Sexta-feira, 24 de setembro de 2010

25º Do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Soldador.

 

Santos: Geraldo de Csanad (1046, monge beneditino veneziano), Germano, Pacífico, Geremário, Isarno (1043), Pacífico de São Severino (confessor franciscano da 1ª ordem)

 

Antífona: Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu

Deus para sempre.

 

Oração: Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do

Espírito Santo.

 

 

Leitura: Eclesiastes (Ecl 3, 1-11)
Tudo tem seu tempo

 

1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo buscar tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

 

9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Obsrvei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes, no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza. Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

Há um momento oportuno para tudo 
que acontece debaixo do céu

 

Há um matiz importante, até decisivo, nesta enumeração de contrastes: só a metade das ocupações humanas é sinistra. A conclusão é que o desígnio de Deus é verdadeiramente incompreensível. O homem tem apenas a certeza de que a uma ação sucederá seu contrário. O homem não é senhor do instante em que se opera o revezamento da situação. Não domina a alternativa que vai ritmando o tempo. Esta verificação é um apelo desesperado. Sim, o tempo passa, mas esse incessante desaparecer do tempo não é apenas morte. E também nascimento. O homem arranca-se a cada instante do presente. Mas esta necessidade não é puramente negativa, já é experimentar o poderoso apelo de Deus.

 

Isso quer dizer que o instante sucessivo não o recebemos somente da vida, mas de uma vida em que Deus entrou. A Eucaristia faz-nos participar no mistério de Deus que se inseriu na nossa história. Sobre isso se fundamenta nossa libertação e alegria. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

Salmo Responsorial: 143(144), 1a e 2abc.3-4 (R/.1) 
Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

1aBendito seja o Senhor, meu rochedo. 2aEle é meu amor, meu refúgio, 2blibertador, fortaleza e abrigo. 2cÉ meu escudo: é nele que espero.

 

3Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? 4Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.

 

Evangelho: Lucas (Lc 9, 18-22)
Jesus impede aos discípulos de falarem ao povo quem ele é

 

Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: "Quem diz o povo que eu sou?" 19Eles responderam: "Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou". 20Mas Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.

 

22E acrescentou: "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 16, 13-23; Mc 8, 27-33; Jo 6, 67-71

 

 

Comentando o Evangelho do Dia

Uma questão fundamental

 

Num momento de oração, Jesus questiona os discípulos acerca de uma questão fundamental, formulada em duas etapas. Na primeira, a pergunta – “Quem sou eu, na opinião do povo?” – visa explicitar a maneira como a pessoa de Jesus era considerada por quem o ouvia, era beneficiado por seus milagres e tinha notícias de seus grandes feitos. Enfim, gente sem muita proximidade com ele.


As respostas, elencadas pelos apóstolos, trazem a marca das tradições messiânicas populares. Aí, o Messias é identificado com algum dos profetas do passado, cuja reaparição, na história humana, era sinal da chegada do fim dos tempos.


Na segunda etapa, a pergunta consistiu em saber o pensamento dos discípulos: “Para vocês, quem sou eu?” Tendo privado da intimidade de Jesus, deveriam estar em condições de dar uma resposta mais próxima da realidade, condizente com a verdadeira identidade de Jesus.


É Pedro quem se adianta e responde, em nome do grupo: “Tu és o Cristo de Deus!” Esta resposta revelou, na verdade, um avanço em relação à mentalidade popular. Mais que algum personagem do passado, Jesus era o Ungido, enviado por Deus ao mundo. Sua presença era sinal do amor de Deus pela humanidade.


Apesar de estar correta essa resposta, foi necessário que Jesus acrescentasse algo que os próprios discípulos desconheciam. Embora sendo o Cristo de Deus, Jesus estava para se defrontar, não com um destino de glória, mas sim, de sofrimento, de morte e de ressurreição. Esta era a vontade do Pai!
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A oração de Jesus é o contexto da confissão dos apóstolos por meio de Pedro. Como a indicar que além da confissão esconde-se uma profundidade insondável. Jesus pergunta numa espécie de resumo de sua atividade até agora e apresentando o futuro. Propõe a pergunta fundamental, “quem sou eu”, em dois tempos, para que a resposta dos discípulos se destaque sobre as opiniões do povo. A pergunta é desafiadora (não simples curiosidade ou inquietação, como as de Herodes), e se dirige a todos. Cada um tem de dar sua resposta. O povo, com todo o seu entusiasmo, não ultrapassa o nível profético ou o nível de João. Na cena evangélica, Pedro responde como cabeça de todos. A eles foi dado conhecer o segredo do reinado de Deus. O Messias de Deus é o Ungido de Deus: primeiro título de Saul, depois do monarca descendente de Davi. Na boca de Pedro, significa o Messias esperado. Por ora, não deve divulgá-lo, para evitar interpretações equivocadas.  (Bíblia do Peregrino)

 

 

São Gerardo Sagredo

 

 

 

 

Gerardo Sagredo, filho de pais ilustres e piedosos, nasceu no ano 980, em Veneza, Itália. Sagrado sacerdote beneditino, foi como missionário para a Corte da Hungria, onde, depois de ser orientador espiritual e professor do rei Estêvão I, uniu-se ao monarca, também santo da Igreja, para converter seu povo ao cristianismo. Decisão que o santo monarca tomou ao retornar do Oriente, onde, em peregrinação, visitara os lugares santos da Palestina. O rei, então, pediu a Gerardo que o ajudasse na missão evangelizadora, porque percebera que Gerardo possuía os dotes e as virtudes necessárias para a missão, ao tê-lo como seu hóspede na Corte.
Educado numa escola beneditina, Gerardo recebeu não só instrução científica como também a formação religiosa: entregou-se de corpo, alma e coração às ciências das leis de Deus e à salvação de almas. Aliás, só por isso aceitou a proposta do santo monarca. Retirando-se com alguns companheiros para um local de total solidão, buscou a inspiração entregando-se, exclusivamente, à pratica da oração, da penitência e dos exercícios espirituais. Mas assim que julgou terminado o retiro, e sentindo-se pronto, dedicou-se com total energia ao serviço apostólico junto ao povo húngaro.


Falecendo o bispo de Chonad, o rei Estêvão I, imediatamente, recomendou Gerardo para seu lugar. Mesmo contra a vontade, Gerardo foi consagrado e assumiu o bispado, conseguindo acabar, de uma vez por todas, com a idolatria aos deuses pagãos, consolidando a fé nos ensinamentos de Cristo entre os fiéis e convertendo os demais.


Uma das virtudes mais destacadas do bispo Gerardo era a caridade com os doentes, principalmente os pobres. Conta a antiga tradição húngara que ele convidava os doentes leprosos para fazerem as refeições em sua casa, acolhendo-os com carinhoso e dedicado tratamento. Até mesmo, quando necessário, eram alojados em sua própria cama, enquanto ele dormia no duro chão.

Quando o rei Estêvão I morreu, começaram as perseguições de seus sucessores, que queriam restabelecer o regime pagão e seus cultos aos deuses. O bispo Gerardo, nessa ocasião, foi ferido por uma lança dos soldados do duque de Vatha, sempre lutando para levar a fiéis e infiéis a verdadeira palavra de Cristo. Gerardo morreu no dia 24 de setembro de 1046.


As relíquias de são Gerardo Sagredo estão guardadas em Veneza, sua terra natal, na igreja de Nossa Senhora de Murano. E é festejado pela Igreja Católica, como o "Apóstolo da Hungria", no dia de sua morte.
[www.paulinas.org.br]

 

Em honra da mais pura das violetas a primavera abre as mais lindas rosas

e pinta de outro e azul as borboletas. (Gustavo Teixeira)