os atos sem precedentes praticados por Jesus e mostra poder Dele sobre Satanás. A cura serve para mostrar a divisão de opiniões acerca da atividade do Messias. Por outro lado as multidões são como ovelhas sem pastor. Deus é o pastor e mestre definitivo, mas precisa da colaboração dos que aceitam o convite de Jesus para o discipulado. A messe, imagem com que se designa o juízo final, aqui aplicada ao tempo de Jesus, põe em relevo a dimensão escatológica da sua missão; esse juízo já está acontecendo, porque o Reino de Deus já chegou pelo ministério de Jesus e dos seus discípulos.

 

Santa Maria Goretti

 

Menina de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer cruelmente a consentir no pecado. Filha mais velha dr cinco irmãos, dos quais também cuidava, órfã de pai, teve que deixar a escola mas esforçou-se para terminar o catecismo, recebendo a primeira Comunhão aos 12 anos de idade. Sempre alegre, altruísta e bastante espiritualizada granjeou - sem o querer- a atenção de Alexandre Serenlli, um rapaz de 18 anos de idade. Tentou cortejá-la, mas foi rejeitado. O rapaz rondou a casa de Maria Goretti, e quando viu a mãe sair, atacou-a, fazendo tudo para ela se entregasse a ele. Rejeitando com decisão todas as proposta do assediador, dizia: "Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!". Maria disse que preferia morrer do que aceitar tal atitude e acabou realmente morta com catorze punhaladas por ele. Antes de expirar perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido após sonhar com Maria Goretti que lhe oferecendo um buquê de flores, perdoando. Assistiu à canonização da Angélica virgem e mártir, morrendo penitente num convento de capuchinhos e assim que deixou a prisão foi pedir perdão a mãe de Maria Goretti.


 

 

Só uma palavra me devora, aquela que meu coração não diz. (Suely Costa)

 



[1]