Sexta-feira, 8 de julho de 2011

14ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 2ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Panificador

 

Santos: Áquila, Pricila, Adriano III (Itália,papa), Raimundo de Tolosa, Gregório Grassi (bispo e mártir  franciscano da primeira ordem), N.Srª da Graça (padroeira da diocese de Belém), Procópio (mártir,Cesaréia da Palestina), Quiliano (monge irlandês), Bem-Aventurado Eugênio III (papa)

 

Antífona: Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Sl 47, 10-11)

 

Oração: Ó Deus, que, pela humilhação do vosso Filho, reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e daí aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas.. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Gêneses (Gn 46, 1-7.28-30)
 José reencontra seu pai, o velho Jacó

 

Naqueles dias, 1Israel partiu com tudo o que tinha. Ao chegar a Bersabéia, ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaac. 2Deus falou a Israel em visão noturna, dizendo-lhe: "Jacó! Jacó!" Ele respondeu: "Aqui estou!" 3E Deus lhe falou: "Eu sou Deus, o Deus de teu pai: não tenhas medo de descer ao Egito, pois lá farei de ti uma grande nação. 4Eu mesmo descerei contigo ao Egito e te reconduzirei de lá quando voltares; e é José que te fechará os olhos".

 

5Jacó levantou-se e deixou Bersabéia, e seus filhos o puseram, com as crianças e as mulheres, sobre os carros que o faraó enviara para os transportar. 6Levaram, também, tudo o que possuíam na terra de Canaã; e foram para o Egito, Jacó com toda a sua família, 7com seus filhos e netos, suas filhas e toda a sua descendência. 28Jacó enviou Judá na frente para avisar José e fazê-lo vir ao seu encontro em Gessen. E chegaram à terra de Gessen. 29José mandou atrelar seu carro e subiu a Gessen ao encontro do pai. Logo que o viu, lançou-se ao seu pescoço e, abraçado a ele, chorou longamente. 30Israel disse a José: "Agora, morrerei contente, porque vi a tua face e te deixo com vida". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Agora, morrerei contente, porque vi a tua face

 

Em face, do sofrimento, muitas vezes pensamos ser ele um mal; não sabemos ver aí a possível existência de uma força de maturação. Deus estimula Jacó a ir para o Egito: “Lá farei de ti um grande povo”. Jacó não teria ido, se houvesse sabido quanto esse povo teria de sofrer. Entretanto, só assim seria formado o povo de Deus. O Senhor é bom e dosa os sofrimentos segundo a capacidade dos ombros que os devem suportar. Certos fundadores de institutos, de ordens religiosa ou de obras que seria parecido sofrer não teriam dado início ao empreendimento. Na base de todas as coisas está a confiança em Deus, desse Deus que “só perturba a alegria de seus filhos para lhes proporcionar outra mais certa e maior” (Manzoni) [Missal Cotidiano, © Paulus]

 

 

Salmo 36 (37), 3-4.18-19.27-28.39-40

A salvação vem de Deus!

 

Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.

 

O Senhor cuida da vida dos honestos, e sua herança permanece eternamente. Não serão envergonhados nos maus dias, mas nos tempos de penúria, saciados.

 

Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos. Os malfeitores hão de ser exterminados, e a descendência dos malvados destruída.

 

A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 10, 16-23)

Os missionários serão perseguidos

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações.

 

19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do homem". Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mc 13, 9-13; Lc 21, 12-19.

 

 

 

Comentário o Evangelho

Perseverar até o fim

 

O quadro da missão descrito por Jesus ao enviar seus apóstolos ajuda-nos a compreender por que ele insistiu no tema da perseverança até o fim, como penhor de salvação. De fato, as palavras do Mestre não deixavam margem para ilusões: o cumprimento do mandato missionário aconteceria em meio a dificuldades e reveses, exigindo muita fibra e muita garra para serem enfrentados. Personalidades dúbias, inseguras e medrosas estavam, de antemão, excluídas deste projeto missionário.


A realidade descrita por ele tem um quê de aterrador. Os missionários serão entregues aos tribunais, flagelados nas sinagogas, arrastados diante de reis e governadores, vitimados por seus próprios familiares, odiados por todos. Bastava que as primeiras comunidades cristãs considerassem a experiência de Jesus para se darem conta do significado da exortação do Mestre. Ele falava da própria experiência.


Evidentemente, nenhum apóstolo estaria em condições de suportar tudo isto, e perseverar até o fim, sem contar com o auxílio divino. Daí o alerta de Jesus a respeito da ação do Espírito do Pai, em favor dos apóstolos, de modo especial nos momentos difíceis da missão. Nos tribunais, o Espírito colocaria em suas bocas as palavras adequadas. Ao serem flagelados, dar-lhes-ia forças para suportar. Ao serem objeto do ódio dos familiares, dar-lhes-ia a capacidade de não fraquejar. O Espírito é quem torna possível a perseverança. [EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Conduzi, Senhor, vossa Igreja pelo caminho dos vossos mandamentos. Senhor, ouvi a nossa súplica!

Derramai vossa bênção sobre o papa, os bispos, os sacerdotes e os diáconos.

Dissipai de nosso coração e da sociedade todo ódio e toda vingança.

Protegei e encorajai os que se põem a serviço do evangelho.

Enviai vosso Espírito Santo, a fim de nos iluminar e guiar nossa missão.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Sl 33,9)

 

Oração Depois da Comunhão:

Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Jesus se refere aos sofrimentos e às contradições pelas quais estava passando as comunidades, sinal do que acontecerá a todo cristão comprometido com o Evangelho. O comprometimento diante dos tribunais (pequenos “sinédrios” locais para os casos em que não era preciso recorrer ao grande Conselho de Jerusalém), os açoites, os rompimentos familiares depois da expulsão da comunidade cristã da sociedade judaica no ano 70, o ódio, tudo isso foi frequente naqueles tempos de fundação da igreja e continuará sendo ai no lugar em que a Boa-Nova de Jesus se anuncia com vigor e valentia e sem outra aliança senão o compromisso com as causas histórias dos pobres. Mas é um discurso que prenuncia sofrimentos e contradições, é também discurso de alento e esperança. A causa da Boa-Nova não é uma causa perdida, embora às vezes pareça; não é um projeto humano, e sim de Deus, que dará fortaleza e confiança aos que se comprometerem com ele. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

 

A unidade dos cristãos

Dom Sinésio Bohn, Bispo Emérito de Santa Cruz do Sul - RS

 

Há uns sete anos uma comunidade gaúcha fez uma celebração com representantes de várias Igrejas. O templo amanheceu com a seguinte frase na porta principal: “Aqui o demônio negocia a fé”.

 

Já um católico contrário ao movimento ecumênico escreveu a seguinte jóia: “O Espírito Santo nunca entra numa igreja protestante; e se ele age ali de alguma forma é somente em busca da unidade”.

 

Em 1964 os bispos católicos do mundo inteiro, reunidos em Roma, disseram que o movimento em prol da unidade dos cristãos é obra do Espírito Santo, não do demônio. Esta posição foi assumida por 2.137 bispos.

 

Antes de 1964 os católicos pensavam que as Igrejas reunidas no Conselho Mundial de Igrejas, com sede em Genebra (Suíça), estavam discutindo qual seria a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. O Papa Pio XII enviara um representante pessoal, mas a Igreja Católica não participava oficialmente do movimento ecumênico. Agora está claro que não se discute qual a verdadeira Igreja, mas cada Igreja conserva sua identidade, sua fé, e juntas buscam a unidade em Cristo.

 

Aliás, foi Jesus mesmo que pediu aos discípulos para ficarem unidos. Orou ao Pai assim: “Para que sejam plenamente um; eu neles e tu em mim, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste” (Jo 17, 23).

 

Não faz muito, numa reunião de focolares, fiquei encantado com a pedagogia para com as famílias. Um menino de 10 anos foi perguntado: Qual a nossa característica principal? O menino respondeu na ponta da língua: “Nossa característica é amar”.

 

Mas há muita gente que não ama! E o pequeno: “amar por primeiro”.

 

Há gente má, que nos persegue! Resposta: “Amar a todos, amar os inimigos”.

 

Como isto é possível? Resposta: “Amar a Jesus no outro”.

 

O contrário é o fundamentalismo, que vê o demônio no diferente. Conduz à guerra, a violência. Neste contexto a cada cinco minutos morre um cristão por causa de sua fé.

 

Bem escreveu o Apóstolo João: “O mandamento que Deus nos deu é este: quem ama a Deus, ame também seu irmão”. (1 Jo 4, 21).

 

Dia do Panificador

 

Conta a história portuguesa que, no ano de 1333, sob o reinado de D. Diniz, casado com D. Isabel, houve uma fome terrível. Para melhorar a situação, D. Isabel empenhou suas joias para poder comprar trigo de outras regiões e assim, poder manter seu costume de distribuir pão aos pobres.

 

Em um dos dias de distribuição, o rei apareceu inesperadamente. Com medo de ser censurada, ela escondeu os pães em seu regaço. O rei percebendo o gesto perguntou: "Que tendes em seu regaço?".  A rainha respondeu em voz trêmula: "São rosas, meu senhor". O rei, não acreditando, pediu para vê-las. Isabel abriu os braços e, para surpresa de todos, caíram ao chão rosas frescas e perfumadas. O rei não se conteve e beijou as mãos da esposa enquanto, os povres gritava: "Milagre, milagre!".

 

Atualmente, comemora-se no dia 08 de julho, o dia de Santa Isabel. Por isso, neste dia é comemorado também o dia do panificador. A panificação é uma atividade muito antiga. Os primeiros pães foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas. A utilização de fornos de barro para cozimento dos mesmos começou com os egípcios.

 

Na Europa o pão chegou através dos gregos. O pão romano era feito em casa, pelas mulheres, e depois passou a ser fabricado em padarias públicas. Foi aí que surgiram os primeiros padeiros. No século XVII, a França tornou-se o centro de fabricação de pães de luxo, com a introdução dos modernos processos de panificação. No Brasil, a chegada do pão ocorreu no século XIX. No início, a fabricação do pão era uma espécie de ritual, com cerimônias. Com a chegada dos imigrantes italianos, a atividade de panificação começou a se expandir. [http://www.ufrgs.br/alimentus/]

 

A primeira e a pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. (P.J.Biley)