Terça-feira, 1 de junho de 2010

São Justino, Filósofo e Mártir, Memória, 1ª do Saltério (Livro III),  cor Vermelha

 

Hoje: Dia Nacional da Imprensa

 

Santos: Justino (165, mártir palestino), Cândida, Herculano de Piegaro, Afonso Navarrete, Fernando Ayala, João Story, Tespésio (Séc. III, Capadócia), Isquirião (Séc. III, Egito), Próculo (Séc. III, Itália), Inácio (Espanha), Panfílio (309, mártir, Cesaréia da Palestina), Valêncio, Branca, Próculo (542, bispo) e Próculo (304, soldado), Caprásio (430), Vistrano (849), Simeão (1035, Siracusa/Sicília), Êneco (1057, abade), Teobaldo de Alba (1150), João Pelingotto (1304), Herculano  de Piegaro (1451), João Storey (15,71, beato, mártir), Félix de Nicósia (1787, beato)

 

Antífona: Vinde e escutai, todos os que temeis a Deus, e eu vos direi tudo o que o Senhor fez por mim. (Sl 65,16)

 

Oração: Ó Deus, que destes ao mártir São Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: 2ª Carta de S. Pedro (2Pd 3, 12-15a.17-18)
Esperamos novos céus e uma nova terra

 

Caríssimos, 12esperais com anseio a vinda do dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? 13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. 14Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. 15aConsiderai também como salvação a longanimidade de nosso Senhor. 17Vós, portanto, bem-amados, sabendo disto com antecedência, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano destes ímpios, percais a própria firmeza. 18Antes procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, desde agora, até o dia da eternidade. Amém. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Esperamos novos céus e uma nova terra 

 

Mudará um dia este mundo em que vivemos, esta nossa cultura? Sim, mas não sem nossa colaboração, sem nossa conversão. Dentro da moldura cósmica, o tema do quadro é a esperança, que é “expectativa operosa” do dia do Senhor. O que será destruído é o mundo do mal: egoísmo, dor, morte. Cumpre alegrar-se: é deveras achar-se em “novos céus e em nova terra”, é outro viver, outro ser homens. Diz o apóstolo que isto deve ser “apressado”. Da nossa parte constrói-se isso dia a dia, porém o acabamento total é obra de Deus que faz convergir todo o trabalho para a realização do “reino”, mesmo que o não percebamos. É como preparar “pré-fabricados” – quando tudo está pronto, só falta colocá-los juntos e está feita a obra. Tudo o mais passa, permanece apenas a “bondade feita homem”. [Missal Cotidiano, © Paulus]

 

Salmo: 89(90), 2.3-4.10.14 e 16 (R/. 1)
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!

 

Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre e para sempre vós sois Deus.

 

Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: "Voltai ao pó, filhos de Adão!" Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

 

Pode durar setenta anos nossa vida, os mais fortes talvez cheguem a oitenta; a maior parte é ilusão e sofrimento: passam depressa e também nós assim passamos.

Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 12, 13-17)
Dai a César o que é de César, e a deus o que é de deus

 

Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É licito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?" 15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: "De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?" Eles responderam: "De César". 17Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus. Palavra do Senhor!

 

Leituras paralelas: Mt 22, 15-22 e Lc 20, 20-26

 

 

Comentando o Evangelho

Oposições inexistentes

 

Para confundir Jesus, fariseus e herodianos propuseram-lhe uma pergunta capciosa a respeito da liceidade de pagar o tributo ao imperador romano.


O pano de fundo desta questão era complexo. Sob o aspecto político, tratava-se de saber se Jesus era contra ou a favor da dominação estrangeira. Sob o aspecto religioso, a resposta de Jesus revelaria que imagem ele fazia de Deus, que escolhera Israel para ser o povo de sua predileção, e não se contentava em vê-lo oprimido. Afinal, o Deus de Jesus era um Deus libertador? Sob o aspecto econômico, a questão levava Jesus a posicionar-se diante da penúria do povo, do qual se exigia pagamento de tributo. Sob o aspecto social, Jesus deveria dizer se concordava com a situação de opressão a que estava reduzido o povo de Israel.


A resposta do Mestre, aparentemente evasiva, revela sua visão da história, centrada no Reino de Deus. Não existe contraposição entre César e Deus, uma vez que estão situados em níveis diferentes. O pagamento do tributo ao imperador é irrelevante, quando este não cede à tentação de usurpar o lugar de Deus, tiranizando as pessoas. Deus é o Senhor absoluto da História. E César deve submeter-se a ele. Importa que todos, inclusive o imperador, acolham a vontade divina.


Conseqüentemente, a resposta de Jesus revela que ele se opunha a todo tipo de opressão e exploração, pois o Pai é um Deus libertador. É preciso ser perspicaz para compreender o sentido da posição de Jesus. [Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Os novos adversários representam os fanáticos religiosos (fariseus) e os colaboracionistas com o império romano (hedorianos). A pergunta tem sabor de hipocrisia e de engano mortal. Se responder que sim, fica malvisto pelos judeus; se responder que não, os romanos o tomarão por revolucionário. Jesus, que sabe de suas intenções, pede-lhe um denário, moeda corrente do Império Romano. O denário tinha uma imagem do imperador (Tíbério) e uma legenda que afirmava sua divindade. Jesus pede que se devolva a César o que é de César, reconhecendo a autonomia do poder civil, mas recusando sua divinização. Jesus opõe-se a qualquer projeto teocrático ou ditatorial imposto por governantes que pensam ser deuses ou senhores do mundo. A Deus que é de Deus significa que Deus não se identifica com nenhum projeto político em particular, mas com todos aqueles que se identifiquem com as necessidades do povo. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-maria)

 

 

São Justino

 

Abrimos o mês do Sagrado Coração de Jesus, pedindo que nos conserve a confiança e o desejo de lutar pela fraternidade e união dos homens. Hoje festejamos um homem que talvez seja o mais célebre do século II: SÃO JUSTINO, o filósofo, o primeiro apologético leigo. Tinha ele 30 anos de idade, quando se converteu ao cristianismo. Depois de procurar a verdade em todas as correntes do pensamento de então, chegou a descobrir Deus pela palavra de um velho sábio cristão. Deixou-nos ele três escritos, chamados apologias, ou defesa do pensamento cristão. Possuímos dele também a descrição da Liturgia, ou seja, da missa do seu tempo, no século II. É um documento valiosíssimo, como se pode imaginar. Justino negou-se a ordem dada por Crescencio de oferecer sacrifícios aos ídolos e, confessando valentemente a Cristo, foi condenado a morrer decapitado.

 

 

A fé não é algo estático que tem que ser conservado, mas algo

dinâmico que tem que ser trnasmitido. (Papa João Paulo II)