Terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tempo do Natal depois da Epifania, 2ª Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia da Abreugrafia e dia do Hemofílico

 

Santos: Aquilino, Gemino, Eugênio, Marciano, Quinto, Teodoro e Trifon (mártires da África), Dafrosa de Roma (esposa de Flaviano, mártir), Elisabete Seton (mãe de cinco filhos, viúva, fundadora, nos Estados Unidos, das Irmãs da Caridade), Estêvão de Bourg (monge), Ferréolo de Uzès (bispo), Gregório de Langres (bispo), Hermes, Ageu e Caio (mártires de Bolonha), Libêncio de Hamburgo (monge, bispo), Mavilo de Adrumetum (mártir, Prisco, Prisciliano e Benedita (mártires de Roma) , Roberto de Reims (monge, bispo), Ângela de Foligno (viúva, religiosa, bem-aventurada), Genoveva Torres Morales (religiosa, bem-aventurada), Oringa da Cruz (virgem da Toscana, bem-aventurada), Palumbo de Subiaco (monge, bem-aventurado), Rogério d’Elan (abade, bem-aventurado), Tomás Plumtree (mártir, bem-aventurado).

 

Antífona: Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina. (Sl 117, 26-27)

 

Oração: Ó Deus, cujo Filho unigênito se manifestou na realidade da nossa carne, concedei que, reconhecendo sua humanidade semelhante a nossa, sejamos interiormente transformados por ele. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 4, 7-10)
As fontes da caridade e da fé

 

7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Deus é amor

 

O amor do cristão para com os irmãos, que chega ao heroísmo de perdoar e fazer o bem mesmo àqueles que nos fazem mal, a ponto de dar por eles a vida como fez Jesus por nós, não pode provir da natureza humana, repleta de egoísmo, que tende à afirmação do próprio eu e à defesa dos próprios direitos. Tal amor encontra em Deus sua fonte fecunda e inexaurível (versículo 7); compreende a fraqueza da criatura, quer libertar o homem da escravidão do pecado e teve a sua manifestação mais alta na encarnação do Filho e em sua morte na cruz por nós (versículo 9). "Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, quando ainda éramos pecadores" (Rm 5,8). Amor pede amor; mas para ser autêntico, mais que uma resposta "vertical" de amor para com Deus, ele nos pede amor para com os irmãos: "Nisto vos reconhecerão por meus discípulos, Se vos amardes uns aos outros (Jo 13,35; cf 1Jo 4,12-20)”. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 71(72), 2.3-4ab.7-8 (R/.cf.11)

Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó senhor!

 

Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

 

Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.

 

Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

 

 

 

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 6, 34-44)

Primeira multiplicação dos pães

 

Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer". 37Mas, Jesus respondeu: "Dai-lhes vós mesmos de comer. Os discípulos perguntaram: "Queres que gastemos duzentos dentários para comprar pão e dar-lhes de comer?" 38Jesus perguntou: "Quantos pães tendes? Ide ver. Eles foram e responderam: "Cinco pães e dois peixes". 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinqüenta pessoas.

 

41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 14, 13-21; 15, 32-28; Mc 8, 1-9; Lc 9,10-17;Jo 6,1-15

 

 

Comentário o Evangelho

Liderança e partilha

 

O milagre da “multiplicação dos pães”, ou a refeição milagrosa, está presente nos quatro evangelhos (sinóticos); em Marcos e Mateus eles se complementam. É a última refeição na Galiléia, como banquete festivo de uma comunidade em formação. A refeição tem algo de sacramental, apesar de falta de vinho nesse banquete, e nos lembra da Eucaristia.

 

Para que a partilha funcione é necessário que haja primeiro a organização do povo: “Então Jesus, como um perfeito líder, mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas” (Mc 6, 39-40). Jesus abençoa os cinco pães e os dois peixes, ergue os olhos para o céu o milagre acontece. Na eucaristia Deus se importa com o seu povo.

 

Atualmente o povo carece de bons e líderes capazes de abdicarem dos seus interesses particulares e egoístas e se dedicarem, também, aos interesses dos marginalizados, de forma inteligente, mas sem violência, como no testemunho de vida de Gandhi. Jesus é apresentado aqui como pastor messiânico, semelhante a Moisés ou a Davi, encarnando o próprio Deus-pastor, o Bom Pastor (Sl 23,1). É Ele que lhes dá o verdadeiro alimento. O primeiro milagre dos Paes também lembra Ex 16 em que Deus fornece maná para seu povo que caminhava no deserto.

 

Hoje a sociedade é focada na lógica do comercio na busca incessante do lucro (pelo ter e pelo ser simplesmente): quem pode comprar se alimenta em abundância e até em excesso; os que não podem adquirir (falta-lhe dinheiro, emprego, justiça social) passam fome e até morrem pela falta do essencial à vida. Os bens da natureza e aqueles bens que sustentam a vida são dons de Deus, do qual todos têm direito, ou seja, quando há partilha não há falta, pelo contrário: há até sobras. Hoje a partilha chega a ser quase uma utopia, porque reinam, sobretudo, a omissão e o egoísmo.

 

O milagre da multiplicação pode ser alcançado por qualquer cristão consciente da sua missão no mundo.  O exercício da fé sem obras torna o cristão sem ação pratica no mundo em que vive. [Everaldo Souto Salvador, ofs, edd@mundocatolico.com.br]

 

Preces (Deus Conosco)

·      Pelo Papa, Bispos, Sacerdotes e Diáconos, para que sejam autênticos servidores do Reino e fortaleçam nosso povo na esperança, rezemos ao bom Deus: Atendei-nos, Senhor!

·      Por aqueles que são perseguidos por causa da justiça, pelo anúncio da verdade e da prática do bem e da solidariedade, rezemos ao bom Deus.

·      Para que em nossas Comunidades vivamos com lealdade e fraternidade, rezemos ao bom Deus.

·      Por todos os que participam do Apostolado da Oração, para que suas preces alcancem a paz para o mundo, rezemos ao bom Deus.

·      (Intenções próprias da comunidade)

 

Sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Pela grande caridade com que nos amou, Deus nos mandou o seu Filho numa carne semelhante à do pecado. (Ef 2,4; Rm 8,3)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que pela nossa participação neste sacramento entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Santa Ângela de Foligno

Nascimento: Foligno, na Itália, em 1248. Ângela tinha conforto, dinheiro e se entregava às compras, ao luxo de maneira excessiva. Aos 37 anos de idade uma tragédia aconteceu em seu frívolo dia-a-dia. O marido e os filhos foram mortos seguidamente. Angustiadíssima pela grande dor, sonhou com São Francisco de Assis que lhe encorajou a percorrer o caminho da perfeição. Como resultado, entrou na Ordem terceira de São Francisco e mais tarde fez os votos religiosos. É uma das primeiras escritoras místicas. Em um de seus livros "Visões e Instruções" narra o que passou em sua alma - experiências místicas - desde o momento de sua conversão. Em pouco tempo Ângela atraiu a um bom número de homens e mulheres que a procuravam para aconselhamento e aprimoramento espiritual. A santa acabou criando uma comunidade de irmãs na missão de trabalhar pelos mais necessitados. Sobre seu sepulcro, na Igreja de Foligno, muitos milagres aconteceram, Um de seus livros mais conhecidos: "Theologia Crucis" é uma belíssima meditação da Paixão de Cristo. Faleceu em 4 de Janeiro de 1309, aos 61 anos de idade. Ela é padroeira dos consumistas e dos apegados.

 

 

Ano novo no terceiro milênio

Dom Walmor Oliveira de Azevedo,

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

 

O ano de 2011, terceiro milênio, situa a sociedade, de novo, diante da contagem do tempo. Mais um ano vai começar. A queima de fogos, os brindes, shows, danças e folguedos familiares nos clubes, nas ruas e em todo lugar não permitem a ninguém safar-se da inexorabilidade do tempo que passa. A chegada do novo ano, portanto, não pode ser saudada simplesmente como o começo de uma nova contagem do tempo.

 

Vale, pois, dar consideração não só festiva ao tempo do ano de 2011, que vai começar daqui a pouco, mas também elaborar uma consciência mais refinada de que se está no terceiro milênio, e que dele já se passou uma década. Discernimento que remete os cidadãos todos a se confrontarem com seus valores, e a aceitarem o desafio de uma avaliação a respeito de tudo que estamos vivendo na segunda década do século XXI, no terceiro milênio. Um milênio que teve sua virada marcada não por simples mudanças, como é inevitável no tempo que passa, mas também por grandes transformações afetando a vida de todos, levando ao já conhecido refrão de que esta não é só uma época de mudanças. Trata-se do desafio da mudança de época. Na verdade, estão desafiadas a humanidade e suas sociedades num discernimento particular dos sinais dos tempos.

 

Essas transformações, diferentemente das ocorridas em outras épocas, são mudanças que têm alcance global. A contagem regressiva que marcará um grito de entusiasmo e euforia de milhares de pessoas por todo canto, contracenando com o silêncio orante e contemplativo de outros nas capelas, mosteiros e igrejas, remete todos à realidade do tempo que já se viveu e ainda do que há para se viver.

 

O tempo é um desafio enorme emoldurando o dom da vida, as responsabilidades confiadas à sociedade, os serviços prestados e o modo de viver de grupos, de culturas. E também de cada indivíduo, na sua condição de sujeito de processos, responsável por escolhas e desafiado por atitudes que pautam a vivência de sua cidadania em todas as circunstâncias. O tempo não é, portanto, um dia após o outro, revelando a impotência humana para detê-lo ou controlá-lo com a soberba contemporânea, no que pese os avanços científicos e tecnológicos que têm dado uma configuração fantástica, revolucionária e surpreendente, em dinâmica e interação aos cenários atuais.

 

A realidade fugaz do tempo é uma complexidade que não se explica e não se entende por um conceito apenas. Só a simplicidade que desveste o coração humano de toda pretensão, cria a possibilidade de não ter o tempo como um aguilhão que adverte ou como mecanismo que revela a verdade de cada um. Só a singeleza comprova os enganos das escolhas ou desmascara as farsas que enganam até as mais aguçadas inteligências, rompendo o cerco de estratégias miméticas nas suas metas.

 

A peculiaridade do tempo é tratada sob diversas concepções e investigações, têm ponto de vista metafísico, ontológico, histórico, epistemológico, psicológico, biológico ou físico, e também sob o olhar do senso comum. O problema do tempo, portanto, pode e deve ser abordado e entendido sob vários aspectos.

 

Não é fácil, talvez seja impossível, agrupar sistematicamente as concepções e investigações sobre o tempo e alcançar um conceito unificado que valha para as intuições do senso comum e ajude a sustentar o desafio de enfrentar o tempo. Vale, às vésperas do ano de 2011, na segunda década do século XXI, no terceiro milênio, ter presente que o tempo é nossa dimensão existencial fundamental. Reconhecer, com nova consciência, que é preciso banhá-lo com valores, conceitos e perspectivas que permitam a contemporaneidade do tempo atual e não dos velhos tempos que não voltam mais. Os valores do Evangelho de Jesus Cristo, riqueza ética, moral, inesgotável e insubstituível, garantem a referência para fecundar o tempo no qual se tem a graça de estar vivendo.

 

É anacrônico ver pessoas emitindo juízos, pautando suas vidas, conversando e percebendo as coisas do mesmo lugar de um tempo que passou. O prejuízo é grande, compromete a cultura com retrocessos, numa política enfadonha e nefasta. Aprisiona instituições em atendimentos de necessidades mesquinhas, alimentando alienações perversas.

 

Os votos são para que a partir desta reflexão tenhamos consciência apurada de que tudo e todos sejam deste tempo em 2011, do terceiro milênio. [CNBB]

 

 

Hemofilia

 

[Wikepédia] Hemofilia é o nome de diversas doenças genéticas hereditárias que incapacitam o corpo de controlar sangramentos, uma incapacidade conhecida tecnicamente como diátese hemorrágica. Deficiências genéticas e um distúrbio autoimune raro podem causar a diminuição da atividade dos fatores de coagulação do plasma sanguíneo, de modo que comprometem a coagulação sanguínea; logo, quando um vaso sanguíneo é danificado, um coágulo não se forma e o vaso continua a sangrar por um período excessivo de tempo. O sangramento pode ser externo, se a pele é danificada por um corte ou abrasão, ou pode ser interno, em músculos, articulações ou órgãos. É a falta dos fatores de coagulação - a hemofilia A tem falta do fator de coagulação VIII, a hemofilia B tem falta do fator de coagulação IX e a hemofilia C tem falta do fator de coagulação XI. A hemofilia A é a mais comum, ocorrendo em 90% dos casos.

 

História

Existe registo da hemofilia no texto judaico, o Talmud (cerca de 50-130dC). Segundo o Talmud uma criança não deveria ser circuncidada se já tivessem morrido dois irmãos em tal procedimento. No século XII, o médico árabe Abulcasis descreveu um caso de uma família cujos homens haviam morrido de sangramento após pequenos ferimentos. Em 1803, o médico norte-americano John Conrad constatou que havia "tendências a sangramentos em algumas familias." Ele chegou a conclusão que a doença era hereditária e acometia mais homens do que mulheres.

 

O termo hemofilia apareceu pela primeira vez em 1828 por Hopff da Universidade de Zurique. Em 1937, Patek e Taylor, dois médicos de Harvard descobriram a globulina anti-hemofílica. Pavlosky, um médico de Buenos Aires, separou a Hemofilia A e Hemofilia B laboratorialmente. Este teste era feito transferindo o sangue de um hemofílico para outro hemofílico. O fato corrigia o sangramento, comprovando que havia mais de um tipo de hemofilia.

 

A Hemofilia é, muitas vezes, associada à história da Monarquia na Europa. A rainha Vitória passou a doença ao seu filho Leopoldo, e através de várias das suas filhas, a várias famílias reais Europeias, incluindo as famílias reais da Espanha, Alemanha, e Rússia. Alexei Romanov, filho do Czar Nicolau II da Rússia, foi um dos descendentes da Rainha Vitória que herdou a doença, e por ser portador da doença não herdou o trono russo visto que seu pai o abdicou em favor de seu tio Miguel, Grão-duque da Rússia.

 

Durante as décadas de 1970 e 1980 a falta de outras modalidades de tratamento e a insuficiência de tecnologia para diagnosticar alguns vírus como o da AIDS acarretou em contaminação em grande escala da população hemofílica que dependiam de constantes transfusões de sangue. Mas este é um cenário que não está totalmente no passado, a maioria absoluta, em torno de 75%, da população mundial de hemofílicos não dispõe dos medicamentos básicos para o tratamento desta patologia, ficando ainda, estes, sujeitos às transfusões de sangue que pode lhes salvar a vida como também pode tirá-la.

 

Diagnóstico

Dosagens dos respectivos fatores de coagulação. No caso de deficiência do fator VIII deve-se procurar diferenciar a doença da doença de von Willebrand. Na doença de von Willebrand pode ocorrer também uma diminuição do fator VIII.

 

Tratamento

Não há cura para a hemofilia pois existem vários estudos que procuram a melhora do tratamento. Controla-se a doença com injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes. Alguns hemofílicos desenvolvem anticorpos (chamadas de inibidores) contra os fatores que lhe são dados através do tratamento. Severa: o paciente deve receber produtor do plasma para evitar ou controlar episódios de sangramento durante toda sua vida. O nível dos fatores tem que ser elevado pra +/- 30% Preparações terapêuticas pro fator VIII: CRIOPRECIPITADO e concentrado liofilizado de fator VIII comerciais. O concentrado de fator IX existe sob a forma de proteína isolada (Concentrado de Fator IX liofilizado) ou sob a forma de "complexo de protrombina concentrado” liofilizado que é uma mistura contendo os fatores (II, V, VII e IX) que se apresenta também sob forma de liófilo. Leve: terapêutica de reposição apenas depois de um trauma ou para evitar sangramento pós-operatório. Mais recentemente apareceram os concentrados comerciais de Fator VIII e IX advindos da engenharia genética, esses produtos não são obtidos a partir da purificação do plasma humano, mas sim da manipulação de organismos transgênicos que carregam o gen que expressam as referidas proteínas.

 

Cuidados

 

Cuidados de enfermagem:

 

·        Proteger de traumatismos;

·        Imobilizar as articulações em casos de hemorragias articulares;

·        Observar e anotar episódios hemorrágicos;

·        Adotar cuidados especiais na realização de tricotomias, lavagens intestinais, aplicação de calor;

·        Auxiliar na higiene oral, atentando para não machucar a gengiva e mucosa oral;

·        Providenciar cartão de identificação do hemofílico, que deverá conter: grupo sanguíneo, fator Rh, pessoa a ser avisada em caso de urgência, nome do médico e endereço do hospital em que faz tratamento.

 

Links sobre Hemofilia:

http://www.hemofiliabrasil.org.br/download.php?id=2 (Convivendo com a Hemofilia)

http://www.manualmerck.net/?id=181&cn=1424 (Hemofilia, material teórico)

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hemofilia_congenita_inibidor_diagnostico_tratamento.pdf

 

Abreugrafia é o nome dado no Brasil a um método rápido e barato de tirar pequenas chapas radiográficas dos pulmões, para facilitar o diagnóstico da tuberculose, doença mortal. O teste, que registra a imagem do tórax numa tela de raios X, espalhou-se pelo mundo. O inventor do exame, Manuel Dias de Abreu, foi indicado ao Nobel em 1950 e teve o invento batizado em sua homenagem aqui no Brasil. Em outros países o exame recebeu nomes como: "schermografia" (Itália), "roentgenfotografia" (Alemanha) e "fotofluorografia" (França). No Brasil, comemora-se no dia quatro de janeiro (04/01) o "Dia Nacional da Abreugrafia".

 

Deus é a vida, a felicidade, a glória, tudo, tudo, é Deus. (Bv Ângela da Cruz)