Sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Segunda Semana do Advento e do Saltério, Livro I - Cor Litúrgica Roxa

 

Hoje: Dia Nacional do Fonoaudiólogo e Dia Internacional contra Corrupção

 

Santos: Amônio de Latópolis (mártir), Angilramo de Cêntula (abade), Balda de Jouarre (abadessa), Basílio, Mirão e Lúcio (mártires), Budoco de Dol (bispo), Budoco de Vannes (bispo), Cipriano de Genouillac (abade, mártir), Cipriano de Perigord (abade), Ciro de Pádua (bispo), Ciro de Pavia (primeiro bispo desta Igreja, mártir), Dāmlāhah, Sarūs, Hirmān, Bānūf e Bastāy (mártires do Egito), Daniel de Qartamĩn (bispo), Eusébio, Gemamal, Harūs e Bacco (mártires do Egito), Gerácio do Egito (eremita), Gorgônia de Nazianzo (irmã de São Gregório Nazianzeno e de São Cesário. Casada, mãe de três filhos), Heracliano de Pesaro (bispo), Juliano de Apamea (bispo), Leocádia de Toledo (virgem, mártir), Pedro Fourier (presbítero, fundador), Pedro, Sucesso, Bassiano, Primitivo e Companheiros (mártires), Próculo de Verona (bispo), Restituto de Cartagena (mártir), Severo de Praga (bispo), Valéria de Limoges (mártir), Vítor de Piacenza (bispo), Bernardo Maria de Jesus (religioso, bem-aventurado), Libório Wagner (pároco de Wurzburgo, mártir, bem-aventurado), Ulrico de Holme (eremita, bem-aventurado).

 

Antífona: O Senhor descerá com esplendor, para visitar o seu povo na paz e fazê-lo viver a vida eterna.

 

Oração: Ó Deus onipotente, daí ao vosso povo esperar vigilante a chegada do vosso Filho, para que, instruídos pelo próprio Salvador, corramos ao seu encontro com nossas lâmpadas acesas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Isaias (Is 48, 17-19)

Deus e o povo são polos complementares

 

17Assim fala o Senhor, teu fiador, o Santo de Israel: “Eu sou o Senhor teu Deus que te ensina o que te é útil, que te conduz pelo caminho que deves trilhar. 18Se ao menos tivesses prestado atenção aos meus mandamentos: Teu bem-estar teria sido como um rio e tua felicidade como as vagas do mar! 19Tua descendência teria sido como a areia, teus filhos como os grãos de areia. Teu nome não teria sido exterminado nem apagado na minha presença”. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Ah, se tivesses observado os meus mandamentos!

 

Para nós que vivemos num mundo de rebelião e desejo de liberdade, pode ser motivo de fecunda reflexão considerar os contínuos malogros dos homens, quando querem construir sozinhos as bases das mais profundas aspirações do coração humano: a paz, a justiça, a igualdade entre os povos. Muitos falam de paz e preparam a guerra; assinam tratados, já pensando em enganar; esbanjam palavrório em favor dos esfomeados e queimam incenso à sociedade de consumo; pregam o amor não sabem proferir uma palavra de perdão. Não existe paz sem Deus, sem fidelidade às suas leis e à sua palavra, sem uma contínua volta a ele com vontade renovada de andar pelos seus caminhos. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6

Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida

 

Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

 

Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada os malvados leva à morte.

 

Evangelho: Mateus (Mt 11, 16-19)

Exemplos de falta de fé

 

16Com quem hei de comparar a geração de hoje? Parecem meninos que ficam sentados nas praças gritando uns para os outros: 17‘Tocamos para vós a flauta e não dançastes, cantamos lamentações e não batestes no peito’. 18Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: ‘Está possuído do demônio'. 19Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: ‘Olhem! Um comilão e um beberrão de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores’. Mas a Sabedoria é reconhecida como justa por suas obras". Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Lc 7, 31-35.

 

Comentando o Evangelho

O perigo da inconstância

 

A censura que Jesus fez às multidões toda um ponto importante: a constância no seguimento, feito de desprendimento e abertura de coração. No início, o ministério de Jesus deixava as pessoas empolgadas. Seus milagres, seus ensinamentos, seu jeito de relacionar-se com as pessoas era algo novo na sociedade da época. Daí o entusiasmo com que se aproximava dele quem, de algum modo, era objeto de sua ação misericordiosa. E isto parecia predispor a pessoa para um discipulado sincero.

 

Todavia, na medida em que Jesus lhes apresentava as exigências do Reino, as multidões mostravam-se reticentes e até perdiam o entusiasmo inicial. E o Mestre tornava-se alvo de críticas malévolas, que colocavam em seque a sua pessoa.

 

Por outro lado, o modo não convencional como ele se comportava era outro ponto de contradição. Talvez esperassem dele atitudes semelhantes às dos rabinos da época. E ficavam frustrados!

 

Então, muita gente passou a ter uma imagem negativa de Jesus. Seu modo fraterno de estar com as pessoas e conviver com elas levava a confundi-lo com os comilões e beberrões, e os exploradores da boa-fé dos simples. Sua liberdade diante dos preconceitos e, conseqüentemente, a liberdade com que se aproximava dos pecadores e das pessoas de má fama, acabaram por suscitar suspeita a respeito de sua integridade moral.

 

Jesus, porém, superou tudo isto, sabendo que a sabedoria divina justificava seu modo de agir. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B,  ©Paulinas, 1996]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

Senhor da luz, iluminai os ministros da Igreja. Senhor, atendei nossa prece.

Senhor da luz, clareai os caminhos das pessoas desorientadas.

Senhor da luz, dissipai as trevas do pecado que envolvem a sociedade.

Senhor da luz, orientai as autoridades do nosso país.

Senhor da luz, fortalecei os grupos de reflexão de nossas comunidades.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas, e, como não podemos invocar os nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Esperamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo; ele transformará, segundo a sua condição gloriosa, a nossa humilde condição. (Ef 3, 20-21)

 

Oração Depois da Comunhão:

Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta Eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São João Diego Cuauhtlatoatzin

 

Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na Calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia".


Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.


Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.


A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado "Capela do Cerrinho", onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: "Joãozinho, João Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho".


A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.


Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, João Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinquenta e sete anos.


Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.

 

João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.


O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou são João Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós. [www.paulinas.org.br]

 

Nunca estejais contentes se não tratais com caridade o vosso irmão. (S.Gregório Magno)