Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sétima Semana do Tempo Comum, Ano “A”, 3ª Semana do Saltério, Livro III, cor, Litúrgica Verde

 

 

Santos: Adeltrudes de Maubeuge (abadessa), Ananias e Companheiros (mártires da Fenícia), Avertano de Limoges (religioso carmelita), Cesário Nazianzeno (irmão de São Gregório Nazianzeno), Donato, Justo, Herena e Companheiros (mártires da África), Etelberto de Kent (rei), Gerlando de Girgenti (bispo), Tarásio de Constantinopla (bispo), Vitorino e Companheiros (mártires de Dióspole, em Tebaida, no Egito), Walburga de Eichstadt (abadessa, foi filha do rei São Ricardo e sobrinha de São Bonifácio, apóstolo da Alemanha; teve dois irmãos santos: São Wilibaldo e São Winibaldo), Adelelmo de Engelberg (abade, bem-aventurado), Constantino (religioso, bem-aventurado), Sebastião Aparício (franciscano, bem-aventurado), Tiago Carvalho e Companheiros (jesuítas, mártires, bem-aventurados), Vitor de São Galo (monge, bem-aventurado).

 

Antífona: Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez. (Sl 12,6)

 

Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Livro do Eclesiástico (Eclo 5,5-17)
Um amigo fiel é um bálsamo de vida

5Uma palavra amena multiplica os amigos e acalma os inimigos; uma língua afável multiplica as saudações. 6Sejam numerosos os que te saúdam, mas teus conselheiros, um entre mil. 75e queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. 8Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. 9Há amigo que passa para a inimizade, e que revela as desavenças para te envergonhar. 10Há amigo que é companheiro de mesa e que não persevera no dia da necessidade. 11Quando fores bem sucedido, ele será como teu igual e, sem cerimônia, dará ordens a teus criados. 12Mas, se fores humilhado, ele estará contra ti e se esconderá da tua presença. 13Afasta-te dos teus inimigos e toma cuidado com os amigos. 14Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro. 15Ao amigo fiel não há nada que se compare, é um bem inestimável. 16Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão encontrá-lo. 17Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Ao amigo fiel não há nada que se compare

Existe uma amizade humana que está entre os mais altos valores da vida. E existe uma amizade no Senhor, ainda mais constante e profunda, que se torna “comunhão” na Igreja. Estamos longe ainda, no livro do Sirácida, da profundeza que terão essas amizades espirituais na era cristã. Jesus chamará amigos a seus discípulos até na hora da traição, a revela que não existe amizade quando não se é capaz de renunciar a si próprio e à vida em favor dos amigos. (Jo 15,13) [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 119/118, 12.16.18.27.34.35  (R/.35a)
Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!

 

Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me!

Minha alegria é fazer vossa vontade; eu não posso esquecer vossa palavra.

Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei!

Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!

Dai-me o saber, e cumprirei a vos­sa lei, e de todo o coração a guardarei.

Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 10,1-12)

O que Deus uniu o homem não separe!

Naquele tempo, 1Jesus foi para o território da Judéia, do outro lado do rio Jordão. As multidões se reuniram de novo, em torno de Jesus. E ele, como de costume, as ensinava. 2Alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. 3Jesus perguntou: "O que Moisés vos ordenou?" 4Os fariseus responderam: "Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedida". 5Jesus então disse: "Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este manda­mento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus uniu, o homem não se­pare!" 10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. 11Jesus respondeu: "Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Dt 24,1-4; Mt 5,31-32; 19,1-9; Lc 16,18

 

 

Comentando o Evangelho

O que Deus uniu

 

A mentalidade divorcista não encontrou respaldo no ensinamento de Jesus. Sua defesa intransigente do matrimônio chocava-se com a prática dos escribas e fariseus, para os quais o divórcio era lícito. Discutia-se apenas acerca dos motivos que o marido podia aduzir para repudiar sua mulher. Alguns rabinos eram muito severos, só aceitando o divórcio em certas situações sérias. Outros, pelo contrário, eram favoráveis a ele, mesmo por coisas banais. Em ambos os casos, era a mulher quem ficava numa situação desfavorável, fragilizada por não ter direitos contra seu esposo.

 

Jesus posicionou-se a favor do matrimônio, mas tam­bém da mulher. O matrimônio não pode ser desfeito, pois nele intervém o próprio Deus. Ele é quem une o casal, fazendo com que o homem e a mulher tornem-se uma só carne. A palavra de Deus não pode ser desdita pelo ser humano, nem manipulada a seu bel-prazer. Se Deus uniu, deve ficar unido para sempre. Este é o autêntico matrimônio, e deve ser respeitado.

 

Sendo assim, o marido deve reconhecer a dignidade de sua mulher, não lhe sendo permitido tratá-la como se fosse um objeto. Ambos estão de tal forma unidos, a ponto de já não serem mais dois, e sim, uma só carne. Por conseguinte, o divórcio não é permitido, pois marido e mulher não podem privar-se de uma parte de si mesmos. Que os maridos respeitem suas mulheres, e estas, a eles!. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA (ANO C), Paulinas, 1997.]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

 

-Pela Igreja, esposa de Cristo, rezemos. Ouvi-nos, Senhor.

-Pelas pessoas enganadas por falsas amizades, rezemos.

-Pelos casais que passam por dificuldades de convivência, rezemos.

-Pelos que renunciam ao matrimônio por causa do reino, rezemos.

-Pelos amigos que caminham ao nosso lado, rezemos.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ao celebrar com reverência vossos mistérios, nós vos suplicamos, ó Deus, que os dons oferecidos em vossa honra sejam úteis à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas narrarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 9,2-3)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos alcançar a salvação eterna, cujo penhor recebemos neste sacramento. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

Santa Valburga

 

Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo. Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes. Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.

 

Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região. Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.

 

Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres. (www.paulinas.org.br)

 

Evangelizar: Acolhendo, Renovando e Servindo

Dom Bruno Gamberini, Arcebispo Metropolitano de Campinas

 

Evangelizar! Essa é a Missão da Igreja. Essa é a Missão de cada um de nós, batizados na água e no Espírito. Diz o Apóstolo Paulo que o anúncio do evangelho de Jesus Cristo é antes de tudo uma necessidade que se impõe a cada um de nós. E completa: “Ai de mim, se eu não evangelizar”.

 

O mundo passou por uma mudança radical nas últimas décadas. Nós, que nascemos nas décadas de 1950 e 1960, vivenciamos profundamente essa transformação para uma sociedade caracterizada pela valorização do conhecimento. Nós vivemos a Era da Informação, ou Era Digital, onde o poder está com quem tem informações e conhecimento.

 

Estamos impressionados com a velocidade com que as coisas acontecem. Parece, até, que os dias ficaram mais curtos, que o tempo passa mais rápido. As notícias circulam pelo mundo em tempo real, conforme os fatos vão acontecendo. Muitas pessoas não conseguem mais viver sem um telefone celular, que já não é apenas um telefone, mas um computador de bolso interligado ao mundo, com capacidade de armazenamento e velocidade de processamento incríveis.

 

Os jovens, principalmente, estão inseridos e conectados nesse mundo virtual, que tornou-se o mundo real imaginado. O espaço físico ficou diminuto nas telas dos computadores. Assim, temos amigos em todas as partes do mundo com quem conversamos através dos softwares de relacionamento. Não é mais preciso sair do próprio quarto para reunir os amigos. Basta que todos estejam conectados, sem a necessidade de sair de casa.

 

Dizem os especialistas que estar inserido nessa Era da Informação é uma questão de sobrevivência para as organizações. Assim, nós não podemos estar estacionados no tempo. Como diz o Papa, precisamos usar dos meios eletrônicos para continuar a nossa Missão de anunciar Jesus Cristo. O mundo mudou, a tecnologia avançou, as relações humanas estão diferentes, mas Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre.

 

Por isso A Arquidiocese de Campinas tem incentivado e investido bastante no aprimoramento técnico e humano da Assessoria de Comunicação. Uma equipe jovem e experiente, que conhece a Igreja e a Arquidiocese e sabe usar dos novos recursos para estar conectada com mundo e, principalmente, com o povo de nossa Igreja Particular.

 

Vamos em frente, sempre juntos. Um novo site, onde os internautas encontram todas as informações das Comunidades, Paróquias, Comissões, Movimentos e Organismos da Arquidiocese. A Web Rádio e TV Imaculada, com programação variada, dinâmica e de interesse para todas as pessoas. Mensagens de fé e esperança para tantos que procuram na internet uma palavra de conforto. A revista A Tribuna com diagramação moderna, atraente e com rico conteúdo. O sistema Ecclesia desenvolvido pela Assessoria de Informática e implantado em todas as Paróquias. A Pastoral da Comunicação, presente nas Comunidades e Paróquias, dando nova dinâmica às celebrações, no auxílio às equipes de liturgia e na criação de novos meios de comunicação. O Ambiente Virtual de Formação, usando da web para formar agentes da Arquidiocese e do mundo. O atendimento à Imprensa oficial, sempre com a atenção e o carinho que temos pelos profissionais de comunicação dos jornais, rádios e tvs. O nosso programa de Rádio Povo de Deus, diariamente na Rádio Brasil de Campinas e a Mensagem de Fé na Rádio Central. E tantos outros projetos que estão sendo colocados em prática.

 

A Assessoria de Comunicação está a serviço da Igreja. Por isso é compromisso, também, de todos nós, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas e agentes de pastoral nos comprometermos com esse trabalho, enviando e divulgando informações, sugerindo, criticando, fazendo parte integrante desse grande Mutirão Virtual, que evangeliza o mundo real.

 

Rogo a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, sob a intercessão de Maria Imaculada, que continue abençoando esse trabalho dinâmico da Assessoria de Comunicação, na tarefa de anunciar a Boa Nova através de todos os meios disponíveis.

 

Aconteceu no dia 25 de fevereiro:

1551: Criação da Diocese de São Salvador da Bahia, pelo Papa Júlio III

 

O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã.

Nela repousa a esperança. (Frank Lloyd Wright)