Sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Santa Inês, Virgem e Mártir, Ofício de Memória, 2ª Semana do Saltério, Livro III, cor Vermelha

 

Hoje: Dia Mundial da Religião e dia nacional do Combate à Intolerância Religiosa.

 

Santos do Dia: Artêmio de Clermont (bispo), Urbano, Prilidiano e Epolônio (mártires de Antioquia), Bertrando de Saint Quentin (abade), Exuperâncio de Cingoli (bispo), Feliciano de Foligno (bispo) e Messalina (virgem), (mártires), Macedônio Critófago (eremita de Antioquia), Mardônio, Musônio, Eugênio e Metélio (mártires de Neocesaréia de Mauritânia), Surano de Sora (abade), Zâmio de Bolonha (bispo), Felix O'Dullany (bispo, bem-aventurado), João Grove (mártir, bem-aventurado), Marcolino de Forli (dominicano, bem-aventurado), São Vicente Pallotti, William da Irlanda (jesuíta, mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: Esta é uma virgem sábia, do numero das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada.

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as crianças mais frágeis, dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 8, 6-13)

Em Cristo, Deus fez uma aliança com os homens

 

Irmãos, 6agora, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. 7De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito, não se procuraria estabelecer uma segunda. 8Com efeito, Deus adverte: “Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. 9Não como a aliança que eu fiz com os seus pais, no dia em que os conduzi pela mão para fazê-los sair da terra do Egito. Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança; por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor. 10Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel, depois daqueles dias – diz o Senhor: colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 11Ninguém mais ensinará o seu próximo, e nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’ Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. 12Porque terei misericórdia das suas faltas, e não me lembrarei mais dos seus pecados”. 13Assim, ao falar de nova aliança, declarou velha a primeira. Ora, o que envelhece e se torna antiquado está prestes a desaparecer. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Cristo é o mediador de uma aliança bem melhor

 

A nova aliança, mais perfeita, terá suas raízes não mais num código de leis exteriores, mas no próprio coração do homem, que Deus tornará “novo” mediante do dom do Espírito.

 

O cristão é esse “homem novo”. Novo não simplesmente porque, um dia com o batismo recebeu a vida nova, mas porque  na Igreja Cristo “renova”  continuamente os crentes. A ação sacramental da Igreja não é mero rito purificatório, como as antigas abluções: aqui, é Cristo que purifica interiormente e faz cada crente ouvir a consoladora verdade das palavras do Pai: “Perdoarei suas iniquidades e não me recordarei mais de seus pecados”.  O próprio poder transmitido aos apóstolos de expulsar demônios tem também o significado de uma vida que se renova, pela libertação do pecado, e encontra nos sacramentos da penitência e da Eucaristia a expressão significativa e eficaz. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 84 (85), 4 e 10.11-12.13-14 (+ 11a)

A verdade e o amor se encontrarão

 

8Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, concedei-nos também vossa salvação! 10Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.


11A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; 12da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.


13O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 3, 13-19)

Chamados pelo nome para estar com Jesus

 

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "filhos do trovão"; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 10,1-4; Lc 6,12-16;9,1; Jo 1,40-49; At 1,13

 

Comentário do Evangelho

O chamado dos doze

 

O chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus. Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham que o Pai e seu Reino constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo quando ele dizia ou fazia.


A presença dos doze, no ministério de Jesus, expressa sua disposição de partilhar com eles a missão recebida do Pai. Como Jesus, os doze teriam a tarefa de pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e expulsar os demônios, manifestando, assim, a eficácia do Reino na vida de quem era oprimido por forças malignas.


Desde o início, o relacionamento entre Jesus e seus companheiros de missão foi de proximidade e confiança. Não era usual esta forma de os mestres tratarem seus discípulos. Em geral, a veneração do discípulo pelo mestre exigia que se mantivesse uma respeitosa distância entre eles. Era uma forma de sublinhar o desnível da relação: superioridade do mestre – inferioridade do discípulo, sabedoria de um – ignorância do outro etc.


Fazendo-se próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de sua missão e destino. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

Prece dos Fiéis (Deus Conosco Dia a dia, Santuário, Et Al)

Para que sejamos fiéis ao nosso batismo, rezemos ao querido Deus. Ó Deus, ouvi-nos!

Para que a Igreja seja muito fiel a sua missão, rezemos ao querido Deus.

Por todos os que testemunham sua fé, rezemos ao querido Deus.

Para que Santa Inês nos ajude a viver no amor, rezemos ao querido Deus.

Por todos os que sofrem rezemos ao querido Deus.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Inês, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que vem o esposo; ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25,6)

 

Oração Depois da Comunhão:

Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo por santa Inês, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Que vive e reina para sempre.  

 

 

Para sua reflexão pessoal: Eis dois elementos importantes para o discípulo do Messias: (1) “estar com Jesus”, isto é ser “companheiro” do Senhor, ser aprendiz e, para aprender com Jesus é necessário estar com ele; (2) “ser chamado por ele”, isto é, ser possuído por ele, ficar sob o controle dele, compartilhar um pouco do seu poder. Quando nós somos batizados “em nome de Jesus” significa dizer que estamos sendo convidados para ser companheiros (discípulos ou seguidores) do Senhor ressuscitado e aprender com ele como participar da sua missão e de seu poder. Mas ser discípulo do Senhor requer uma contrapartida nossa: a renúncia do pecado e de tudo que não é do agrado de Deus. É ter uma vida reta e seguir o seu evangelho. Não é fácil, mas é a nossa única opção de sucesso verdadeiro e absoluto; o resto é relativo!

 

Santa Inês

Muitos foram os santos do século IV da era cristã que, tomados de admiração pela heroicidade do martírio de Santa Inês, celebraram seus louvores. Assim o fizeram o Papa Dâmaso, São Jerônimo, Santo Ambrósio. Este último abriu um de seus panegíricos com as seguintes palavras: "Hoje é natal de uma virgem, sigamos sua integridade; é o natal de um mártir, ofereçamos sacrifícios; é o natal de Santa Inês. Ela teve duplo martírio: o da castidade e o da fé".

 

De fato, hoje ocorre o natal, isto é, o nascimento para o céu, de Santa Inês, virgem, que recebeu a palma do martírio no dia 21 de janeiro de 304, quase contemporaneamente a São Sebastião.

 

O nome Inês deriva de uma palavra grega que significa "casta". Foi, portanto, seu nome uma profecia e um programa de vida, pois Inês ficou sendo, na história da Igreja, o símbolo do pudor e da pureza, por cuja defesa ela se expôs ao martírio.

 

Uma das virtudes novas, introduzidas pelo Cristianismo como expressão de uma concepção integral de viver a religião, foi a  valorização da pureza e da virgindade. A exaltação da virgindade teve, na Igreja dos primeiros séculos, um tom de desafio e, ao mesmo tempo, de triunfo sobre a concepção pagã da vida.

 

Entre as virgens e mártires do tempo das perseguições, uma das mais famosas foi, sem dúvida, Inês. Parece que sua família já era cristã, o que teria possibilitado que ela fosse educada, desde cedo, no amor a Cristo a tal ponto que o escolheu como esposo, consagrando sua virgindade, já na adolescência.

 

Conforme as notícias transmitidas por São Jerônimo e Santo Ambrósio, Inês tinha apenas treze anos quando estourou a perseguição de Diocleciano contra os cristãos. Sendo muito atraente, recebeu vários pedidos de casamento de jovens pagãos, inclusive o filho do prefeito de Roma, o que ela recusou, dizendo-se esposa de Jesus Cristo. Foi, então, acusada de ser cristã e, por isso, presa. De início, o magistrado imperial procurou fazer com que ela apostatasse pela persuasão. Diante da recusa, mostrou-lhe os instrumentos de tortura, ameaçando-a com a morte. Ao que ela respondeu: "Jesus Cristo vela sobre a vida e a pureza de sua esposa e não permitirá que lha roubem. Ele é meu defensor e abrigo. Podes derramar o meu sangue, nunca, porém, conseguirás profanar o meu corpo, que é consagrado a Cristo". O magistrado fê4a arrastar até a imagem dum ídolo para que lhe oferecesse incenso. Enviada depois para uma casa de prostituição, nenhum rapaz ousou aproximar-se dela.

 

Naquele mesmo século o Papa Dâmaso gravou sua história em dezesseis versos sobre sua sepultura, concluindo com esta súplica: "Santa glória da pureza, ínclita mártir, mostra-te benigna às súplicas de Dâmaso". O nome de Santa Inês, um dos mais venerados na devoção popular, entrou no cânon da missa ao lado de outros célebres mártires. O texto litúrgico da missa em sua comemoração põe em evidência a fragilidade inocente de Inês a confundir os poderosos do mundo. No dia de sua festa, na basílica com seu nome, em Roma, são abençoados dois cordeirinhos, símbolos da inocência, de cuja lã são confeccionados os pálios que o papa dá como insígnia aos arcebispos. [Conti, Servilio (Dom): O SANTO DO DIA. Petrópolis. Editora Vozes: 1997. p.42-43]

 

 

Anúncio do Reino

 

Dom Canísio Klaus, Bispo de Diamantino (MT)

 

Em nosso calendário litúrgico, após o domingo do Batismo de Jesus, iniciamos o Tempo Comum. É um tempo privilegiado em que a comunidade aprofunda o mistério pascal; assimila e interioriza a Palavra de Deus no contexto da história; cultiva o compromisso batismal, lembrado e celebrado na Vigília Pascal. Nesta perspectiva, todo domingo deve ser lembrado e cultivado como a páscoa semanal, dia da assembleia e dia da eucaristia.

 

Nos primeiros domingos do Tempo Comum, a liturgia nos apresenta o início da vida pública de Jesus, com o anúncio e o chamado dos primeiros discípulos.

 

Na liturgia da palavra de Deus, neste domingo, Isaías nos fala de uma LUZ, que irá brilhar na Galiléia e que irá iluminar toda a terra. Essa luz eliminará as trevas da opressão e inaugurará o tempo novo da alegria e da paz sem fim.

 

Já o Evangelho, apresenta-nos a realização da profecia de Isaías: “O Povo que vivia nas trevas viu uma grande luz” (Mt 4, 12-23).

 

Jesus é essa luz, que começa a brilhar na Galiléia e propõe a todos os homens, a Boa Nova da chegada do Reino. Os discípulos serão os primeiros destinatários da proposta e as testemunhas encarregadas de levar o “Reino” a toda a terra.

 

Assim Jesus começou sua atividade, numa região pobre e oprimida, no interior do país, longe do centro econômico, político e religioso. Uma região desprezada pelos judeus como “Galiléia dos pagãos”.

 

Jesus deixa Nazaré e dirige-se para Cafarnaum, à margem do Lago, que se tornará o centro de sua atividade apostólica. Começa com o mesmo anúncio de João Batista: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo”.

 

As suas Palavras anunciam essa nova realidade e os seus gestos são sinais evidentes de que Deus começou a sua obra. Jesus logo chama seus primeiros colaboradores, que são pescadores do lago de Genesaré, gente simples, rude, sem muito estudo, mas justos, homens trabalhadores, que sabiam o que é lutar pela vida.

 

E quando ouviram o apelo de Cristo, deixaram tudo e o seguiram: “Venham e sigam-me e farei de vocês pescadores de homens. Eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram”.

 

E foi assim que o Reino de Deus se estabeleceu pelo mundo inteiro, contando sempre com os colaboradores, que hoje chamamos de discípulos e missionários de Jesus Cristo.

 

Cristo precisa ainda hoje de colaboradores para anunciar e testemunhar o Reino de Deus, que pela conversão ajustem suas vidas e centrem seus ideais no plano de amor de Deus.

 

Para que nesse mundo de trevas e violências, brilhe a luz das nações, que é Cristo Jesus, e para que o Reino de Deus seja anunciado e se estabeleça em toda a humanidade, Cristo conta conosco. Ele aguarda o nosso SIM generoso ao seu CHAMADO.

 

Santa Cruz do Sul, aos 20 de janeiro de 2011, na festa de São Sebastião Mártir. [CNBB]

 

Aconteceu no dia 19 de janeiro:

1924: Morte de Lenin, líder da revolução socialista Russa

 

 

Vergonha não é ter uma fé, uma religião. Ridículo é negar a Deus por ter

vergonha de segui-lo. (Pe. José Alberto Orlovski)