Terça-feira, 2 de março de 2010

Segunda Semana da Quaresma - 2ª Semana do Saltério (Livro III) - cor Litúrgica Roxa

 

 

Santos do Dia: André e Apônio (mártires), Austreberta de Pavilly (abadessa), Baldegundes (abadessa de Sainte-Croix, Poitiers), Desiderato de Clermont (bispo), Erlufo de Werden (bispo, mártir), Guilherme de Maleval (eremita), Protádio de Besançon (bispo), Sálvio de Albelda (abade), Silvano de Terracina (bispo), Sotéria de Roma (virgem, mártir), Zótico, Irineu, Jacinto, Amâncio e Companheiros (um grupo de dez soldados, mártires de Roma), Alexandre de Lugo (dominicano, mártir, bem-aventurado), Luís Stepinac (cardeal, mártir, bem-aventurado), Clara de Agolanti (viúva, bem-aventurada), Eusébio de Murano (eremita, bem-aventurado), Hugo de Fosse (monge, bem-aventurado), Pagano da Sicília (monge, bem-aventurado).

 

Antífona: Iluminai meus olhos Senhor, guardai-me do sono da morte. Que meu inimigo não possa dizer: triunfei sobre ele. (Sl 12, 4-5)

 

Oração do Dia: Guardai, Senhor Deus, a vossa Igreja com a vossa constante proteção e, como a fraqueza humana desfalece sem vosso auxílio, livrai-nos constantemente do mal e conduzi-nos pelos caminhos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Isaías (Is 1, 10.16-20)
Aprendei a fazer o bem!

 

10Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 16Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva.

 

18Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã. 19Se consentirdes em obedecer, comereis as coisas boas da terra. 20Mas se recusardes e vos rebelardes, pela espada sereis devorados, porque a boca do Senhor falou! Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Aprendei a fazer o bem

 

O pecado é fratura, divisão, dilaceramento. Ele pode insinuar-se até em nossa vida de fé e separar a fé da vida. Chega-se a este ponto quando se cede à tentação, continuamente presente na humanidade, de reduzir a fé prevalentemente à sua manifestação, à chamada prática cristã. Reduz-se assim a fé a uma etiqueta superficial, pratica-se uma religião sem fé, intolerável aos olhos de Deus. A reforma litúrgica, empenhada em tornar mais ativa e consciente a participação dos cristãos nas celebrações litúrgicas, torna mais difícil o exercício de um culto considerado como tributo a pagar. A liturgia hoje nos força a ser mais sinceros e autênticos em nossas atitudes religiosas. [Extraído do MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 49(50), 8-9.16bc-17.21 e 23 (R/.23b)

A todos que procedem retamente, eu 

mostrarei a salvação que vem de Deus

 

“Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

 

Como ousas a repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

 

Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? E disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.

 

Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 23, 1-12)

Um só é vosso mestre e todos vós são irmãos

 

Naquele tempo, 1Jesus falou às multidões e aos seus discípulos e lhes disse: 2"Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo.

 

5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas.

 

6Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos.

 

9Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é vosso Guia, Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário do Evangelho

Cuidado com o exibicionismo

 

Jesus cuidou para que seus discípulos não imitassem os maus costumes dos fariseus. Abusando da boa-fé das pessoas simples, eles as oprimiam. Quando consultados, faziam interpretações rigorosas e exigentes da Lei. No entanto, tudo era diferente quando chegava a vez deles cumprirem essa mesma Lei. Seu agir pautava-se por um dualismo intransigente: severidade para os outros e permissividade para si mesmos.

 

Os fariseus distinguiam-se pelo exibicionismo. Suas roupas eram adornadas por franjas exageradas. Traziam, amarrados na fronte e nos braços, pequenos estojos contendo textos da Lei. Para que todos se dessem conta disto, usavam tiras de couro bem largas para atar esses estojos. Quando chegavam nas sinagogas, faziam questão de ocupar um lugar de destaque. Na rua, gostavam de ser saudados pelos passantes. Na época, essa saudação constava de um ritual bem complicado. Além disso, não abriam mão de serem chamados de "rabinos", para que sua importância ficasse bem evidente.

 

Jesus procurou banir tal comportamento do meio de seus discípulos, ensinando-lhes o caminho do serviço e da humildade. Nada de querer parecer melhor que os outros, querendo assim assumir um lugar que pertence unicamente a Deus e acabando por se tornar um terrível opressor. O discípulo deve ser movido por outros sentimentos! [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas]

 

Contexto: O Advento próximo do Reino dos Céus. Leituras paralelas: Rm 2, 17-24; Lc 11, 46; Mt 11,28;  Mc 12, 38-39; Lc 20, 46  

 

Para sua reflexão: Jesus fez e ensinou, ordenou e deu exemplo. Ele impõe um julgo leve. De fato, existia uma poderosa posição social e religiosa da elite da época regulando a vida cotidiana com pesados fardos! Eles tinham o desejo de glória pública, isto é, gostavam de aparecer. Mestre é o Senhor e agora Jesus. O discípulo de Jesus não deve buscar glória pública; a fé, aliada à humildade do cristão é o foco. A irmandade de todos na comunidade fica fortemente destacada.

 

Santo Henrique de Seuse

 

Desde aos dezesseis anos pertencia a Ordem Dominicana. Em que período terrível nasceu São Henrique: entre relaxamentos dos costumes, peste negra, surto de doutrinas perigosas, que marcou até os últimos anos da vida do santo. Foi acusado de doutrinas suspeitas de heresias. São Henrique foi discípulo de Eckhart e sua doutrina mística, quase franciscana, própria do temperamento poético, sentimental fê-lo unir a especulação mística à ternura humana, em uma vida contemplativa. Era tão devoro de Jesus que chegou a gravar o nome de Jesus Cristo em seu peito. Escreveu "O Livro da Verdade", uma espécie de resumo de seu itinerário espiritual: " A Renúncia interior conduz o homem à suprema verdade".

 

 

Reconhecer os próprios limites é o ponto de partida para toda conquista duradoura. (Bv. Papa João XXIII)

 

 Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem,

para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é. (Anônimo)