Terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Semana da Epifania - Ano “C” - 2ª Semana do Saltério - cor Litúrgica Branca

 

 

Santos: Carlos Marchioni (franciscano), Cira de Kilkeary (virgem), Emiliana de Roma (virgem), Gaudêncio de Gnesen (monge, bispo), Geríaco de Valkenberg (eremita), João Nepomuceno Neumann (bispo de Filadélfia), Simeão, o Estilita (eremita da Síria), Sinclética da Macedônia (virgem), Talida de Antinoé (virgem), Telésforo (papa, mártir), Alacrino de Casamari (monge, bispo, bem-aventurado), Diego José de Cádiz (presbítero, bem-aventurado), Maria Repetto (religiosa, bem-aventurada).

 

Antífona: Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina. (Sl 117, 26-27)

 

Oração do Dia: Ó Deus, cujo Filho unigênito se manifestou na realidade da nossa carne, concedei que, reconhecendo sua humanidade semelhante a nossa, sejamos interiormente transformados por ele. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 4, 7-10)
As fontes da caridade e da fé

 

7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Deus é amor

 

O amor do cristão para com os irmãos, que chega ao heroísmo de perdoar e fazer o bem mesmo àqueles que nos fazem mal, a ponto de dar por eles a vida como fez Jesus por nós, não pode provir da natureza humana, repleta de egoísmo, que tende à afirmação do próprio eu e à defesa dos próprios direitos. Tal amor encontra em Deus sua fonte fecunda e inexaurível (versículo 7); compreende a fraqueza da criatura, quer libertar o homem da escravidão do pecado e teve a sua manifestação mais alta na encarnação do Filho e em sua morte na cruz por nós (versículo 9). "Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, quando ainda éramos pecadores" (Rm 5,8). Amor pede amor; mas para ser autêntico, mais que uma resposta "vertical" de amor para com Deus, ele nos pede amor para com os irmãos: "Nisto vos reconhecerão por meus discípulos, Se vos amardes uns aos outros (Jo 13,35; cf 1Jo 4,12-20)”. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 71(72), 2.3-4ab.7-8 (R/.cf.11)

Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 

 

Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

 

Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.

 

Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 6, 34-44)

Primeira multiplicação dos pães

 

Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer". 37Mas, Jesus respondeu: "Dai-lhes vós mesmos de comer. Os discípulos perguntaram: "Queres que gastemos duzentos dentários para comprar pão e dar-lhes de comer?" 38Jesus perguntou: "Quantos pães tendes? Ide ver. Eles foram e responderam: "Cinco pães e dois peixes". 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinqüenta pessoas.

 

41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. Palavra da Salvação!

 

 

Contexto: O ministério de Jesus na Galiléia.  O evangelho de hoje é sempre válido para a Terça-feira, da Semana da Epifania

 

 

 

Comentário o Evangelho

É preciso partilhar

 

À manifestação – Epifania – de Jesus deve corresponder a Epifania dos cristãos. Na medida em que estes assimilam o projeto dele e por ele são transformados, estarão em condições de mostrar para o mundo o rosto de Jesus, por meio de ações concretas.


O milagre da multiplicação dos pães comporta dois gestos indispensáveis do agir cristão, que capacitam os discípulos para serem como o Mestre: o gesto da solidariedade e da partilha.


A solidariedade perpassa todo o episódio evangélico. Solidariedade de Jesus que se compadece do povo, que era como ovelha sem pastor; dos discípulos e de Jesus preocupados com a fome do povo; do menino que possuía cinco pães e dois peixes e os colocou à disposição de todos; de cada pessoa daquela multidão capaz de perceber a carência dos outros.


A partilha decorre da solidariedade. Alguém pôs seu pequeno farnel à disposição de todos. Então, sob as ordens de Jesus e a intermediação dos apóstolos, os grupos sentaram-se na relva. Depois, à medida que recebiam pão e peixe, também os partilhavam com os que estavam ao redor. Desta forma, todos puderam comer até ficarem saciados. E ainda sobraram doze cestos cheios. Quando existe partilha, existe abundância!


A solidariedade e a capacidade de partilhar são os mais convincentes sinais de fé em Jesus, que os cristãos podem oferecer ao mundo. Uma forma excelente de fazer a Epifania acontecer na nossa História. (O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas)

 

Santo João Nepomuceno Neuman

João Nepomuceno nasceu na Boêmia, atual Eslováquia, no dia 28 de março de 1811, filho de Felipe Neumann e Agnes Lebis. Freqüentou a escola em sua cidade natal e entrou para o seminário em 1831. Era autodidata, por isto, sua educação acadêmica foi aprimorada com o domínio e fluência de vários idiomas.


João completou a preparação para o sacerdócio em 1835. Desejava ser padre logo, porém o bispo suspendeu as ordenações, pelo excesso de padres nas dioceses da Boêmia. Mas João não desistiu. Aprendeu inglês trabalhando, e escreveu aos bispos dos Estados Unidos. A resposta veio do bispo de Nova Iorque. João abandonou a família e cruzou o oceano para ser sacerdote, atendendo ao chamado de Deus, numa terra nova e distante.


A diocese nova-iorquina possuía apenas três dúzia de padres para mais de duzentos mil católicos. Padre João recebeu uma paróquia onde a igreja não tinha torre e o chão era de terra. Mas isso não o preocupava muito, pois ele passava o seu tempo visitando doentes, ensinando e evangelizando.


Padre João tinha a intenção de participar de uma congregação, por isto procurou padres redentoristas, que se dedicavam aos pobres e abandonados. Foi aceito e ingressou na Congregação e se tornou o primeiro padre ordenado no novo continente a professar as Regras dos redentoristas na América, em 1842. Sua fluência de idiomas o qualificou para o trabalho na sociedade americana composta de muitas línguas, no século dezenove.


Em 1847 foi eleito pela Congregação o superior geral dos redentoristas nos Estados Unidos. João ocupou o cargo durante dois anos, quando a fundação americana passava por um período difícil de adaptação. Deixou a função com os padres redentoristas bem preparados para serem uma congregação autônoma, o que ocorreu em 1850.


O Padre Neumann foi nomeado Bispo de Filadélfia em 1852. Sua diocese era muito grande e se desenvolvia com muita rapidez. Por isto, decidiu introduzir no país a educação católica. Organizou um sistema diocesano de escolas católicas, fundou a congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco para ensinarem nas escolas, que na sua diocese em pouco tempo duplicaram. Padre João construiu mais de oitenta igrejas durante o seu bispado, dentre elas iniciou a catedral de São Pedro e São Paulo.


Padre João Neumann era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas sempre se manteve muito ativo. Além das obrigações pastorais, achou tempo para a atividade literária. Ele escreveu inúmeros artigos em revistas e jornais católicos; publicou dois catecismos e uma história da Bíblia para as escolas.


Ele morreu de repente enquanto caminhava pela rua de sua cidade episcopal. Era 5 de janeiro de 1860. O papa Paulo VI o beatificou em 1963 e foi canonizado pelo mesmo papa no dia 17 de junho de 1977, em Roma. Na cerimônia, assistida por uma multidão de fiéis americanos que fizeram a mesma rota marítima do Santo João Nepomuceno Neumann, só que em sentido inverso, o Papa decretou o dia 5 de janeiro para seu culto litúrgico.
[www.paulinas.org.br]

 

A felicidade não é feita do tamanho da casa mas do tamanho do amor que enche a casa. (Frei Hugo Baggio)

 

Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca (Anônimo)