Sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Santa Mônica (esposa e Mãe), Memória, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica branca

 

Hoje: Dia Nacional do Psicólogo e dia do Corretor de Imóveis

 

Santos: Amadeu de Losanna (bispo), Antusa, a Grande (virgem, mártir), Cesário de Arles (bispo), Davi Lewis (presbítero, mártir), Dagano de Wales (mártir), Ebbo de Sens (monge, bispo), Etério de Lião (bispo), Eulália de Lentini (virgem, mártir), Gebardo de Constância (bispo), Guerino de Sião (bispo), Honorato, Fortunato, Orôncio e Sabiniano (mártires), João de Pavia (bispo), Licério de Counserans (bispo), Marcelino, Manea e seus três filhos: João Serapião, Pedro e Companheiros (mártires), Margarida de San Severino (viúva), Narno de Bérgamo (bispo, discípulo de São Barbabé), Pemão (eremita), Rufo e Carpóforo (mártires), Rufo de Cápua (bispo, mártir), Siagro de Autun (bispo).

 

Antífona: A mulher que teme a Deus será louvada; seus filhos a proclamam feliz e seu marido a elogia (Pr 31, 30.28)

 

Oração: Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes, misericordioso, as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho, Agostino, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 1, 17-25)
A sabedoria divina é loucura para os homens

 

Irmãos, 17de fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa Nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. 18A pregação a respeito da cruz é uma insensatez para os que se perdem, mas para os que se salvam, para nós, ela é poder de Deus.

 

19Com efeito, está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e frustrarei a perspicácia dos inteligentes". 20Onde está o sábio? Onde o mestre da Lei? Onde o questionador deste mundo? Acaso Deus não mostrou a insensatez da sabedoria do mundo? 21De fato, na manifestação da sabedoria de Deus, o mundo não chegou a conhecer Deus por meio da sabedoria; por isso, Deus houve por bem salvar os que creem por meio da insensatez da pregação.

 

22Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; 23nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. 24Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. 25Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus

 

Paulo Tem a coragem de dizer à comunidade de Corinto que o cristão não procura sinais demasiados. Para crer não é necessária a sabedoria humana. O cristão conhece a obscuridade, conhece mesmo a caligem da noite.  A inteligência não salva o homem. Nem mesmo os mais refinados sistemas. A verdade de Deus é Cristo crucificado, realidade concreta de sofrimentos e de sangue. Quanto mais se adensam as trevas e o coração sangra na solidão da dor, tanto mais o cristão descobre a alegria de crer. Para Paulo, crer significa consentir na própria noite. Para que então a fé, se pode bastar a “sabedoria dos sábios”? Quando se calarem todos os faróis aonde vai, a fé o ajuda a “crer sem ver”. As trevas como que são iluminadas por dentro por uma presença invisível. Um dia cairão. A noite será despedaçada e aparecerá a aurora. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 32(33), 1-2.4-5.10ab e 11 (R/.5b ) 
Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

 

O justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!

Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

 

O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 25, 1-13)
O noivo está chegando: ide ao seu encontro!

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1"O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes.

 

3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!' 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: 'Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando'.

 

9As previdentes responderam: 'De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores'. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: 'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!' 12Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Lc 13, 25-28

 

 

 

Comentário o Evangelho

Manter aceso o fervor

 

O tempo pode levar o discípulo do Reino a esmorecer no seu fervor, deixando-o despreparado para o encontro com o Senhor. A incerteza da hora da morte pode ter efeitos desastrosos e levá-lo a assumir atitudes incompatíveis com a sua opção.


As comunidades cristãs primitivas esperavam a vinda do Senhor para breve e, com ela, o fim dos tempos. Esta expectativa tinha o perigo de levar os cristãos a viverem tão ansiosos com a iminência do fim, a ponto de exaurir-lhes a constância no bem. O Evangelho apela para a necessidade de estarmos prontos, sem, contudo, deixar nossa vida de fé e nossa pertença à comunidade caírem numa rotina.


A parábola das dez virgens serve de alerta para os cristãos de todos os tempos. A sensatez aconselha a conservar a lâmpada sempre acesa e, até a se ter óleo de reserva. Isto significa, manter-se zelosos pelas coisas do Reino, entusiastas em fazer o que agrada a Deus, vibrantes na prática do amor e da justiça, cheios de ânimo por saber-se à espera do Senhor que vem, inflamados pelo desejo de estar em comunhão com Deus.


Não ter consigo óleo de reserva – não perseverar no amor – é insensatez que pode merecer ouvir do Senhor a terrível sentença: “Não os conheço!” O discípulo fiel sabe se prevenir, sendo perseverante na prática do amor.
[O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Para sua reflexão: Circunstâncias de um casamento são transformadas e rodeadas de um halo misterioso. Não há quem conduza a noiva, mas é o noivo que está para chegar. A noiva é substituída por dois grupos contrapostos de moças, o que introduz o tema do julgamento e da escolha. O banquete é celebrado à meia noite, e assim se introduz o tema da vigilância; entra-se no casamento ou festa nupcial. As moças são classificadas em prudentes ou sensatas, e insensatas. As lâmpadas e o óleo que as alimenta são expressão da vigilância noturna. Ao mesmo tempo servem párea inculcar a responsabilidade pessoal. Essa noite mágica não é noite para dormir.  (Bíblia do Peregrino)

 

Santa Mônica

 

Casou-se com Patrício, um homem de caráter difícil, propício à ira, mas teve o consolo de ver o seu batismo um ano antes que morresse. Foi mãe de Santo Agostinho. Igual dificuldade teve, por incrível que pareça, com seu filho mais rebelde, futuro Santo Agostinho. Depois de dezesseis anos de reza e lágrimas, teve a felicidade não só de ver a conversão de seu filho, mas de vê-lo desprezar as alegrias terrenas para servir somente a Deus. Hoje podemos saber de sua existência graças a esse seu filho, que tão docemente a mencionou nas suas Confissões. Santa Mônica morreu, aos 55 anos, no ano de 387.

 

O mundo julga pelas aparências e quase sempre se engana. (Papa João XXIII)