Sexta-feira, 10 de setembro de 2010

23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par, 3ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

 

Santos: Pulquéria (453, imperatriz), Jáder, Sóstenes, Cândida Menor, Sálvio (Bispo de Albi, 584), Ambrósio Eduardo Barlow, Nicolau de Tolentino, Ricardo de Santana, Apolinário Franco e Companheiros (mártires, 1ª Ordem e OFS)

 

Antífona: Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia. (Sl. 118, 137.124)

 

Oração: Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 9, 16-19.22b-27)
Pregar o evangelho, uma necessidade, uma imposição

 

Irmãos, 16pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, e sem usar os direitos que o evangelho me dá.

 

19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22bCom todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.

 

24Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa nova aos outros, eu mesmo seja reprovado. Palavra do Senhor!

 

Comentando 1Cor 8, 1b-7.11-13

Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns

 

Paulo recebeu de Deus a tarefa de evangelizar como um servo pode receber a de vigiar uma casa. Não tem, pois, direito a "recompensa" alguma; é um "serviço" gratuito: "livre de tudo, fui feito servo de todos... fiz-me tudo para todos"; é um imperioso dever de fidelidade. "Ai de mim se não pregasse o evangelho!". A vida para ele seria sem sentido. Paulo quer fazer-nos compreender que só se entende a evangelização, se identificada com a pessoa do evangelizador; polarizando tudo nele para esse fim. Para aceitar o evangelho e assimilá-lo em profundidade, é necessário treino, exercício, domínio do corpo, capacidade de luta. Para evangelizar o cristão deve ser totalmente consagrado a Deus, no sentido paulino de "escravidão"; deve estar em continuo exercício de ascese, deve poder dominar o próprio corpo, para chegar a uma "existência verdadeiramente nova". [MISSAL DOMINICAL, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 83(84), 3.4.5-6.12 (R/.2) 
Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

 

3Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

 

4Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor!

 

5Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! 6Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir quais peregrinos!

 

12O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.

 

Evangelho: Mateus (Lc 6, 39-42)
O verdadeiro discípulo

 

Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão". Palavra da salvação!

 

 

Leituras nos evangelhos sinóticos: Mt 7, 3-5

 

 

Comentando o Evangelho

Cuidado com os falsos líderes

 

Jesus criticava a postura dos fariseus, mas também se preocupava com a mentalidade corrente entre os seus discípulos. Os fariseus pretendiam ser um exemplo consumado de piedade, só porque davam mostras de ser zelosos no cumprimento da Lei.


Muitos ficavam bem impressionados com o testemunho de fidelidade a Deus, que eles davam. Jesus, porém, não se deixava enganar, pois conhecia a falta de solidez do estilo de vida dos fariseus. Pouca coisa restava além de exibicionismo. Portanto, era loucura deixar-se encantar por um testemunho de vida desse quilate. Seria como se um cego pretendesse ser guiado, com segurança, por outro cego.


Entre os discípulos, difundia-se, também, uma perigosa mentalidade. Havia os que se mostravam severos com o irmão, censurando-lhe as mínimas faltas, sem estarem dispostos a corrigir as próprias faltas pessoais, muito mais graves. Eram hábeis para perceber um cisquinho no olho alheio, mas incapazes de dar-se conta da trave que tinham no próprio olho.


Jesus não podia suportar tal hipocrisia. Para estar em condições de censurar o próximo, era preciso dispor-se a corrigir as próprias faltas. Neste caso, a severidade daria lugar à benevolência, e a impaciência, à compreensão. A atitude de juiz dos pecados alheios seria substituída pela solidariedade com a fraqueza humana.
[O Evangelho Nosso de Cada Dial, Jaldemir Vitório, ©Paulinas]

 

Para sua reflexão: O discípulo é chamado a viver uma vida radicalmente comprometida com a proposta de Jesus. Por intermédio da série de comparações da primeira parte dessa passagem, Jesus faz ver que, em seu seguimento, a mediocridade e a falta de autocrítica constituem o obstáculo principal para a instauração real e efetiva do reino. Com muita facilidade, desde os tempos primitivos até hoje, proclama-se Jesus como “Senhor, Senhor”, mas sem nenhum compromisso, nem mesmo com o mínimo de sensibilidade para com suas exigências; esses são os que enchem salões, templos e estádios, e proclamam aos quatros ventos sua fé no “poder” de Cristo, mas quando chegam as exigências, as renúncias, o testemunho e os compromissos, desmoronam como a casa que foi construída sobre a areia.  (Bíblia Ave-Maria, Novo Testamento)

 

 

São Tomás de Vilanova

 

 

 

Desde criança manifestava a caridade cristã, partilhando seus pertences com os pobres. Ordenado sacerdote, foi superior dos agostinianos e bispo de Valência. Dedicou-se particularmente a acolher as crianças abandonadas, os inocentes e os recém-nascidos. Era conhecido também como "pai dos pobres". Manifestou dons de cura e procurava ensinar mais pelo exemplo direto do que pela pregação. Soube falar a linguagem dos humildes, apelar aos poderosos, tanto em sua catedral quanto na corte de Carlos V.

 

Nosso inferno é acumular sentimentos e não expressá-los. (Fernando Karl)