Sexta-feira, 26 de agosto de 2011

21ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Santos: Agostinho de Hipona (430, doutor da Igreja), Viviano, João III, Hermes (Roma, séc. II), Juliano, Moisés (o Egípcio, séc. IV), Bem-Aventurado Bibiano (séc. V), Edmundo Arrowsmith, Zélia Guérin

 

Antífona: Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro.  (Sl 85, 1-3)

 

Oração: Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, daí ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Tessalonicenses (1Ts 4, 1-8)
Exortação à pureza: santificação, vontade de deus

 

1Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. 3Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; 4cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, 5sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. 6Que ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. 7Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade

 

O “caminho” da comunidade cristã é a santidade. Paulo exorta a comunidade de Tessalônica e tornar-se “santa”, a saber, “consagrada” a Deus inteiramente voltada para Deus e seu amor. Ainda hoje a palavra de Deus fala a todas as comunidades cristãs por meio de Paulo. Ele as convida a se “abrirem”, a se moverem, a caminharem para a plenitude de Deus assumindo a imagem de sua santidade. O único verdadeiro mal de uma comunidade cristã é não ser “santa”. A santidade é “vocação universal” NA Igreja para todos os seus membros, em qualquer estado, e a todos são garantidos meios idôneos. Basta pensar na complexa sequencia de santos que a Igreja venera. [Missal Cotidiano, © Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 96 (97), 1 e 2b.5-6.10.11-12
Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

 

Deus é rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

 

As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

 

O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta.

 

Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 25, 1-13)
Parábola das dez virgens

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1"O reino dos céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas.

 

5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!' 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: 'Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando'. 9As previdentes responderam: 'De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores'. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: 'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!' 12Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' 13portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora". Palavra da Salvação!

 

 

 Leituras Paralelas: Lc 12, 35-38.

 

 

 

Comentando o Evangelho

Ao encontro do Senhor

 

Os discípulos do Reino devem sempre se lembrar de que estão a caminho do encontro com o Senhor. O desconhecimento desta hora exige que o discípulo esteja sempre preparado, pois a falta de cautela, por menor que seja, poderá causar-lhe danos irreparáveis.


As moças sensatas da parábola simbolizam os discípulos que, com fidelidade, sempre traduziram em projeto de vida os ensinamentos de Jesus. Já as moças imprudentes correspondem aos discípulos que, apesar de terem escutado as palavras do Mestre, não fizeram delas seu projeto de vida.


O encontro com o Senhor não pode ser improvisado. Cada discípulo tem a vida inteira para prepará-lo. Afinal, este pode acontecer a qualquer momento. A ninguém é dado conhecer de antemão quando o Senhor virá pedir-lhe contas. É insensato perder as chances de preparação que lhe são oferecidas.


Por outro lado, esta preparação deve ser feita, individualmente, sem que haja a possibilidade de alguém transferir seus méritos para outrem. É a advertência contida nas palavras do Mestre: as moças prudentes, que trouxeram azeite de reserva, não podem partilhar de seu azeite com as insensatas que não tiverem o bom senso de ficar preparadas.


A comunhão definitiva com Jesus exige do discípulo do Reino um esforço contínuo para deixar-se guiar por seus ensinamentos. Os descuidados que se cuidem! [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B, ©Paulinas, 1996]

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Pelas comunidades que buscam a santidade de vida, digamos. Obrigado/a, Senhor.

Pelo nosso bispo, pelo nosso pároco e por todos os padres, digamos.

Pelas jovens que se entregam a Deus numa congregação religiosa, digamos.

Pelas pessoas que se dedicam aos vários serviços da comunidade, digamos.

Pelo bem que realizamos em favor dos mais necessitados, digamos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que, pelo sacrifício da cruz, oferecido uma só vez, conquistastes para vós um povo, concedei à vossa Igreja a paz e a unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Com vossos frutos saciais a terra inteira: fazeis a terra produzir o nosso pão e o vinho que alegra o coração. (Sl 103,13ss)

 

Oração Depois da Comunhão:

Unidos a Cristo por este sacramento, nós vos imploramos, ó Deus, que, assemelhando-nos a ele aqui na terra, participemos no céu da sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Para sua reflexão: Circunstâncias de um casamento são transformadas e rodeadas de um halo misterioso. Não há quem conduza a noiva, mas é o noivo que está para chegar. A noiva é substituída por dois grupos contrapostos de moças, o que introduz o tema do julgamento e da escolha. O banquete é celebrado à meia noite, e assim se introduz o tema da vigilância; entra-se no casamento ou festa nupcial. As moças são classificadas em prudentes ou sensatas, e insensatas. As lâmpadas e o óleo que as alimenta são expressão da vigilância noturna. Ao mesmo tempo servem párea inculcar a responsabilidade pessoal. Essa noite mágica não é noite para dormir.  (Bíblia do Peregrino)

 

 

São Zeferino

 

 

O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.


Zeferino foi o 14o papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.


Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.


O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.


O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.


Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.


O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.
[www.paulinas.org.br]

 

 

 

 

 

 

Vocação e Missão dos Cristãos Leigos

Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul

 

No último domingo de agosto, as comunidades católicas mostram seu carinho para com as pessoas que dão testemunho de Jesus Cristo sem serem padres ou religiosos. Em outros termos, a Igreja presta sua homenagem aos cristãos leigos e leigas que, movidos pela graça batismal, se tornam discípulos e missionários de Jesus Cristo.

 

O Documento de Aparecida diz que “o campo específico da atividade evangelizadora leiga é o complexo mundo do trabalho, da cultura, das ciências e das artes, da política, dos meios de comunicação e da economia, assim como as esferas da família, da educação, da vida profissional” (DA, 174). Na definição de Puebla, os leigos são “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (DP, 786).

 

Antes das palavras, os leigos evangelizam pelo testemunho. Na medida em que forem honestos nos seus negócios, corretos nos seus julgamentos, coerentes nas suas ações e fiéis aos seus compromissos batismais, eles se tornarão mensageiros da boa nova trazida por Jesus Cristo e provocam a adesão de novos membros à Igreja.

 

Entre os inúmeros fiéis leigos, alguns se sentem chamados a um trabalho específico dentro de suas comunidades. São eles que assumem os trabalhos da catequese, liturgia, canto, coordenação dos grupos de família, animação dos grupos de jovens e serviço da caridade. Dispõe-se a serem ministros ou integrarem a diretoria de uma comunidade. Tomam a frente nos movimentos leigos como Apostolado da Oração, Renovação Carismática Católica, Cursilho, Shoenstatt, equipes de Nossa Senhora, etc.

 

Dentre todos os cristãos leigos merecem destaque os catequistas. A eles, a Assembleia de Aparecida manifesta seu sincero reconhecimento (DA, 295). Pela sua importância nas comunidades, o último domingo de agosto reserva lugar especial para esta vocação. Num tempo onde sempre menos as famílias conseguem iniciar seus filhos na fé cristã, o trabalho dos catequistas ganha relevância. Sem eles, a fé cristã seria bem menos sólida.

 

Na Diocese de Santa Cruz temos a graça de contar com aproximadamente 3 mil catequistas que fazem seu trabalho de forma gratuita. São pessoas de ambos os sexos, variadas idades e diferentes níveis culturais. No dia 20 de novembro, esperamos encontrar todos eles em Lajeado, no Encontrão Diocesano. O tema motivador é: “Catequese, encontro com Jesus no caminho da Palavra, da partilha e da missão”.

 

A todas as pessoas batizadas na Igreja Católica e que se empenham em dar testemunho da sua fé, o nosso reconhecimento. Às pessoas que assumem funções específicas nas comunidades, o nosso incentivo. Aos catequistas a nossa gratidão. Que Deus abençoe a todos! [Fonte: CNBB]

 

Quando se pede respeito pela verdade, nem que seja só um pouco, tudo se torna duvidoso. (Santo Agostinho)