Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

I Semana do Tempo Comum - Ano “C”  (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Bonito de Clermont (monge, bispo) , Ceovulfo (rei da Nortúmbria, Inglaterra, monge), Efísio da Sardenha (mártir), Habacuc (profeta bíblico do Antigo Testamento), Isidoro de Alexandria (presbítero), Ida de Limerick (virgem), João Calabites (eremita), Laudato de Bardsey (abade), Macário, o Grego (eremita de Alexandria), Malardo de Chartres (bispo), Maura e Brita (virgens de Tours), Máximo de Nola (bispo), Miquéias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Paulo de Tebas (eremita), Secundina de Roma (virgem, mártir), Tarsícia de Rodez (virgem), Francisco Fernando de Capillas (dominicano, mártir, bem-aventurado), Pedro de Castelnau (monge, mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só foz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 8, 4-7.10-22a)
A introdução da monarquia em Israel

 

Naqueles dias, 4todos os anciãos de Israel se reuniram, foram pro­curar Samuel em Ramá,5e disseram-lhe: "Olha, tu estás velho, e teus filhos não seguem os teus caminhos. Por isso, estabelece sobre nós um rei, para que exerça a justiça entre nós, como se faz em todos os povos". 6Samuel não gostou, quando lhe disseram: "Dá-nos um rei, para que nos julgue". E invocou o Senhor. 7O Senhor disse a Samuel: "Atende a tudo o que o povo te diz. Porque não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, para que eu não reine mais sobre eles".

 

10Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedira um rei, 11e disse: "Estes serão os direitos do rei que reinará sobre vós: Tomará vossos filhos e os encarregará dos seus carros de guerra e dos seus cavalos e os fará correr à frente do seu carro. 12Fará deles chefes de mil, e de cinqüenta homens, e os empregará em suas lavouras e em suas colheitas, na fabricação de suas armas e de seus carros. 13Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. 14Tirará os vossos melhores campos, vinhas e olivais e os dará aos seus funcionários. 15Das vossas colheitas e das vossas vinhas ele cobrará o dízimo, e o destinará aos seus eunucos e aos seus criados. 16Tomará também vossos servos e servas, vossos melhores bois e jumentos, e os fará trabalhar para ele. 17Exigirá o dízimo de vos­sos rebanhos, e vós sereis seus es­cravos. 18Naquele dia, clamareis ao Senhor por causa do rei que vós mesmos escolhestes, mas o Senhor não vos ouvira'. 19Porém, o povo não quis dar ouvidos às razões de Samuel, e disse: "Não importa! Queremos um rei, 20pois queremos ser como todas as outras nações. O nosso rei administrará a justiça, marchará à nossa frente e combaterá por nós em todas as guerras". 21Samuel ouviu todas as palavras do povo e repetiu-as aos ouvidos do Senhor. 22aMas o Senhor disse-lhe: "Faze-lhes a vontade e dá-lhes um rei". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Clamareis ao senhor por causa do vosso

rei, mas o Senhor não vos ouvirá

 

A transformação política e social que os tempos exigiam não acarretava necessariamente o abandono de Deus por parte do povo. Tratava-se de duas concepções diversas a respeito de governo, ligadas a duas tradições diferentes. As profundas divergências que separam essas tradições encontram-se ainda hoje no plano cristão. Crer na presença de Deus em seu povo e em cada um dos membros deste povo consistirá porventura em oferecer-lhe oportunidade para uma intervenção direta, de cunho mais ou menos maravilhoso? Ou consiste, ao contrário, em considerar Deus presente justamente onde o homem assume a responsabilidade da ordem humana, social ou política? O seguidor de Cristo adquiriu o direito de chamar-se filho de Deus, e seu esforço em favor da ação política e social torna-se o sinal da ação de Deus para a salvação do mundo. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 88(89), 16-17.18-19 (R/.cf 2a)

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor

 

Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.

 

Pois sois vós, ó Senhor Deus, a sua força e sua glória, é por vossa proteção que exaltais nossa cabeça. Do Senhor é o nosso escudo, ele é nossa proteção, ele reina sobre nós, é o santo de Israel!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 2, 1-12)

A cura do Paralítico

 

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar; nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados".

 

6Ora, alguns mestres da lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7"Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu intimo, e disse: "Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim.” Palavra da Salvação!

 

Contexto: O ministério de Jesus na Galiléia.  Leitura paralelas: Mt 9, 1-8; Lc 5, 17-26. O evangelho de hoje é sempre válido para a sexta-feira da primeira semana do tempo comum; a I leitura e o Salmo Responsorial são específicos para os anos pares

 

 

Comentário o Evangelho

Fé e incredulidade

 

É chocante o contraste entre a fé do paralítico e dos que o traziam até Jesus, para ser curado, e a incredulidade de alguns escribas, presentes nesta ocasião.

 

Para que o homem fosse curado, pessoas de boa vontade superaram todos os obstáculos a fim de fazê-lo chegar até Jesus. Mas, a presença da multidão impedia-lhes o acesso. Por isso, resolveram abrir um buraco no teto, por onde puderam descer a maca do paralítico. Só uma fé profunda pode explicar este gesto quase desesperado. E Jesus o descobre, e o recompensa. Por sua vez, 95 escribas ruminam, em seus corações, pensamentos malévolos a respeito da ação de Jesus. Tomam-no por usurpador de um poder exclusivo de Deus, porque perdoa os pecados daquele pobre homem, antes mesmo que lhe solicitassem a cura. Sua incredulidade leva-os a acusar Jesus de blasfemo. E que, no fundo, não suportavam conviver com a misericórdia que jorrava do coração do Mestre.

5

 

A incredulidade dos escribas não foi suficientemente forte para bloquear Jesus. Ele continuou a agir com absoluta liberdade, sempre conforme o querer do Pai. Não só per­doou todos os pecados do paralítico, como também, devolveu-lhe a saúde, recompensando-lhe a fé.

 

Os incrédulos podem até permanecer firmes em sua incredulidade. Só não podem dizer que não tinham motivos para crer. O milagre de Jesus não dava margem para dúvidas. [O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997]

 

Santo Arnaldo Jassen

 

Santo Arnaldo Janssen era o segundo entre 11 irmãos, uma família profundamente católica, da classe média. Trata se um gigante espiritual, cuja biografia é impossível de ser resumida. Com apenas 20 anos de idade habilitou-se como professor de todas as matérias ginasiais em Bonn. Em seguida entrou no seminário maior de Münster, sendo ordenado em 5 de agosto de 1861. Por 12 anos foi professor e escritor de obras divulgadas. Foi diretor do Apostolado da Oração em Bonn. Renunciou ao cargo de professor e diretor do Apostolado da Oração e começou sua grande obra como fundador, a qual se dedicou até sua morte. Eis outras de suas fundações: Fundador da Sociedade Verbo Divino (1875), das Missionárias Servas do Espírito Santo (1889) e das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1896) todos os três institutos em Steyl, na Holanda. Pioneiro das missões entre pagãos e entre católicos num clero escasso na América Latina e nas Ilhas Filipinas. Pioneiro do movimento moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Promotor do cuidado espiritual para com os migrantes, imprensa católica, apostolado dos leigos, etc. No final da vida foi obrigado a se refugiar para escapar ao Kuturkampf- perseguições à Igreja no recém Império alemão, dos últimos anos de governo de Bismarck.

 

Nascemos por amor, vivemos para amar e somente o amor eterniza nossas vidas. (Frei Neylor Tonin)

 

Dê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a

pescar, e você o estará alimentando pelo resto da vida. (Provérbio Chinês)