Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Sexta Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e
minha rocha, para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)
Santos do Dia: Abílio de Alexandria (bispo), Aristeu de Salamis (mártir), Atanásio de Nicomédia (abade), Margarida de Cortona (franciscana terciária), Maximiano de Ravena (bispo), Papias de Hierápolis (bispo), Pascásio de Viena (bispo), Rainério de Beaulieu (monge), Talássio e Lineu (eremitas), Ângelo Portasole (bispo, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: Gênesis (Gn 11, 1-9)
As relações amistosas entre Deus e as pessoas
1Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. 2E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar, e ali se estabeleceram. 3E disseram uns aos outros: "Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo." Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em um lugar de argamassa. 4E disseram uns aos outros: "Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra".
5Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6E o Senhor disse: "Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isto é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuserem. 7Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros."
8E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. 9Por isso, foi chamada Babel, porque foi lá que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e de lá dispersou os homens por toda a terra. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Desçamos e confundamos a sua língua
O resultado do pecado original é a desintegração universal da humanidade, como nos é apresentada na confusão de Babel. É uma avalanche que se desencadeia a cada momento dentro de cada homem, e cada vez destrói a humanidade. É desse modo que a Bíblia, nos onze primeiros capítulos do Gênesis, apresenta e contesta os males do mundo. Há um estreito liame entre o mal pessoal e o mal coletivo. Na origem dos males sociais está o pecado pessoal de ruptura do homem com Deus. E os males sociais, por sua vez, provocam esta ruptura.
A Bíblia não crê que se possa lutar contra a confusão da torre de Babel, contra a destruição causada pelo dilúvio ou contra a violência assassina, a não ser colocando o homem em seu justo lugar diante do Criador. E não o homem sozinho: a reforma pessoal não pode ser separada da vida da sociedade.
Salmo: 32(33), 10-11. 12-13. 14-15 (R/. 12b)
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança
O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar.
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.
Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.
Evangelho: Marcos (Mc 8, 34-9,1)
Quem perder a sua vida por causa de
mim e do evangelho, vai salvá-la
Naquele tempo, 34chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho, vai salvá-la. 36Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? 37E o que poderia o homem dar em troca da própria vida?
36Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos". 9,1Disse-lhes Jesus: "Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão, não morrerão sem antes terem visto o reino de Deus chegar com poder". Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho[2]
O caminho da cruz
O discipulado comporta três atitudes radicais. Tudo começa com a renúncia de si mesmo. E preciso abrir mão dos projetos pessoais e submetê-los às exigências do Reino. Romper com o próprio egoísmo, que faz o indivíduo ensimesmar-se, e colocar o próximo e suas carências no centro de suas preocupações. Deixar de lado os preconceitos e as formas de pensar que não estão de acordo com o projeto do Reino. Positivamente, d renúncia do discípulo supõe aceitar a liberdade própria do Reino, que lhe descortina um horizonte infinito de possibilidades de amar e fazer o bem.
O passo seguinte consiste em tomar a sua cruz. Ou seja, ser capaz de enfrentar as conseqüências de sua opção, sem se intimidar ou deixar arrefecer o entusiasmo inicial. A cruz do discípulo é a cruz do testemunho verdadeiro de sua fé que, ao defrontar-se com a iniqüidade, provoca reações de hostilidade, cujo ápice é a morte cruel e violenta. E também a cruz do desprezo, da rejeição, da zombaria e da exclusão, por causa da fidelidade ao Reino e pela coragem de não pactuar com as solicitações do mal.
Por fim, o discípulo está em condições de aceitar o convite "siga-me", e fazer do caminho de Jesus seu próprio caminho e do projeto dele seu próprio projeto. Quem perde a própria vida, acaba encontrando a verdadeira vida, a que Jesus tem para oferecer.
Santa Margarida de Cortona
Santa Margarida de Cortona nasceu em 1247, em Alviano, Toscana, Itália. Morreu no ano 1297. Foi sepultada em Cortona. Durante sua infância, esta santa teve poucas alegrias. Órfã de mãe viveu sob a crueldade do próprio pai e da madrasta. Fez-se amante de um rico senhor, vivendo no luxo e numa vida fácil. Assim viveu por nove anos, tornando-se mãe de um filho, que mais tarde entrou para a Ordem terceira de São Francisco. Certo dia, seu companheiro foi tragicamente assassinado. Foi encontrado - quando o corpo já se decompunha. Graças a uma cachorrinha de estimação que indicou o lugar do crime. Margarida ficou vivamente impressionada e tocada pela fragilidade humana. Para espanto de todos pôs uma corda no pescoço e se penitenciou publicamente. Ingressou depois na Ordem Terceira de São Francisco, tomando o hábito de penitente, levando uma vida de austeridade, de oração e de serviço aos pobres.
Tudo o que Deus faz é feito sempre com benevolência. Em seu
amor, estamos sempre no abrigo mais seguro. (Pe. José Kentenich)
A cada ano, a Campanha da fraternidade nos propõe um tema-lembrete para ser assumido com seriedade e atenção especial. Louvável iniciativa da Igreja, dos nossos pastores e guias espirituais. O grande perigo é a displicência, o descaso, nossos mil afazeres e preocupações. Aguarde!