Sexta-feira, 12 de agosto de 2011

19ª Semana do Tempo Comum,  Ano Impar, 3ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Oração: Dia Nacional das Artes e dia Internacional da Juventude

 

Santos: Graciliano, Euplúsio (séc IV, Catânia, Sicília), Eusébio (462, bispo em Milão), Hilário (séc IV, Augsburg) Macário e Juliano (mártires na Síria), Herculano (sév VI), Equício, Euplo, Geraldo, Inocêncio XI Colombo e companheiros monges (mártires de Lérins), Digna e Eunômia (mártires), Equício (abade), Euplo de Catânia (diácono, mártir), Herculano de Bréscia (bispo), Jaenbert de Cantuária (bispo), Porcário (abade) e Companheiros (monges mártires em Lérins).

 

Antífona: Considerai, Senhor, vossa aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca. (Sl 73, 20.19.22.23)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Josué (Js 24. 1-13)
Josué recorda ao povo os benefícios de deus  

 

Naqueles dias, 1Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentam diante de Deus. 2Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais, Tare, pai de Abraão e de Naco habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates e serviram a deuses estranhos. 3Mas eu tirei Abraão, vosso pai dos confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e multipliquei a sua descendência. 4Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus filhos desceram para o Egito. 5Em seguida, enviei Moisés e Aarão e castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos tirei de lá.   6Fiz, portanto, que vossos pais saíssem do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com carros e cavaleiros, até ao mar Vermelho. 7Vossos pais clamaram então ao Senhor, e ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar, que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito e habitastes no deserto muito tempo. 8Eu vos introduzi na terra dos amorreus que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, vos livrei de suas mãos. 11A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade - os amorreus, os fereseus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença - os dois reis dos amorreus - e isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Tirei vossos pais dos confins da Mesopotâmia 

 

Meditemos o acontecimento-base do texto, a teologia da história do povo de Deus - o seu "Credo"-, meditando o nosso "Credo", que evoca na missa a nossa história de Igreja de Cristo, o que Deus fez por nós. Ser "cristãos e viver em aliança com o Deus salvador em continua "conversão"; não procurar ídolos: dinheiro, sexo, poder, bem-estar, ciência, técnica, esporte, prazer...; viver num concreto 'serviço" de Deus: culto centrado na Eucaristia, vida comunitária de caridade ativa, ação de salvação no mundo. Como para as tribos de Israel, de muitos povos Deus constituiu um só povo, sua Igreja, em torno de três elementos únicos e comuns: fé, culto, missão (Ef 4-6). Nossa realidade cristã é"dom" de Deus; dependemos totalmente dele, porém dependemos também de inúmeros outros, passados e presentes, de cujos frutos gozamos. [Missal Cotidiano, © Paulus, 1997]

 

Salmo: 135 (136), 1-3.16-18.21-22.24 
Eterna é a sua misericórdia!  

 

Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: Porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor dos senhores: Porque eterno é seu amor!  

 

Ele guiou pelo deserto o seu povo: Porque eterno é seu amor! E feriu por causa dele grandes reis: Porque eterno é seu amor! Reis poderosos fez morrer por causa dele: Porque eterno é seu amor!  

 

Repartiu a terra deles como herança: Porque eterno é seu amor! Como herança a Israel, seu servidor: Porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! 


Evangelho: Mateus (Mt 19, 3-12)
Contra o divórcio

 

Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: "É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?" 4Jesus respondeu: "Nunca lestes que o criador, desde o início os fez homem e mulher? 5E disse: 'Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne'? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe".  

 

7Os fariseus perguntaram: "Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?" 8Jesus respondeu: "Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher - a não ser em caso de união ilegítima - e se casar com outra, comete adultério".  

 

10Os discípulos disseram a Jesus: "Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se". 11Jesus respondeu: "Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do reino dos céus. Quem puder entender, entenda". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas sobre o divórcio (Mt 19, 3-9):: Mc 10, 1-12, Lc 16, 18; sobre casamento e celibato (Mt 19, 10-12): 1Cor 7, 1-9

 

 

Comentário o Evangelho

A santidade do matrimônio

 

A questão levantada pelos fariseus expressava a mentalidade da época que legitimava o divórcio.  Em geral, a decisão era tomada pelo marido, sem que a mulher tivesse o direito de se defender. Os rabinos discutiam acerca dos motivos que o marido podia alegar para mandar embora sua esposa.


As duas principais escolas defendiam posições diferentes: uma, mais rigorista, exigia um ato de infidelidade da mulher; outra, mais laxista, ensinava bastar motivos triviais para que o marido pudesse repudiar sua esposa.


Jesus se recusa a tomar partido na discussão de escolas, antes proclama a santidade do matrimônio, apelando para o projeto original de Deus ao criar o ser humano. Com isto, condena a mentalidade divorcista e declara inúteis as discussões a respeito dos motivos que levam ao divórcio.


No projeto de Deus, pelo matrimônio o homem está de tal forma unido à sua mulher a ponto de formar "uma só carne". Esta expressão revela a profundidade da comunhão que o matrimônio estabelece entre os cônjuges. Separá-los seria dividir em dois o corpo humano. Coisa impensável!  Portanto, os discípulos do Reino devem precaver-se contra a profanação do matrimônio. É loucura querer destruir a obra de Deus. Aos casais cristãos, a responsabilidade de conservar essa união! [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Da vossa Igreja, que procura ser fiel à missão. Lembrai-vos, Senhor.

Do povo que vos reconhece como o Deus da aliança.

Dos vossos ministros ordenados e leigos.

Dos vocacionados à vida religiosa e sacerdotal.

Das famílias ameaçadas pelo divórcio.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedestes à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os por vosso poder em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor. (Jo 6, 52)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Os fariseus apresentam este assunto como pergunta capciosa. Jesus sobe de uma lei positiva, concessão mais que imposição, para a ordem primordial estabelecida por Deus. Naquela sociedade, dominada pelos homens, uma mulher repudiada devia retornar para a casa de seu pai levando consigo a desonra que afetaria toda a sua família de origem. A ameaça do divórcio era uma arma implacável para assegurar a submissão da mulher a seu marido. Neste contexto, as palavras de Jesus são sumamente libertadoras. A proibição do divórcio é, eminentemente, uma defesa da mulher e uma recuperação do desígnio de Deus estabelecido desde o princípio. Os discípulos surpreendem-se diante da exigência de um vínculo indissolúvel (os fariseus já não intervêm). Jesus não retira o que foi dito, e sim dá outro passo, propondo outra situação que terá sua razão de ser em sua comunidade: o celibato voluntário. O celibato cristão é compreensível unicamente a partir do mistério do reino. Por isso Jesus acrescenta: “Quem puder compreender, compreenda” (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

 

Semana Nacional da Família

Dom Canísio Klaus, Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul - RS

 

A Pastoral Familiar e o Setor Vida e Família da CNBB, organizam e promovem desde 1992, a Semana Nacional da Família. Esta iniciativa quer ser uma resposta à inquietação, ao descontentamento e desejo de se fazer alguma coisa na defesa e promoção da família. Assim  a Semana da Família celebrada sempre na semana seguinte ao Dia dos Pais, quer salientar a importância  da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido colocada em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Por isso é fundamental um olhar atento dirigido à família, “maior patrimônio da humanidade”.

 

O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora  um profundo ardor missionário para ajudar as famílias a não perderem de vista a sua dignidade e missão de ser a primeira escola das virtudes cristãs e civis de que a sociedade tem necessidade. É inegável que a família participa decisivamente no desenvolvimento da sociedade. É o lugar privilegiado para forjar no coração humano os perenes valores espirituais e sociais.

 

O Papa Bento XVI, em sua oração no Discurso Inaugural da V Conferência em Aparecida (2007), rezou pedindo para que as famílias “continuem a ser berço onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, ama e respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural”.

 

O Documento de Aparecida (nº 302), quando fala de alguns lugares de formação de discípulos missionários, menciona “a família como primeira escola da fé”, “o lugar e a escola de comunhão, fonte de valores humanos e cívicos, lar onde a vida humana nasce e se acolhe generosa e responsavelmente”. E garante que “Deus ama nossas famílias, apesar de tantas feridas e divisões. A presença invocada de Cristo através da oração em família nos ajuda a superar os problemas, a curar as feridas e abre caminhos de esperança” (DA, nº 119).

 

Para melhor celebrarmos a Semana da Família, a Pastoral Familiar oferece o subsídio “Hora da Família”. O tema proposto para o ano de 2011 é Família Pessoa e Sociedade. É um instrumento rico em temas de estudo, reflexão e celebrações.

 

Como bispo diocesano, convido as famílias, as comunidades e as paróquias a aproveitarem a semana para intensificar a oração nas e pelas famílias. Vamos promover palestras e encontros de estudo sobre os valores da família. Nas celebrações deste domingo e desta semana vamos destacar a vocação da família colocando-as sob a proteção da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, através de preces e reflexões. E, ciente da importância e da beleza da vocação paterna que se desenvolve na família, aproveito a passagem do Dia dos Pais que comemoramos neste domingo, para cumprimentar a todos os papais invocando sobre eles e suas famílias as bênçãos do Deus que é o Pai de todos nós. [CNBB]

 

Inocêncio XI

 

 

No dia 19 de maio de 1611, nasceu, na cidade de Como, na Itália, aquele que se tornou o papa Inocêncio XI. Os pais, Livio Odescalchi e Paula Catelli de Grandino, ambos de famílias influentes e da nobreza, batizaram o menino com o nome de Bento Odescalchi.


Na infância, foi entregue para ser educado pelos jesuítas. Aos onze anos, ficou órfão de pai e, aos dezenove, de mãe também. Orientado pelo tio paterno, seguiu estudando direito em Nápoles e Roma. Em 1645, o papa Inocêncio X nomeou-o cardeal diácono da Igreja e, em 1650, foi nomeado bispo de Novarra. Depois, sucedeu esse sumo pontífice, passando a chamar-se Inocêncio XI, em 1676.


Uma de suas primeiras atitudes ao assumir a direção da Igreja foi advertir os cardeais sobre os males do nepotismo instaurado dentro do clero. O resultado foi muito positivo, pois conseguiu acabar com o déficit do tesouro da Santa Sé num período de dois anos.


Mas uma das maiores batalhas que o papa Inocêncio XI travou foi com o rei francês Luiz XIV, que não respeitara os direitos da Igreja a ponto de convocar uma assembleia dos bispos e padres franceses para promulgar quatro artigos que reduziriam sensivelmente os poderes do papa sobre a Igreja francesa. Entretanto Inocêncio XI atuou firmemente e anulou os quatro artigos impostos pelo rei, e ainda puniu os bispos que assinaram tal documento.

 

Ele foi um papa voltado às carências e ao sofrimento dos mais pobres. Ficou conhecido como "pai dos pobres". Era um homem preocupado com a doutrina da fé e da moral. Também apoiou o rei polonês Sobieski, que derrotou os turcos em Viena. Incentivava os fiéis à comunhão e insistia na educação do clero e na reforma da vida dos monges.

O papa Inocêncio XI morreu no dia 12 de agosto de 1689 e foi beatificado em 1956, pelo papa Pio XII, apesar dos veementes protestos e resistência dos clérigos franceses. [Paulinas.org.br]

 

A arte representa um caminho de conhecimento da realidade humana. (Fayga Ostrower)