Terça-feira, 3 de maio de 2011

Santos Filipe e Tiago (Apóstolos e Mártires), Oficio de Festa, 2ª do Saltério (Livro II),  cor Branca

 

Hoje: Dia do Sertanejo, Dia do Sol, Dia Mundial de Liberdade de Imprensa e Dia Mundial da Asma.

 

Santos: São Tiago, Felipe, Maura, Alexandre I (papa, e seus companheiros, mártires), Timóteo, Maura, Alexandre (soldado mártir), Antonina, Evêncio, Teodulo, Juvenal (Bispo de Nárni), Felipe de Zell

 

Antífona: Estes são os santos que Deus escolheu no seu amor. Deu-lhes uma glória eterna, alueluia!

 

Oração: Ó Deus vós nos alegrais cada ano com a festa dos apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da paixão e ressurreição do vosso Filho que vejamos eternamente a vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 15, 1-8)

O Senhor apareceu a Tiago

 

1lrmãos, quero lembrar o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceram aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

É isso, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes 

 

"Cristo ressuscitado" é o fundamento de nossa fé. Neste texto de Paulo estão as linhas principais do "Credo" cristão, e o mais antigo testemunho sobre a tradição da doutrina da Igreja das origens. Funda-se Paulo no "fato" da ressurreição de Cristo, a certeza basilar da fé cristã, certeza oferecida e confirmada por longa série de testemunhas que “vi­ram" o "Ressuscitado". Este é o ensinamento da Igreja, este o "evangelho", a alegre notícia que trouxe a salvação e funda todas as outras realidades da fé, das quais é a suprema garantia. Aqui é afirmada a "tradição" da Igreja, ou seja, o ensinamento vivo que se transmite com base nas Escrituras. É-nos dado um estilo de anúncio na evangelização e na catequese. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 18(19A), 2-3. 4-5 (R/. 5a)

Seu som ressoa e se espalha em toda a terra

 

Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite pública esta noticia.

 

Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo sua voz.

 

 

Evangelho: João (Jo 14. 6-14)

Há tanto tempo estou convosco e não me conheces

 

Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes".

 

8Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!" 9Jesus respondeu: "Há quanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai?' 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei". Palavra da Salvação!

 

Comentário o Evangelho

Mostra-nos o Pai!

 

O diálogo com os discípulos torna-se mormente delicado quando Filipe, falando em nome dos demais, pede a Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta!" Pedido ousado, se considerarmos que a piedade bíblica excluía qualquer possibilidade de alguém ver Deus e permanecer vivo. Por isso, todos os relatos de manifestação de Deus - teofania - revelam que a pessoa que contempla a glória divina fica tomado de pavor, diante da possibilidade de morrer. Como, então, os discípulos de Jesus ousavam querer ver o Pai?


O Mestre procura levá-los a pensar a questão de maneira correta, numa perspectiva nova. Os discípulos esperavam uma teofania, no melhor estilo das teofanias do Antigo Testamento. Jesus, porém, intervém com algo muito mais simples. Coloca-se a si próprio como mediação da visão do Pai: "Quem me viu, viu o Pai! Você não acredita que estou no Pai e que o Pai está em mim?"


A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos. Bastaria dar um salto de qualidade para descobrir, na pessoa de Jesus, o rosto do Pai. E, para isso, era mister nutrir por Jesus fé idêntica à dedicada ao Pai. Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a querer vê-lo, mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contemplá-lo na pessoa de Jesus.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Deus Conosco)

Os apóstolos testemunharam com a vida o evangelho! Para que a Igreja seja cada vez mais santa e imaculada, rezemos ao bom Deus. Fazei-nos, Senhor, missionários de vosso Reino!

Felizes aqueles que anunciam o Evangelho! Para que os evangelizadores sejam fiéis e testemunhem com alegria o evangelho de Cristo, rezemos ao bom Deus.

A comunidade é lugar de solidariedade e de partilha! Para que aprendamos todos o jeito de Jesus, e sejamos misericordiosos uns com os outros, rezemos ao bom Deus.

Amar é servir! Para que nós sejamos sempre servidores, principalmente dos mais sofredores, rezemos ao bom Deus.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Recebei, ó Deus, as oferendas que vos apresentamos na festa dos apóstolos São Filipe e São Tiago: e dai-nos a graça de praticar uma religião pura e imaculada. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta. Filipe, quem me vê, vê o Pai, aleluia! (Jo 14, 8-9)

 

Oração Depois da Comunhão:

Purificai, ó Deus, os nossos corações pela participação nesta Eucaristia, para que, contemplando-vos em vosso Filho, com São Filipe e São Tiago, mereçamos a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Filipe e São Tiago

 

 

 

Filipe de Betsaida, na Galiléia, foi um dos primeiros discípulos chamados por Cristo (Jo 1,43). Seu nome ocupa sempre o quinto lugar nas listas dos apóstolos e é mencionado mais de uma vez no Evangelho de São João.

 

Filipe era da mesma cidade de Pedro e André, e talvez fosse também pescador. Bem no início de sua vida pública, Jesus, ao se encontrar na Galiléia com Filipe, dirige-lhe imediatamente o chamado: "Segue-me!" (Jo 1,43). Este encontro cativou-o de tal forma que ao encontrar-se com o amigo Natanael (chamado depois Bartolomeu) com certa euforia lhe comunica a notícia: "Achamos aquele a quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré". E o convida: "Vem e vê" (Jo 1,45-46).

 

A segunda referência a Filipe deu-se por ocasião da multiplicação dos pães e peixes. Jesus, ao constatar a situação de fome do povo que o seguia, dirigiu-se diretamente a Filipe: "Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?" Filipe respondeu: "Duzentos denários de pão não lhes bastam para que cada um receba um pedaço" (Jo 6,5-7).

 

Noutra ocasião se aproximaram dos apóstolos alguns gregos desejosos de ver mais de perto Jesus e recorreram diretamente a Filipe, dizendo: "Nós queremos ver Jesus". Filipe então junto com André referiram o pedido a Cristo que atendeu benevolamente (Jo 12,21-23).

 

A última intervenção de Filipe registrada pelos Evangelhos deu-se durante a última Ceia: quando os apóstolos escutavam em silêncio as palavras de despedida do Mestre, Filipe atreveu-se a pedir um esclarecimento: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta". Jesus respondeu: "Filipe, há tanto tempo que convivo convosco e ainda não me conheceis? Quem me viu, viu o Pai. Não crês que eu estou no Pai e o Pai está em mim?" (Jo 14,8).

 

Estes poucos elementos fornecidos pelo Evangelho nos permitem esboçar o perfil espiritual do apóstolo Filipe, homem simples e aberto, primário e sincero, que gozou da intimidade espontânea com Jesus.

 

Nada sabemos dele depois da Ressurreição; a tradição acha que ele tenha pregado o Evangelho na Ásia Menor, onde teria morrido mártir. 

 

São Tiago Menor, filho de Alfeu, é comumente identificado como primo-irmão de Jesus (Mc 6,3). Os Evangelhos só falam dele nas listas dos apóstolos. Esta carência de informações está, porém, amplamente compensada pelas valiosas referências à figura e à ação de Tiago contida nos Atos dos Apóstolos e na Carta de São Paulo aos Gálatas. Por elas sabemos que Tiago era com São Pedro a principal figura da Igreja de Jerusalém. São Paulo chega a citar seu nome em primeiro lugar, dizendo: "Tiago, Pedro e João, considerados colunas da Igreja" (Gl 2,9).

 

No Concílio de Jerusalém, onde se discutiu o problema da circuncisão e da lei mosaica a serem impostas ou não aos convertidos do paganismo, Tiago deu sua opinião, aceita por todos (At 15). Ele era oficialmente considerado bispo de Jerusalém onde foi apedrejado por volta do ano 62.

 

A São Tiago somos devedores de suaves, práticos e convincentes ensinamentos. Eis uma advertência sempre atual: "Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia sua língua e engana seu coração, então é vã sua religião. A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo” (Tg 1, 26-27)

 

Maio: Mês de Maria

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

 

As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença de Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus, aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: “os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias”. Era pois a predestinada nos planos divinos.Maio: Mês de Maria.

 

Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é de fato a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.

 

Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isto Ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.

 

O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-lo após três dias, queixa-se amorosamente: “por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na paixão e crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.

 

Maio, mês a Ela dedicado pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-Lhe, abra as mãos maternas em Bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.

 

A guerra é um atentado contra o gênero humano. (Plínio)

 

Aconteceu no dia 3 de maio de 1493:  Primeiro jogo de futebol oficial no Brasil: Mackenzie 2 x 1 Germânia..