Sexta-feira, 23 de julho de 2010

Décima Sexta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Guarda Rodoviário

 

Santos: Ana de Constantinopla (virgem, eremita), Apolinário de Ravena (bispo, mártir), Apolônio e Eugênio (mártires), João Cassiano (abade), Libório de Le Mans (bispo), Primitiva de Roma (virgem, mártir), Rasifo de Roma (mártir), Valeriano de Cimiez (bispo).

 

Antífona: É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53, 6.8)

 

Oração do Dia: Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Jeremias (Jr 3, 14-17)
Jeremias anuncia o fim do exílio

 

14”Convertei-vos, filhos, que vos tendes afastado de mim, diz o Senhor, pois eu sou vosso Senhor; vou tomar-vos, um de uma cidade e dois de uma família, e vos reconduzirei a Sião; 15eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentarão com clarividência e sabedoria.

 

16Quando vos tiverdes multiplicado e crescerdes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, não se falará mais da arca da aliança do Senhor; ela não virá à memória de ninguém, não se lembrarão dela, não a procurarão nem fabricarão outra.

 

17Naquele tempo, chamarão Jerusalém Trono do Senhor, em torno dela se reunirão, em nome do Senhor, todos os povos; eles não se deixarão mais levar pelas inclinações de um coração mau.” Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Eu vos darei pastores segundo o meu coração

 

Eis um “retorno” que, em seus elementos essenciais, está em ato no mundo da redenção de Cristo; um “retorno” que o Concílio nos chama a efetuar mais largamente. Do “extravio” cumpre voltar a Deus pelo “caminho” reto que é Jesus. O fato de não mais se encontrar a arca da aliança indica que a aliança entrou definitivamente nos corações, e o sinal é a concórdia entre povos e reinos diversos. Todos podem e devem “reunir-se” no Senhor. Por certo, hoje o mundo descobriu de modo vivo a dimensão social da humanidade: Cristo a confirma e eleva, sua Igreja é “convocação de povos”. Nós, cristãos, temos assim uma mensagem vital a testemunhar com nosso agir: vivermos todos como irmãos no Cristo. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Cântico: Jr 31, 10.11-12ab.13 (R/.cf.10d)
O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho

 

Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho! 
 
Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor: 
 

Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. 

 

Evangelho: Mateus (Mt 13, 18-23)
Parábola do semeador
 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18Ouvi a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 
 
20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 
 
22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta. Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mc 4, 13-20; Lc 8, 11-15

 

 

Comentando o Evangelho

Uma explicação necessária

 

Em alguns casos, Jesus ofereceu aos discípulos pistas para a compreensão das parábolas. Sua explicação, contudo, não esgotava a riqueza de sentidos que elas continham. As parábolas deviam ser sempre mais exploradas por quem as lesse, buscando iluminar com elas a própria existência. Contextos diferentes revelariam mensagens diferentes escondidas no texto.


Jesus entendeu que a semente é a Palavra de Deus semeada no coração humano. Os diversos tipos de terreno correspondem aos diversos tipos de coração, com os respectivos modos de acolher a Palavra.


É ingênuo pensar que todas as pessoas acolherão a Palavra de igual maneira. Uns a receberão de forma tão superficial, a ponto de a Palavra se perder imediatamente, sem sequer começar a criar raízes. Outros a acolherão aparentemente com boa disposição e alegria. No entanto, por serem incapazes de fazer frente às dificuldades provenientes de sua opção, acabarão por deixar a Palavra se perder. Outros, ainda, aceitarão a Palavra sem muito discernimento, sem refletir sobre suas exigências. Por isso, quando ela questionar seu modo mundano e egoísta de proceder, preferirão deixá-la de lado e seguir adiante em busca de prazer. Por fim, existe também quem acolherá a Palavra com boa disposição, e aguentara as consequências de sua escolha. Nem todos, porém, darão frutos na mesma proporção.
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A semente é a pregação do Reino por Jesus; a terra boa é a disposição apropriada, as terras ruins são as disposições inadequadas; as sementes férteis são os discípulos; as sementes perdidas são os descrentes. As terras ruins são ainda a falta de compreensão, a superficialidade e a divisão dentre de sim mesmo. Os obstáculos correspondentes à fé são o “Maligno”, a tribulação ou a perseguição e o cuidado do mundo e a sedução das riquezas. Na terra boa, entretanto, a mensagem de Jesus é recebida e produza resultados notáveis. Comentário Bíblico. Vol.3, Loyola)

 

Santa Brígida da Suécia

 

 

 

Esta santa é contemporânea de Santa Catarina de Sena, tendo ambas em comum a personalidade carismática, pacífica e mística. Casada antes dos dezoito anos com o nobre Ulf Gudmarsson, teve oito filhos.

 

Sua formação cristã rígida desde pequena já incentivava a sua inclinação à religião. Em uma das peregrinações que fez com seu marido, visitando o célebre Santuário de Compostela, seu marido, muito devoto, decidiu ficar em um mosteiro próximo ao santuário onde, inclusive, já estava um de seus filhos dedicando-se à vida religiosa. Brígida segue o exemplo e também abraça a ordem monástica. Nessa nova ordem, ela põe em prática seu sonho de construir um mosteiro duplo: nele viveriam homens e mulheres, onde o único lugar onde se reuniam juntos, era no momento da oração na Igreja e procuravam viver em plena comunhão com Deus.

 

Escreveu oito volumes chamado "Revelações". Extraordinária figura, seguiu as regras de Santo Agostinho e se concretizou em 78 mosteiros espalhados por toda a Europa. Localizado em Vadstena, o mosteiro recebeu o apoio do rei da Suécia.

 

A Ordem foi aprovada pelo papa Urbano V e após a morte de Santa Brígida, passou a ser dirigida por sua própria filha, santa Catarina. Brígida da Suécia foi canonizada em 1391, dezoito anos após sua morte.

 

A primeira condição de quem escreve é não se aborrecer. (Machado de Assis)