Sexta-feira, 18 de junho de 2010

Décima Primeira Semana do Tempo Comum, 3ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Químico

 

Santos: Gregório Barbarigo, Amândio de Bordéus (bispo de Bordeaux), Isabel da Alemanha, Marina, Elisabete (monja na Romênia), Leôncio; Marcelino e Marco (mártires em Roma).

 

Antífona: Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo, tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor, não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26, 7.9)

 

Oração: Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: II Reis (2Rs 11, 1-4.9-18.20)
Ungiram Joás e aclamaram: "viva o rei"

 

 

Naqueles dias, 1quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, 3do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não foi morto. 3E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país.

 

4No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei. 9Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que saíam. vieram para junto do sacerdote Joiada, 10e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor. 11Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até ao esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: "Viva o rei!". 13Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: "Traição! Traição!" 15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: "Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada". Pois o sacerdote havia dito: "Não seja morta dentro do templo do Senhor". 16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até ao palácio, e ali foi morta.

 

17Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18Todo o povo do país dirigiu-se depois ao templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Ungiram Joás e aclamaram: “Viva o rei!

 

“O povo resolveu ser o povo do Senhor” (V.17). Enésima renovação de uma aliança jamais desmentida por Deus, porém freqüentemente em crise no povo. É uma das longas séries de fatos que denotam uma fidelidade ainda vinculada à essência de estruturas adversas. Fidelidade vacilante, que entra em crise todas as vezes que uma moda, uma lei, uma afirmação não conforme à mentalidade religiosa entra em jogo, fazendo cair assim uma proteção externa. O momento da verdade coincide com o desaparecimento de toda falsa segurança. [Missal Cotidiano – Missal da Assembléia Cristã, ©Paulus, 1987]

 

 

Salmo: 131(132), 11.12.13-14.17-18 (R/.13)
O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada

 

O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: "Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!

 

Se teus filhos conservarem minha aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!"

 

Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: "Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!"

 

"De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!"

 
 

Evangelho: Mateus, (Mt 6, 19-23)
Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19"Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão". Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Lc 11, 34-36; 12, 33-35

 

 

Comentando o Evangelho

Onde está o teu coração?

 

A opção que o discípulo fez pelo Reino de Deus revela-se no cotidiano de sua existência. Suas escolhas e preferências são um indicador seguro desta opção que norteia todo o seu agir. Desta forma, fecha-se a porta para a hipocrisia, pois o modo de agir do discípulo revelará onde ele colocou o seu coração. Se foi em Deus, o discípulo jamais absolutizará os tesouros terrenos, que podem enferrujar, ser destruídos ou roubados. O apego desmedido aos bens materiais, com os quais se busca segurança, a salvo de qualquer contratempo, não combina com a confiança na Providência divina. E ilusório contar com eles, por que não servem para consolidar a comunhão do discípulo com Deus. Pelo contrário, podem até se tornar um empecilho.

 

O discípulo sensato busca os tesouros celestes. Como se identificam esses tesouros? Não se trata de algo que está posto no céu, fora da nossa realidade. Tesouro celeste é tudo que contribui para aprofundar os laços entre Deus e o discípulo do Reino. Correspondem a experiências terrenas, mas que transcendem a história. A misericórdia, a solidariedade, a partilha, o perdão, a reconciliação, e atitudes afins, são os tesouros verdadeiros que o discípulo deve desejar. Ao valorizá-los, ele dá testemunho de onde está colocado o seu coração. Neste caso, estará seguramente posto em Deus, por estar voltado para o próximo. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O que se condena é transformar riquezas em ponto de apoio para a existência. Na verdade isso é um ponto de apoio para a fraqueza, pois Jesus condena a maldade da cobiça em sua raiz mais profunda: a idolatria material pelo deus dinheiro. Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará a um e amará a outro ou vice versa. Já a contraposição entre olho bom/olho mau (generosidade/mesquinhez) serve para por em evidência a integridade do discípulo: fixo apenas em Deus e na Palavra, o seu olhar ilumina toda a existência. A falta de luz espiritual é a cegueira pior do que a falta de visão física. O olho simples vê bem, ilumina toda a pessoa (o generoso é luminoso); o olho doente, mesquinho ou invejoso, deixa às escuras. Que o Senhor lhe dê a paz e a sabedoria!

 

 

São Gregório Barbarigo

 

 

Proveniente de uma nobre família de Veneza, ficou órfão de mãe aos 4 anos de idade, mas o pai soube educar a seus filhos com suas atitudes exemplares, sendo confidente e conselheiro, recitando diariamente o pequeno ofício de N.Sra, até sua morte em 1687. Em 1643, aos 18 anos de idade tornou-se secretário do embaixador de Veneza na Alemanha até o ano de 1648, quando conheceu se tornou amigo de um Cardeal que seria um dia, papa: Fábio Chigi. Em 1655 tornou-se sacerdote (30 anos de idade). Foi bispo de Bérgamo e depois cardeal e bispo de Pádua. Sobretudo, nesta última cidade, pôde desenvolver plenamente seu trabalho pastoral, fundando escolas e instituições de caridade. Num período de peste fez o máximo na dedicação ao próximo. Seu coração é venerado no seminário diocesano de Pádua. Neste dia, por ordem do Papa João XXIII, de tão feliz memória, veneramos um santo de ciência e sabedoria admiráveis. Ele foi primeiro do Bispo da terra do Papa João XXIII, Bérgamo. Mais tarde, foi transferido para Pádua. Antes de ser padre e bispo, fora diplomata. Depois, cuidou do estudo das línguas orientais no seminário e fundou até uma imprensa poliglota.

 

Dia do Químico

Química é o ramo da ciência que estuda as alterações e transformações sofridas pela matéria, incluindo solo, água, ar, poluentes, minerais e metais, bem como sua composição e propriedades, a química faz parte da nossa vida há milhões de anos. Provavelmente, um dos primeiros fenômenos, relacionado à química e observado por nossos antepassados, foi a produção do fogo. Seu domínio veio logo a seguir, no período paleolítico, há 400 mil anos. E quem está por trás desta ciência é o químico, realizando ensaios, experimentos, estudos e pesquisas para investigar as reações das substâncias. (IBGE)

Oração do Químico

Pai Nox que estais nos sais; Balanceada seja a vossa nomenclatura; Venha a nox o vosso rênio; Periódica seja a vossa vontade; Assim no ferro como no sal.O pão nox de cada dia nos boroso; Oxidai nossa valência; Assim como oxidamos a quem nos tem Anidrido; Não nos deixeis cair em oxi-redução; E livrai-nos do sal.Ametal. (Prof. Welfinho, Manaus, AM)

 

Consideremos a alegria como elemento importantíssimo para a vida espiritual. (João XXIII)