Terça-feira, 4 de maio de 2010

Quinta Semana  da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Santos: Gregório de Venucchio (o iluminador), Floriano (mártir), Pelágia, Peregrino (bispo), Silvano (bispo), Antônia (mártir, queimada viva), Floriano, Venério (bispo de Milão), Gotardo (monge); João Houghton, Roberto Lawrence, Agostinho Webster, Ricardo Reynolds (mártires na Inglaterra), Mônica, Pelágia de Tarso (virgem e mártir), Gotardo (ou Godeardo, bispo de Hildesheim), Catarina de Parc-Aux-Dames (virgem), Gregório de Verucchio (beato), Miguel Giedroyc, João Martin Moye (beato), Amatus Ronconi (Bem-Aventurado, confessor franciscano da 3ª Ordem).

 

Antífona: Louvai o nosso Deus, todos vós que o temeis, pequenos e grandes; pois manifestou-se a salvação, a vitória e o poder do seu Cristo, aleluia! (Ap 19,5; 12,10)

 

Oração: Ó Deus, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, daí ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide das vossas promessas. Que convosco vive e reina, na unidade dói Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 14, 19-28)

O fervor missionário de Paulo, apesar das tribulações

 

Naqueles dias, 19de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. 21Depois de terem pregado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no reino de Deus".

 

23Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28E passaram então algum tempo com os discípulos. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles 

 

Paulo põe à testa da Igreja grupos de anciãos, a fim de a governarem colegialmente. Sua preocupação não é tanto de caráter organizativo-hierárquico, mas sobretudo de ordem eclesial e de comunhão. De fato, a instituição de um grupo de anciãos corresponde a uma praxe judaica. No caso de Paulo, porém, os anciãos não são eleitos pela comunidade, mas designados pelo Apóstolo. E isto não por preocupação ou fins “dirigistas”, mas para garantir a comunhão e vinculação com a Igreja universal. Por outro lado, a constituição de uma hierarquia “local” é sinal de grande respeito à autonomia das diversas comunidades, das quais não se pretende a sujeição a um governo centralizado, enquanto se oferece o instrumento que assegure o laço de uma fé comum e de uma disciplina favorecedora do encontro e do diálogo. Por este vínculo com a Igreja universal, a Igreja local vence a tentação do individualismo e particularismo. A hierarquia, por força de sua origem, torna-se sinal de comunhão e servido de caridade. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 144 (145), 10-11.12-13ab.21 (R/. cf. 12a)
Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso reino glorioso

 

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

 

Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

 

Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

 

 

Evangelho: João (Jo 14, 27-31a)

A minha paz vos dou

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: 'Vou, mas voltarei a vós'. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

Uma paz diferente

 

Jesus é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto!


A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa a ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.


Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.


A paz do mundo é bem outra coisa. Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. É uma paz que conduz à morte!


O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. De posse dela, estará preparado para enfrentar todos os contratempos da vida, sem se deixar abater.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A paz era a saudação judaica corrente de chegada ou despedida, com frequência simples palavra convencional. Por outro lado o príncipe deste mundo é o Diabo, Satanás. Não porque ele seja poderoso, mas porque o mundo o segue voluntariamente. A morte de Jesus não será uma vitória de Satanás, mas cumprimento do desígnio do Pai, prova de amor e obediência frente a esse mundo hostil. [Bíblia do Peregrino, Paulus].

 

São Ricardo Reynolds

 

Data consagrada a todos os mártires. da Inglaterra. Um deles: São Ricardo Reynolds foi um desses mártires no tempo do cisma de Ricardo VIII e nesse dia aconteciam os primeiros martírios. Ricardo nasceu em 1488/89. Foi aceito como noviço na ordem de santa Brígida em 1512, passou alguns anos da universidade e fez seus votos perpétuos em 1513. Obtendo bacharelado em teologia pela Universidade de Cambridge foi contratado como pregador na universidade. Os mosteiros de santa Brígida eram formados por duas comunidades; uma para homens e outra para as mulheres, porém a abadessa era a superiora de ambas. São Ricardo era o único monge inglês que conhecia bem o latim, o hebraico, o grego e escreveu 94 obras. Em 1535 foi preso na torre de Londres porque haver se recusado a prestar juramento de supremacia ao rei, ato considerado como grande traição. Quando lhe perguntaram porque se negava, respondeu que preferia ficar com o resto da Igreja com sua tradução do que com a opinião do parlamento de um só reino. Pediu alguns dias para se preparar para morte e lhe foi concedido. No dia 4 de maio com mais 4 missionários foram enforcados em Tybum. Ricardo assistiu a morte dos outros e, em seguida, foi enforcado. [paulinas.org.br]

 

É engano terrível imaginar que quem não sabe ler nem

escrever, não sabe pensar. (Dom Helder Câmara)