Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Segunda Semana do Advento - 2ª do Saltério, Livro I - Cor Litúrgica Roxa

 

Hoje: Dia Internacional dos Direitos Humanos e Dia do Palhaço

 

Santos: Carpóforo e Abôndio (mártires de Spoleto), Deusdedit da Brescia (bispo), Edíbio de Soissons (bispo), Eulália (uma adolescente de 12 anos) e Júlia (virgens, mártires de Mérida), Gausberto de Cahors (bispo), Gemelo de Ancira (mártir, morreu crucificado), Gregório III (papa), Guimero de St.-Riquier (abade), Ildemaro de Beauvais (bispo), Mauro de Roma (mártir), Júlia de Mérida (mártir), Lucério de Farfa (abade), Melquíades (papa, mártir), Menas, Hermógenes e Êugrafo (mártires de Alexandria, no Egito), Mercúrio e Companheiros (mártires de Lentini), Saturnino, Donato, Anibônia e Companheiros (mártires), Sindulfo de Viena (bispo), Tomás de Farfa (abade), Bartolomeu Albizzi (bem-aveturado), Edmundo Genings (mártir, bem-aventurado), Eustácio White (mártir, bem-aventurado), Jerônimo Ranuzzi (bem-aventurado), João Mason (mártir, bem-aventurado), João Roberts (mártir, bem-aventurado), Pedro Pettinaio (bem-aventurado), Polidoro Plasden (mártir, bem-aventurado), Sydnei Hodgson (mártir, bem-aventurado), Swithin Wells (mártir, bem-aventurado), Tomás Somers (mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: O Senhor descerá com esplendor, para visitar o seu povo na paz e fazê-lo viver a vida eterna.

 

Oração: Ó Deus onipotente, daí ao vosso povo esperar vigilante a chegada do vosso Filho, para que, instruídos pelo próprio Salvador, corramos ao seu encontro com nossas lâmpadas acesas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Isaias (Is 48, 17-19)

Deus e o povo são pólos complementares

 

17Assim fala o Senhor, teu fiador, o Santo de Israel: “Eu sou o Senhor teu Deus que te ensina o que te é útil, que te conduz pelo caminho que deves trilhar. 18Se ao menos tivesses prestado atenção aos meus mandamentos: Teu bem-estar teria sido como um rio e tua felicidade como as vagas do mar! 19Tua descendência teria sido como a areia, teus filhos como os grãos de areia. Teu nome não teria sido exterminado nem apagado na minha presença”. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Ah, se tivesses observado os meus mandamentos!

 

Para nós que vivemos num mundo de rebelião e desejo de liberdade, pode ser motivo de fecunda reflexão considerar os contínuos malogros dos homens, quando querem construir sozinhos as bases das mais profundas aspirações do coração humano: a paz, a justiça, a igualdade entre os povos. Muitos falam de paz e preparam a guerra; assinam tratados, já pensando em enganar; esbanjam palavrório em favor dos esfomeados e queimam incenso à sociedade de consumo; pregam o amor não sabem proferir uma palavra de perdão. Não existe paz sem Deus, sem fidelidade às suas leis e à sua palavra, sem uma contínua volta a ele com vontade renovada de andar pelos seus caminhos. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6

Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida

 

Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

 

Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada os malvados leva à morte.

 

Evangelho: Mateus (Mt 11, 16-19)

Exemplos de falta de fé

 

16Com quem hei de comparar a geração de hoje? Parecem meninos que ficam sentados nas praças gritando uns para os outros: 17‘Tocamos para vós a flauta e não dançastes, cantamos lamentações e não batestes no peito’. 18Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: ‘Está possuído do demônio'. 19Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: ‘Olhem! Um comilão e um beberrão de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores’. Mas a Sabedoria é reconhecida como justa por suas obras". Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Lc 7, 31-35.

 

 

Comentando o Evangelho

O perigo da inconstância

 

A censura que Jesus fez às multidões toda um ponto importante: a constância no seguimento, feito de desprendimento e abertura de coração. No início, o ministério de Jesus deixava as pessoas empolgadas. Seus milagres, seus ensinamentos, seu jeito de relacionar-se com as pessoas era algo novo na sociedade da época. Daí o entusiasmo com que se aproximava dele quem, de algum modo, era objeto de sua ação misericordiosa. E isto parecia predispor a pessoa para um discipulado sincero.

 

Todavia, na medida em que Jesus lhes apresentava as exigências do Reino, as multidões mostravam-se reticentes e até perdiam o entusiasmo inicial. E o Mestre tornava-se alvo de críticas malévolas, que colocavam em seque a sua pessoa.

 

Por outro lado, o modo não convencional como ele se comportava era outro ponto de contradição. Talvez esperassem dele atitudes semelhantes às dos rabinos da época. E ficavam frustrados!

 

Então, muita gente passou a ter uma imagem negativa de Jesus. Seu modo fraterno de estar com as pessoas e conviver com elas levava a confundi-lo com os comilões e beberrões, e os exploradores da boa-fé dos simples. Sua liberdade diante dos preconceitos e, conseqüentemente, a liberdade com que se aproximava dos pecadores e das pessoas de má fama, acabaram por suscitar suspeita a respeito de sua integridade moral.

 

Jesus, porém, superou tudo isto, sabendo que a sabedoria divina justificava seu modo de agir. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B,  ©Paulinas, 1996]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

Senhor da luz, iluminai os ministros da Igreja. Senhor, atendei nossa prece.

Senhor da luz, clareai os caminhos das pessoas desorientadas.

Senhor da luz, dissipai as trevas do pecado que envolvem a sociedade.

Senhor da luz, orientai as autoridades do nosso país.

Senhor da luz, fortalecei os grupos de reflexão de nossas comunidades.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Possamos, ó Pai, oferecer-vos sem cessar estes dons da nossa devoção, para que, ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que venho logo, diz o Senhor, e trago comigo a recompensa: darei a cada um segundo as suas obras. (Ap 22, 12)

 

Oração Depois da Comunhão:

Imploramos, ó Pai, vossa clemência, para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

São João Roberts

 

A biografia de são John Roberts, para nós João Roberts, nos mostra um inglês profundamente católico que, fora de sua pátria, conseguia pregar e professar sua fé e sua religião. Mas bastava pôr os pés em sua terra natal, era preso. Várias vezes retornou à liberdade só por intervenção de estrangeiros importantes. Acabou se tornando o primeiro monge a ser executado na Inglaterra, logo após a coroação do rei Henrique VIII.


João Roberts nasceu no condado de Merioneth, em 1576. Seus pais eram os nobres João e Ana Roberts, protestantes cujos antepassados foram príncipes de Gales. Estudou na famosa Faculdade de São João, em Oxford, mas saiu sem graduação. Depois, formou-se em direito, aos vinte e um anos, em Londres.


Em 1598, estava estudando na faculdade inglesa de Valladoid, na Espanha. Já muito interessado no cristianismo, foi estudar na abadia dos beneditinos daquela cidade no ano seguinte. A conversão total aconteceu durante uma viagem a Paris, quando entrou para a Igreja de Roma pelas mãos de um cônego de Notre-Dame. Em 1600, finalmente, ingressou como noviço no Mosteiro beneditino de São Martinho de Compostela, Espanha.


Na época, Roma determinou que uma missão beneditina fosse enviada à Inglaterra. João Roberts, que acabara seus estudos em Salamanca, passou a integrar as fileiras da missão. Bastou desembarcar na Inglaterra, foi imediatamente preso, sendo libertado quando o rei Jaime assumiu o poder, em 1603.


Londres, no verão daquele ano, foi abalada pela epidemia da peste. João, então, trabalhou, incansavelmente, atendendo aos doentes. Tanto destaque teve durante esse período que foi preso novamente durante um ano, até 1606, em Gatehouse. Conseguiu a liberdade por intervenção de uma senhora espanhola, Luísa de Carvajal, muito influente na Corte inglesa, apesar de católica, por causa dos negócios existentes entre os dois países na época.


Assim, João se exilou na Espanha. Depois, organizou o Mosteiro de São Gregório em Douai, na França, do qual foi o primeiro prior. Em outubro de 1607, João Roberts voltou à Inglaterra e foi preso novamente. Mais uma vez, escapou, mas foi recapturado e, dessa vez, só conseguiu a liberdade por intervenção do embaixador da França. Saiu do país, mas, quando voltou, foi preso outras duas vezes, sendo, finalmente, em 1610, conduzido à presença do bispo protestante Abbot e condenado à morte na fogueira.


Foi queimado no dia 10 de dezembro do mesmo ano, na praça pública de Londres. Na sua fala, pouco antes de morrer, lamentou o monstro da heresia, o rei dos ingleses, e rezou por todos. Alguns séculos depois, foi beatificado, em 1929. O papa Paulo VI canonizou são João Roberts em 1970. A sua homenagem litúrgica ocorre no dia de sua morte. [www.paulinas.org.br]

 

Respeito e fidelidade fortalecem o altar da amizade. (Selma Said)