Sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Semana da Epifania - Ano “C” - 2ª Semana do Saltério - cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia Nacional do Fotógrafo e dia da Fotografia

 

Santos do Dia: Adelmo de Wells (monge, bispo), Alberto de Ratisbona (bispo), Apolinário de Hierápolis (bispo), Ático de Constantinopla (bispo), Cartério de Cesaréia da Capadócia (presbítero, mártir), Eugeniano de Autun (bispo, mártir), Frodoberto de Moutier-la-Celle (abade), Garibaldo de Ratisbona (bispo), Gúdula de Bruxelas (virgem), Luciano, Maximiano e Juliano (mártires de Beauvais), Máximo de Pavia (bispo), Paciente de Metz (bispo), Severino de Nórica (bispo), Teófilo (diácono) e Heládio (mártires na Líbia).

 

Antífona: Para os retos de coração surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso. (Sl 111,4)

 

Oração: Ó Deus todo-poderoso, que o Natal do salvador do mundo, manifestado pela luz da estrela, sempre refulja e cresça em nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 5, 5-13)
Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho

 

Caríssimos, 5quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue). E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7Assim, são três que dão testemunho: 8o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho.

 

10Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho, não tem a vida. 13Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

O espírito, a água e o sangue

 

O batismo de Jesus nas águas do Jordão e sua morte na cruz são a prova de sua messianidade. A presença de Cristo é continuamente atualizada nos sacramentos da Igreja, particularmente na água do Batismo que nos introduz na Igreja e nos comunica a vida divina, e na Eucaristia, carne e sangue de Cristo, que é "fonte e ápice da vida cristã". O Espírito, dom do Pai e do Filho, completa a obra de salvação: "Com o dom do Espírito, todo homem atinge, na fé, a contemplação e o gosto do mistério do plano da salvação". Do Batismo à Eucaristia, consagrados pelo Espírito Santo que habita em nós (1 Cor 3,16), é este o nosso itinerário para a fé e o mistério de Cristo, a fim de realizar nossa santificação e dedicar-nos à salvação de nossos irmãos. (MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997)

 

 

Salmo: 147 (147 B), 12-13.14-15.19-20 (R/.12a)

Glorifica o Senhor, Jerusalém!

 

12Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

 

14A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. 15Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

 

19Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. 20Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

 

Evangelho: Lucas (Lc 5, 12-16)

A cura do leproso

 

12Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar". 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero, fica purificado". E, imediatamente, a lepra o deixou.

 

14E Jesus recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura". 15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. Palavra da Salvação!

 

 

Contexto: O ministério de Jesus na Galiléia.  Leituras paralelas: Mt 8, 1-4; Mc 1, 40-45

 

 

 

Comentário o Evangelho

O apelo dos marginalizados

 

A ação taumatúrgica de Jesus orientou-se, de modo especial, para os marginalizados. Afinal, eram eles que, desprovidos de recursos e vítimas do abandono social, encontravam no Mestre uma tábua de salvação.


O episódio do leproso, prostrado por terra, e suplicando: “Senhor, se quiseres, podes curar-me!” – é a imagem perfeita da expectativa dos pobres em relação ao Messias Jesus. Os leprosos eram as maiores vítimas da marginalização. A doença os obrigava a se manterem fora da cidade, afastados do convívio social. Sua presença era motivo de pânico, porque ninguém queria correr o risco de ser contagiado pela doença e incorrer na impureza ritual.


Jesus, pelo contrário, recusou-se a tratar o leproso como um excluído. Por isso, desafiando tais preconceitos, aproximou-se dele e o tocou. Resultado: sua exclusão social foi superada, a dignidade humana, reconquistada, e o opróbrio imposto pela religião deixou de existir.


Portanto, o serviço de Jesus aos excluídos e marginalizados não se reduzia a uma solidariedade teórica, limitada às boas intenções. Antes, era feito de gestos concretos, mediante os quais as pessoas recuperavam o sentido da vida, a alegria da convivência fraterna, a confiança no amor misericordioso de Deus. Tratava-se de fazer com que tivessem vida, e a tivessem em abundância.
(O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

São Severino

 

Severino viveu em pleno século V, quando o Ocidente era acometido por uma seqüência de invasões dos godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, enfim, de toda uma horda de bárbaros pagãos que pretendiam dominar o mundo. É nesse contexto de conflitos políticos e sociais que sua obra deve ser vista, porque esse foi justamente o motivo que a tornou ainda mais valorizada. Durante essas sucessivas guerras, as vítimas da violência achavam abrigo somente junto aos representantes da Igreja onde encontramos Severino como um evangelizador cristão dos mais destacados e atuantes.


É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência.

 

Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão. Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia e gozação, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados.

 

Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos dos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes.

 

Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia , (o 150): "Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor".

 

Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica. Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde, pobre e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal.

 

Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália. (www.paulinas.org.br)

 

Existe apenas uma pessoa que pode ser alvo de suas exigências: é você mesmo. (Fernado Buss)

 

Pensamos muito, mas sentimos pouco; temos mais necessidade de espírito humano do que mecanização. (Charlie Chaplin)