Sexta-feira, 26 de setembro de 2008
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde
Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre
Hoje: Dia Internacional das Relações Públicas
Santos: Cosme e Damião, Elzeário de Sabran, Eusébio, Vigílio, Cipriano, Justina, Nilo (1004), Teresa Coudec (virgem, 1885), Delfina de Glandeves (virgem franciscana, ofs)
Oração: Ó Pai, que resumistes toda a lei ao amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura:
Eclesiastes (Ecl 3, 1-11)
Tudo tem seu tempo
1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo buscar tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.
9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Obsrvei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes, no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza. Palavra do Senhor!
Comentando a Leitura[1]
Há
um momento oportuno para tudo
que acontece debaixo do céu
Há um matiz importante, até decisivo, nesta enumeração de contrastes: só a metade das ocupações humanas é sinistra. A conclusão é que o desígnio de Deus é verdadeiramente incompreensível. O homem tem apenas a certeza de que a uma ação sucederá seu contrário. O homem não é senhor do instante em que se opera o revezamento da situação. Não domina a alternativa que vai ritmando o tempo. Esta verificação é um apelo desesperado. Sim, o tempo passa, mas esse incessante desaparecer do tempo não é apenas morte. E também nascimento. O homem arranca-se a cada instante do presente. Mas esta necessidade não é puramente negativa, já é experimentar o poderoso apelo de Deus.
Isso quer dizer que o instante sucessivo não o recebemos somente da vida, mas de uma vida em que Deus entrou. A Eucaristia faz-nos participar no mistério de Deus que se inseriu na nossa história. Sobre isso se fundamenta nossa libertação e alegria.
Salmo
Responsorial: 143(144), 1a e 2abc.3-4 (R/.1)
Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
1aBendito seja o Senhor, meu rochedo. 2aEle é meu amor, meu refúgio, 2blibertador, fortaleza e abrigo. 2cÉ meu escudo: é nele que espero.
3Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? 4Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.
Evangelho:
Lucas (Lc 9, 18-22)
Jesus impede aos discípulos de falarem ao povo quem ele é
Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: "Quem diz o povo que eu sou?" 19Eles responderam: "Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou". 20Mas Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.
22E acrescentou: "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia". Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho do Dia[2]
Uma questão fundamental
Num momento de oração, Jesus questiona os discípulos acerca de uma questão fundamental, formulada em duas etapas. Na primeira, a pergunta – “Quem sou eu, na opinião do povo?” – visa explicitar a maneira como a pessoa de Jesus era considerada por quem o ouvia, era beneficiado por seus milagres e tinha notícias de seus grandes feitos. Enfim, gente sem muita proximidade com ele.
As respostas, elencadas pelos apóstolos, trazem a marca das tradições
messiânicas populares. Aí, o Messias é identificado com algum dos profetas do
passado, cuja reaparição, na história humana, era sinal da chegada do fim dos
tempos.
Na segunda etapa, a pergunta consistiu em saber o pensamento dos discípulos:
“Para vocês, quem sou eu?” Tendo privado da intimidade de Jesus, deveriam estar
em condições de dar uma resposta mais próxima da realidade, condizente com a
verdadeira identidade de Jesus.
É Pedro quem se adianta e responde, em nome do grupo: “Tu és o Cristo de Deus!”
Esta resposta revelou, na verdade, um avanço em relação à mentalidade popular.
Mais que algum personagem do passado, Jesus era o Ungido, enviado por Deus ao
mundo. Sua presença era sinal do amor de Deus pela humanidade.
Apesar de estar correta essa resposta, foi necessário que Jesus acrescentasse
algo que os próprios discípulos desconheciam. Embora sendo o Cristo de Deus,
Jesus estava para se defrontar, não com um destino de glória, mas sim, de
sofrimento, de morte e de ressurreição. Esta era a vontade do Pai!
São Cosme e Damião[3]
Cosme e Damião, eram dois irmãos gêmeos. Moraram no Oriente, e desde jovens eram ótimos médicos. Após convertidos passaram a missionários também, unindo a ciência à confiança no poder da oração e desta forma levavam a muitos a saúde do corpo e da alma. Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano em 300 da era cristã, foram presos, pois eram considerados inimigos dos deuses, acusados de usarem feitiçaria e meios diabólicos para curar. Tendo em vista tal acusação da sempre e mesma resposta "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder" Diante da insistência quanto a adoração aos deuses responderam: "Teus deuses não tem poder algum, nós adoramos o criador do céu e da terra" Não apostataram da fé e foram decapitados em 303,considerados os "santos gêmeos" e padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina. Os Papas Símaco e Félix IV, início do século VI lhes dedicaram uma capela e basílica.
Desafio pessoal: doe exemplares de Bíblia a um amigo ou amiga; evangelize através da Palavra!
A alegria das crianças é o perdão da vida. (Álvaro Moreira)