Sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Primeira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Hoje: Dia do Treinador de Futebol, dia do Enfermo

Santos: Barbascêmino de Selêucia-Ctesifon (bispo) e Companheiros (mártires), Dácio de Milão (bispo), Félix de Nola (presbítero), Félix de Roma (presbítero), Macrina (viúva, mãe de São Basílio Magno, de São Gregório de Nissa e de São Pedro de Sebaste), Malaquias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Sabas de Serbia (monge, bispo), Amadeu de Clermont (monge, bem-aventurado), Odo de Novara (monge, bem-aventurado), Pedro Donders (missionário redentorista, bem-aventurado)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 4, 1-5.11)

Ouvir a palavra de Deus e acolhê-la na fé

 

Irmãos, 1tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2Também nós, como eles, recebemos uma boa nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: “Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso”. Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: “E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras”, 5e ainda novamente: “Não entrarão no meu repouso”. 11Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Esforcemo-nos por entrar neste repouso

 

Podemos ouvir a palavra de Deus que nos anuncia a boa-nova, sem que esta traga a salvação. A epístola aos Hebreus explica a razão disso: a palavra ouvida de nada lhes adiantou. “por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinha ouvido” (v.2). De fato, a fé cria comunhão.

 

São novamente aqui apresentada a ação de Deus que quer salvar e a colaboração do homem, necessária a esta salvação. Permanecer unidos pela fé é entrar no repouso de Deus, ou seja, aceitar ver as coisas como ele as vê, julgar como ele julga, agir como ele age.

 

Porque o “repouso de Deus” é essencialmente dinâmico. Deus é aquele  que “trabalha sempre” (Jo 5, 17). Neste sentido, o “repouso de Deus” a que somos convidados encontra-se na Igreja dinâmica e na constante busca de que falávamos ontem. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 77 (78), 3.4bc.6c-7.8 (R/.cf.7c)

Não vos esqueçais das obras do Senhor!

 

3Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, 4bà nova geração nós contaremos: cas grandezas do Senhor e seu poder.


6cLevantem-se e as contem a seus filhos, 7para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos.


8Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito.

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 2, 1-12)

“Meu filho, os teus pecados estão perdoados”

 

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar; nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados".

 

6Ora, alguns mestres da lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7"Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus". 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu intimo, e disse: "Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega a tua cama e anda'? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim.” Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 9, 1-8; Lc 5,17-26; Jo 5, 1-9

 

Comentário do Evangelho

Sob o peso do pecado

 

A insistência sobre o tema do perdão dos pecados chama a atenção, na cena da cura do homem paralítico. Assim que Jesus o vê descer através de um buraco aberto no teto, declara que seus pecados estão perdoados. Esta declaração provoca alguns escribas que estavam por perto. Para eles, a palavra do Mestre soava como uma verdadeira usurpação de algo reservado exclusivamente a Deus. Portanto, Jesus era um blasfemo! A maneira como ele rebate a maledicência dos escribas é significativa: cura o paralítico para provar que “o Filho do Homem tem, na Terra, o poder de perdoar os pecados”. O gesto poderoso de cura parece insignificante diante do poder maior de perdoar os pecados. E Jesus, de certo modo, parece sentir-se mais feliz por perdoar os pecados do que por curar. Por quê?


O perdão dos pecados tem, também, uma função terapêutica. Trata-se da cura do ser humano na dimensão mais profunda de sua existência, ali onde acontece seu relacionamento com Deus. Sendo esta dimensão invisível aos olhos, as pessoas tendem a se preocupar mais com as dimensões aparentes de sua vida, buscando a cura quando algo não está bem no âmbito corporal. Jesus vê além, preocupando-se por libertar quem pena sob o peso do pecado, mais do que sob o peso da doença. O primeiro é muito mais grave. Permanecer no pecado significa viver afastado de Deus e correr o risco de ser condenado. Este é o motivo por que o Mestre, antes de mais nada, quer ver o ser humano liberto de seus pecados. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

 

Preces dos Fiéis (Deus Conosco dia a dia, Editora Santuário Et Al)

Senhor, lembrai-vos de vossa Igreja, animai-a em sua missão, e renovai-a pela vossa misericórdia. Nós vos pedimos. Dai-nos, Senhor, vossa misericórdia!

Deus de amor, fazei nascer no coração de nossa juventude o desejo de vos servir com generosidade nos pobres e sofredores. Nós vos pedimos.

Senhor, despertai em nós a consciência que somos vossos filhos e filhas, e vivamos mais confiantes em vós. Nós vos pedimos.

Olhai, Senhor, para os Enfermos para que, apoiados pela vossa graça e pela caridade cristã, vivam com esperança, e superem suas dificuldades. Nós vos pedimos.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor. (Jo 10,10)

 

Depois da Comunhão:

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Félix de Nola, Confessor

 

De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

 

O Cordeiro de Deus

 

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José do Rio Preto

 

O Ciclo do Natal terminou com a Festa do Batismo do Senhor, Aquele que se apresenta como “o Cordeiro de Deus”. Agora é o tempo da manifestação de sua vida pública, quando é apresentado por João Batista aos discípulos.

 

João dá testemunho de Jesus dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Ele vem como luz das nações e portador do bem como nos diz o profeta Isaías. Toda esta realidade revela a Aliança de Deus com o povo.

 

A prática do batismo alimenta a esperança na vida do povo, a consciência da liberdade e da vida. Leva à vida de comunidade na solidariedade e na convivência fraterna. Isto consegue superar os problemas, os conflitos e as divisões.

 

O Cordeiro sinaliza a morte e a Páscoa de Jesus. Morte do mundo que oprime o povo pelas diferenças sociais e econômicas, e Páscoa que é a possibilidade de uma vida com dignidade e habilitada para a missão no mundo.

 

O sistema opressor escraviza a humanidade, tirando dela a possibilidade de vida feliz. Ele gera morte, fruto da violência. O mal se torna realidade dentro das pessoas insensíveis ao projeto de vida trazido pelo Cordeiro de Deus.

 

O mal está dentro de nós e afeta as atitudes do ser humano, seja na falta de ética, na violência, na corrupção e em situações que não condizem com a prática do bem. São as chamadas estruturas de pecado e de destruição.

 

A dignidade é uma marca muito profunda no ser humano. Faz com que ele seja até incapaz, por si mesmo, de superar suas fraquezas. Ele necessita de uma força do alto, de abertura para Aquele que traz vida nova. É fundamental lutar por um novo modelo de vida, marcado pela liberdade e pela felicidade. Para isto é necessário romper com a escravidão e deixar-se conduzir por quem é capaz de fazer a vida ficar nova e feliz. A Eucaristia é a fonte indispensável para que isto aconteça de forma verdadeira nos corações sinceros.

 

Aconteceu no dia 14 de janeiro:

1946: O Brasil ingressa no BIRD - Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento - (1946)

 

 

Se tiver de ter algum orgulho, seja o de ser bom para os outros. (Frei Neylor Tonin)