Sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

II Semana do Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 2ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Artêmio de Clermont (bispo), Urbano, Prilidiano e Epolônio (mártires de Antioquia), Bertrando de Saint Quentin (abade), Exuperâncio de Cingoli (bispo), Feliciano de Foligno (bispo) e Messalina (virgem), (mártires), Macedônio Critófago (eremita de Antioquia), Mardônio, Musônio, Eugênio e Metélio (mártires de Neocesaréia de Mauritânia), Surano de Sora (abade), Zâmio de Bolonha (bispo), Felix O'Dullany (bispo, bem-aventurado), João Grove (mártir, bem-aventurado), Marcolino de Forli (dominicano, bem-aventurado), São Vicente Pallotti, William da Irlanda (jesuíta, mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome. Deus altíssimo! (Sl 65,4)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 24, 3-21)
Davi poupa Saul

 

Naqueles dias, 3Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta, 5e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: 'Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres"'. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul.

 

6Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 7e disse aos seus homens: "Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor". 8Com essas pa­lavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: "Senhor, meu rei!" Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: "Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te, poupei4e a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, 12e meu pai. Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levanta­rei a minha mão contra ti. 14”Dos ímpios sairá a impiedade", diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem per­segues? Um cão morto! E uma pulga!

 

16Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos 17Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: "É esta a tua voz, ó meu filho Davi?" E começou a clamar e a chorar. 18Depois disse a Davi: "Tu és mais justo do que eu, por­que me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20Qual é o homem que, encontrando o seu inimi­go, o deixa ir embora tranqüilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21Agora, eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel". Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Não levantarei a mão contra ele, pois é o ungido do senhor

 

Para quebrar a espiral da violência, para romper a cadeia do ódio, só há um meio: o perdão. O perdão é a vitória de Deus: muitos fatos da história dão prova disso; a história da salvação é uma história de perdão. Mas é também a vitória do homem: renunciando à vingança, à desforra, e por vezes, até a uma reivindicação justa, renovemos o motivo da ira e a necessidade de fazer justiça. A Igreja e os cristão devem ser no mundo promotores da paz, devem criar um clima de reconciliação., intercâmbio e fraternidade em todos os níveis. Não há relacionamento humano, por mais leve que seja, que não possa ser melhorado pelo perdão. É quase inútil recordar que na medida que perdoamos os outros é que seremos perdoados. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 56(57), 2.3-4.6 e 11 (R/2a)

Piedade, Senhor, tende piedade

 

Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se abriga a minha alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a tormenta, Senhor!

 

Lanço um grito ao Senhor Deus altíssimo, a este Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade!

 

Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade!

 

 

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 3, 13-19)

Chamados pelo nome para estar com Jesus

 

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "filhos do trovão"; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. Palavra da Salvação!

 

 

Sinóticos: Mt 10, 1-4; Lc 6, 12-16 (A Instituição dos Doze); Leituras paralelas: Jo 1, 40-44; At 1,13

 

 

 

Comentando o Evangelho

O chamado dos doze

 

O chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus. Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham que o Pai e seu Reino constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo quando ele dizia ou fazia.

 

A presença dos doze, no ministério de Jesus, expressa sua disposição de partilhar com eles a missão recebida do Pai. Como Jesus, os doze teriam a tarefa de pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e expulsar os demônios, manifestando, assim, a eficácia do Reino na vida de quem era oprimido por forças malignas.

 

Desde o início, o relacionamento entre Jesus e seus companheiros de missão foi de proximidade e confiança. Não era usual esta forma de os mestres tratarem seus discípulos. Em geral, a veneração do discípulo pelo mestre exigia que se mantivesse uma respeitosa distância entre eles. Era uma forma de sublinhar o desnível da relação: superioridade do mestre - inferioridade do discípulo, sabedoria de um - ignorância do outro etc.

 

Fazendo-se próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de sua missão e destino. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

 

Para sua reflexão: Eis dois elementos importantes para o discípulo do Messias: (1) “estar com Jesus”, isto é ser “companheiro” do Senhor, ser aprendiz e, para aprender com Jesus é necessário estar com ele; (2) “ser chamado por ele”, isto é, ser possuído por ele, ficar sob o controle dele, compartilhar um pouco do seu poder. Quando nós somos batizados “em nome de Jesus” significa dizer que estamos sendo convidados para ser companheiros (discípulos ou seguidores) do Senhor ressuscitado e aprender com ele como participar da sua missão e de seu poder. Mas ser discípulo do Senhor requer uma contrapartida nossa: a renúncia do pecado e de tudo que não é do agrado de Deus. É ter uma vida reta e seguir o seu evangelho. Não é fácil, mas é a nossa única opção de sucesso verdadeiro e absoluto; o resto é relativo! Responda para si: considero-me um discípulo fiel do Senhor? Como

 

São Vicente

 

O mártir Vicente era diácono de Saragoça, na Espanha - homem eminente pela doutrina e pelo zelo. Estava a serviço do bispo Valério, que, por ser doente, servia-se dele também na pregação oficial.

 

Acusados como cristãos, na perseguição de Diocleciano, foram processados e condenados à morte. Para o bispo bastante idoso, o magistrado decidiu mostrar certa demência, condenando-o só ao desterro, ao passo que com Vicente quis usar as torturas mais requintadas. Foi submetido ao acúleo, tortura que consistia em meter puas de cana entre as unhas e a carne; depois os garfos de ferro lhe dilaceraram as carnes; finalmente, foi exposto numa grelha a um fogo lento. As atas do martírio dramatizam até o inverossímil o duelo travado entre os carrascos e Vicente. Às mais cruéis torturas respondia com paciência imperturbável, com coragem sobre-humana, e chegou a pôr em ridículo os meios de coerção usados para dobrar-lhe a vontade. Mesmo depois de morto, seu corpo foi atirado aos urubus, e os restos, ao mar. Era o ano 305.

 

Santo Agostinho dedicou-lhe vários panegíricos, e também Santo Ambrósio e Leão Magno. O poeta Prudêncio dedicou-lhe vários hinos. Por esta celebridade, seu culto entrou no calendário litúrgico.

 

O dízimo nos educa à fraternidade e nos coloca na dimensão amorosa em

que todos somos irmãos e filhos do mesmo Pai. (Pe. Walter J. Brito Pinto)

 

Os sonhos nunca desaparecem sempre que as pessoas não os abandonem.