Sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Segunda Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)
Santos do Dia: Ananias de Damasco (citado em At 9,10-19, mártir), Apolo de Heliópolis (abade), Artemas de Pozzuoli (mártir), Donato, Sabino e Ágape (mártires de Antioquia), Joel de Pulsano (abade), Juventino e Maximino (mártires de Antioquia), Públio de Zeugma (abade).
Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: Hebreus (Hb 8, 6-13)
Em Cristo, Deus fez uma aliança com os homens
Irmãos, 6agora, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. 7De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito, não se procuraria estabelecer uma segunda. 8Com efeito, Deus adverte: “Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. 9Não como a aliança que eu fiz com os seus pais, no dia em que os conduzi pela mão para fazê-los sair da terra do Egito. Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança; por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor.
10Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel, depois
daqueles dias – diz o Senhor: colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei
no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11Ninguém
mais ensinará o seu próximo, e nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’
Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. 12Porque
terei misericórdia das suas faltas, e não me lembrarei mais dos seus pecados”. 13Assim, ao
falar de nova aliança, declarou velha a primeira. Ora, o que envelhece e se
torna antiquado está prestes a desaparecer. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Cristo é o mediador de uma aliança bem melhor
A nova aliança, mais perfeita, terá suas raízes não mais num código de leis exteriores, mas no próprio coração do homem, que Deus tornará “novo” mediante do dom do Espírito.
O cristão é esse “homem novo”. Novo não simplesmente porque, um dia com o batismo recebeu a vida nova, mas porque na Igreja Cristo “renova” continuamente os crentes. A ação sacramental da Igreja não é mero rito purificatório, como as antigas abluções: aqui, é Cristo que purifica interiormente e faz cada crente ouvir a consoladora verdade das palavras do Pai: “Perdoarei suas iniqüidades e não me recordarei mais de seus pecados”. O próprio poder transmitido aos apóstolos de expulsar demônios tem também o significado de uma vida que se renova, pela libertação do pecado, e encontra nos sacramentos da penitência e da Eucaristia a expressão significativa e eficaz.
Salmo: 84 (85), 4 e 10.11-12.13-14 (+ 11a)
A verdade e o amor se encontrarão
8Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, concedei-nos também vossa salvação! 10Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.
11A
verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; 12da terra brotará a
fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.
13O
Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14a justiça andará na
sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.
Evangelho do Dia: Marcos (Mc 3, 13-19)
Chamados pelo nome para estar com Jesus
Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "filhos do trovão"; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. Palavra da Salvação!
Essa passagem bíblica também está presente nos seguintes sinóticos
Mt 10, 1-4; Lc 6, 12-16 (A Instituição dos Doze)
Comentário do Evangelho[2]
O chamado dos doze
O chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus. Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham que o Pai e seu Reino constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo quando ele dizia ou fazia.
A
presença dos doze, no ministério de Jesus, expressa sua disposição de partilhar
com eles a missão recebida do Pai. Como Jesus, os doze teriam a tarefa de
pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e expulsar os demônios, manifestando,
assim, a eficácia do Reino na vida de quem era oprimido por forças malignas.
Desde
o início, o relacionamento entre Jesus e seus companheiros de missão foi de
proximidade e confiança. Não era usual esta forma de os mestres tratarem seus
discípulos. Em geral, a veneração do discípulo pelo mestre exigia que se
mantivesse uma respeitosa distância entre eles. Era uma forma de sublinhar o
desnível da relação: superioridade do mestre – inferioridade do discípulo,
sabedoria de um – ignorância do outro etc.
Fazendo-se
próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre
irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de
sua missão e destino.
Para sua reflexão pessoal[3]
Santo Idelfonso[4]
Santo Idelfonso nasceu na época medieval, em 606 (Toledo, Espanha). Ainda menino, deixou Toledo para estudar em Sevilha. Lá recebeu aulas de santo Isidoro que lhe ensinou fortes princípios religiosos. Quando retornou à sua terra natal já estava resolvido a abraçar a vida religiosa e nem mesmo os pais conseguiram demovê-lo dessa idéia. Optou pelo Mosteiro de Agália, dirigido pelos Beneditinos e graças ao seu jeito sempre amigo e prestativo, conquistou a amizade de muitos monges. Por ocasião da morte de seu superior, elegeram-no abade, cargo que ocupou durante 15 anos. Nesse período participou de muitos concílios importantes de Toledo, em 653 e 655, recebendo o título de arcebispo. Mariano, de corpo e alma, usou de todo seu talento para exaltar a Virgem Maria. Seus exemplos foram tão forte que atravessaram fronteiras, chegando até nós. Ela lhe apareceu na Catedral, na véspera da festa do nascimento de Jesus e em meio a um coro celestial entregou ao santo uma casula, espécie de paramento religioso. Receber um presente de Nossa Senhora... O que dizer mais sobre santo Ildefonso? Morreu na Agália, onde viveu, no ano 667, aos 61 anos de idade. (www.asj.org.br)
Se a meta principal de um capitão fosse preservar seu barco, ele o
conservaria no porto para sempre. (Santo Tomás de Aquino)