Sexta-feira, 17 de setembro de 2010

24º Do Tempo Comum (Ano “C”), 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Transportador Rodoviário de Carga

 

Santos: São Cornélio (Bispo de Roma), São Cipriano (Bispo de Cartago) Abúndio, Abundâncio, Marciano e João (mártires de Roma) , Cipriano (bispo e mártir, 258), Cornélio (papa e mártir, 352), Edith de Wilton (filha do Rei Edgar, da Inglaterra, virgem), Eufêmia de Calcedônia (virgem martirizada em 303 na Calcedônia), Eumélia (virgem e mártir, uma das oito mártires irmã de Santa Librada e Marciana, s.II), João Macias (religioso dominicano), Ludmila da Boêmia (avó de São Boleslau, mártir, assassinada pelo próprio neto, 927), Luzia e Geminiano (mártires de Roma, 303), Niniano de Whitehern (bispo, 432), Rogério e Abdala (decapitados pelos mulçumanos em 852), Sebastiana de Heracléia (mártir, convertida por São Paulo), Tomás de Foligno (confessor franciscano, ofs) Victor III (1087),

 

Antífona: Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo eleito: daí a paz àqueles que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam verdadeiros. (Eclo 36, 18)

 

Oração: Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 15,12-20)
Cristo ressuscitou como primícias dos que morreram

 

Irmãos, 12ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado — contra Deus — que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato, ele não o teria ressuscitado — se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos — de todos os homens — os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé

 

Cristo ressuscitou. Pedro, João, Paulo, Lucas e todos os apóstolos lançaram o grito de vitória desencadeado na Igreja primitiva, repetido por toda a geração cristã, para exprimir sua fé e conclamar os homens à esperança. As aparências podem ser contrárias, a experiência pode obscurecer algumas vezes nossa certeza, mas a morte não tem a última palavra. Se Cristo está vivo, se fez de nós pessoas vivas, por que seremos sem audácia ante o chamado realismo do mundo, sem força ante a tentação da dúvida, sem esperança nas estradas da vida, quando Cristo caminha ao vosso lado? A ressurreição de Cristo é nossa força e esperança! [MISSAL DOMINICAL, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 16 (17), 1.6-7.8b e 15 (+15b)  
Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor

 

Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!


Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.


Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

Evangelho: Lucas (Lc 8, 1-3)
Homens e mulheres são chamados ao discipulado

 

Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentando o Evangelho

Colaboradoras na missão


O Evangelho mostra-nos Jesus e sua comunidade itinerante a serviço da Boa Nova do Reino. O ministério do Mestre era exercido em comunhão com colaboradores e colaboradoras, todos voltados para a mesma missão.

 

É fácil de entender que Jesus tivesse colaboradores. Difícil é pensar um Mestre rodeado de discípulas, numa sociedade onde a dignidade das mulheres não era reconhecida. Diríamos, hoje: era uma sociedade machista! No entanto, Jesus mantinha-se imune destes esquemas, não permitindo que influenciassem suas opções.


As colaboradoras de Jesus são todas mulheres que o haviam procurado por padecer de doenças e ser vítimas dos espíritos malignos. Tendo sido beneficiadas pelo Mestre, acabaram por se colocar a serviço dele. Isto por que compreenderam a importância do ministério de Jesus. Como elas, havia tantas outras pessoas vítimas de enfermidades e possessões demoníacas, que precisavam ser curadas pelo Mestre. Por isso, pareceu-lhes sensato colocar seus bens a serviço desta causa nobre. Era a melhor forma de manifestar sua gratidão a Jesus e se mostrarem úteis.
Para o Mestre, pouco importava a condição feminina. Importava-lhe, sim, a disposição interior dessas mulheres. Afinal, como ele, elas estavam dispostas a ser servidoras da humanidade.
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: No desempenho da missão de Jesus, Lucas chama a atenção para a companhia dos Apóstolos e a presença de algumas mulheres. Os Doze serão chamados a ter parte na responsabilidade da missão. A presença de mulheres discípulas em torno de Jesus é um fato excepcional no ambiente palestinense. Maria chamada Madalena aparecerá junto à cruz, na sepultura de Jesus, junto ao túmulo aberto e será a primeira a ver Jesus ressuscitado e anunciá-lo. A ideia de ter sido possuída por sete demônios representa, no mundo judaico, o poder total da ação de Satanás sobre a pessoa. (Cf. Bíblia dos Capuchinhos)

 

São Roberto Belarmino

Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.

 

O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.

 

Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.

 

Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias.

 

Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: "Catecismo", que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas.

 

Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por vinte e sete dias, vindo a falecer também. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. Mas, no segundo, surgiu o novo papa, Paulo V, que imediatamente o chamou para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho ocupou Belarmino durante os vinte e dois anos seguintes.

 

Morreu aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, consequência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 1923. A canonização de são Roberto Belarmino foi proclamada em 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica foi incluída no calendário da Igreja na data de sua morte, a ser celebrada em todo o mundo cristão. [paulinas.org.br]

 

A virtude assemelha-se a uma árvore que tem as raízes na terra, mas

seus frutos são colhidos no céu. (Thomas Merton)