Sexta-feira, 5 de agosto de 2011

18ª Semana do Tempo Comum,  Ano Impar, 2ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia Nacional da Saúde

 

Santos: Máximo Auspício, Betário, Celsino, Eufrônio Pedro de Osma (bispos) Catarina, Teódota Evádio, Rutílio (Mártires) Pedro Fabro, Estêvão I (papa, Roma, 257), Pedro Julião (1868) e Rutílio

 

Antífona: Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais. (Sl 69, 2.6)

 

Oração: Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Deuteronômio (Dt 4, 32-40)
Deus amou nossos pais

 

32”Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus, se houve jamais um acontecimento tão grande, ou se ouviu algo semelhante. 33Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? 34Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores, como tudo o que por tio Senhor teu Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? 35A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é na verdade Deus, e que não há outro Deus fora ele. 36Do céu ele te fez ouvir sua voz para te instruir, e sobre a terra te fez ver o seu grande fogo; e do meio do fogo ouviste suas palavras, 37porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, 38para expulsar, diante de ti, nações maiores e mais fortes do que tu, e para te introduzir na terra deles e dá-la a ti como herança, como tu estás vendo hoje. 39Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele. 40Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, pa­ra que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre". Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes

 

Cumpre reconhecer Deus para viver plenamente no mundo da realidade. De outra maneira não sabemos quem somos, como a criança que não sabe quem é senão quando reconhece de quem recebeu a vida. Muitos hebreus haviam nascido no deserto, sem saber de onde vinham nem para onde iam; sabiam apenas que iam, mas isso não basta, diz Moisés. Nós sabemos viver sabemos que a vida é caminho; mas donde vimos em verdade, aonde em verdade nos dirigimos? Devemos aprender a reconhecer que não somos obra do acaso, mas fruto de um imenso amor. O nascimento humano é fruto de amor porém cada nascimento e todos os nascimentos são fruto de um maior de um infinito amor Devemos aprender a reconhecer que temos uma história, que é história de salvação: Deus interveio e sempre intervém para nos libertar, para promover nossa verdadeira e plena maturação humana na história, para nos conduzir a uma pátria de felicidade inexcedível. Só reconhecendo a Deus, reconhecem-nos de fato a nós mesmos. [Missal Cotidiano, © Paulus, 1997]

 

Salmo: 76(77), 12-13.14-15.16 e 21 (R/.12a)
Penso em vossas maravilhas, ó Senhor! 

 

Recordando os grandes feitos do passado, vossos prodígios eu relembro, ó Senhor; eu medito sobre as vossas maravilhas e sobre as obras grandiosas que fizestes.  

 

São santos, ó Senhor, vossos caminhos! Haverá deus que se compare ao nosso Deus? Sois o Deus que operastes maravilhas, vosso poder manifestastes entre os povos.  

 

Com vosso braço redimistes vosso povo, os filhos de Jacó e de José. Como um rebanho conduzistes vosso povo e o guiastes por Moisés e Aarão. 

 

Evangelho: Mateus (Mt 16, 24-28)
A vida, dom de Deus, possui valor infinito

 

Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

As obras recompensadas

 

As condições estabelecidas por Jesus para que alguém esteja apto para segui-lo estão em sintonia com as bem-aventuranças.


A primeira condição consiste em "renunciar-se a si mesmo", e está em consonância com a bem-aventurança da pobreza. Esta renúncia supõe abrir mão de todas as ambições pessoais e mundanas, de todo anseio de acumular e de buscar segurança nos bens deste mundo. Quem segue Jesus, deve dispor-se a segui-lo no despojamento não só dos bens materiais, mas também de seus apegos e preconceitos, de modo a fazer-se totalmente livre para o serviço do Reino. Este serviço ficará comprometido, se o coração do discípulo não for suficientemente livre.


A segunda condição é "carregar a própria cruz", e combina com a última bem-aventurança, a da perseguição. O serviço do Reino atrairá contra si perseguição e adversidade. Por isso, o discípulo deve estar preparado até mesmo para um eventual martírio. Assim, à virtude da pobreza acrescenta-se a da coragem, fruto da liberdade do discípulo no que diz respeito à sua própria vida. Provido de ambas as virtudes, o discípulo estará preparado para fazer o que o Pai quer, e receber a recompensa devida. Da pobreza e da coragem resultarão a partilha, a solidariedade, a luta pela igualdade e pela justiça. O Pai saberá como recompensá-las. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Pelos ministros da Igreja e pelos agentes de pastoral, rezemos. Recompensai-os, Senhor.

Pelos que denunciam as injustiças, rezemos.

Pelos que seguem os passos de Jesus, rezemos.

Pelos que vivem e anunciam a paz, rezemos.

Pelos que sabem partilhar com os outros, rezemos.

(Intenções próprias da Comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo o paladar. (Sb 16, 20)

 

Oração Depois da Comunhão:

Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu, e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

 

 

Dedicação de santa Maria Maior[1]

 

Depois da proclamação do dogma da Maternidade Divina de Maria no Concílio de Éfeso (431), o Papa Xisto III, (432-440), consagrou em Roma uma Basílica em honra da Virgem, chamada posteriormente Santa Maria Maior.

 

É a mais antiga Igreja dedicada a Nossa Senhora

 

Santa Maria Maior é também invocada como Nossa Senhora das Neves, devido a uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem luzes para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Santa Maria desejava que lhe fosse erigido um templo precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve. Isto aconteceu na noite de 4 para 5 de Agosto, em pleno verão. No dia seguinte, o terreno onde hoje se ergue a Basílica, amanheceu inteiramente nevado.

 

A Basílica de Santa Maria Maior de Roma, a mais antiga Igreja do Ocidente consagrada à Virgem Maria, onde se deram tantos acontecimentos relacionados com a história da Igreja, relaciona-se especialmente com a definição dogmática da Maternidade Divina de Maria, proclamada pelo Concílio de Éfeso.

 

O templo foi construído sob essa invocação no século IV, sobre outro já existente, pouco tempo depois de encerrado o Concílio. O povo da cidade de Éfeso celebrou com grande entusiasmo a definição dogmática dessa verdade, na qual, aliás, acreditou desde sempre. Essa alegria estendeu-se por toda a Igreja, e foi então que se construiu em Roma a grandiosa Basílica. Esse júbilo chega-nos hoje  através desta festa em que louvamos Maria como Mãe de Deus.

 

Consta que o papa teve o mesmo sonho pelo qual soube que a Virgem desejava que se construísse um templo em sua honra no monte Esquilino, que apareceu coberto de Neve – coisa insólita – no dia 5 de Agosto. Embora a lenda seja posterior à edificação da Basílica, deu lugar a que a festa de hoje seja conhecida em muitos lugares como Nossa Senhora das Neves e a que os alpinistas a tenham como sua Padroeira.

 

Em Roma, desde templos imemoriais, o povo fiel honra Nossa Senhora nesse templo sob a invocação de Salus populi Romani. Aos seus pés João Paulo II fez a dedicação de toda a sua vida e de todos os seus anseios: Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in me omnia (Sou todo teu, e todas as minhas coisas são tuas. Sê  a minha guia em tudo).

 

Nossa Senhora das Neves

 

 



A dedicação a 5 de Agosto de Santa Maria Maior é assinalada no Martirológio Jeronimiano com um privilégio raro. A Basílica Siciniana foi cristianizada no tempo do Papa Liberto (352-366), no meio do século IV, daí, o nome de Basílica Liberiana. Foi restaurada e consagrada em honra da Virgem pelo Papa Xisto III (432-440), pelo que se ficou a chamara Basílica de Santa Maria Maior.

 

No alto do arco triunfal deste venerável templo estão inscritas estas palavras: XISTUS EPISCOPUS PLEBI DEI (Xisto, bispo, ao povo de Deus). Talvez relacionado com a brancura das neves, é costume em muitas Igrejas de Nossa Senhora das Neves, neste dia, deitar pétalas brancas do teto sobre as lajes do templo.

 

A partir do século VII, se chamou também a este templo Santa Maria do Presépio, em virtude de umas relíquias (agora numa capelinha debaixo do altar mor), que recordam a gruta de Belém. É nobre esta Igreja, ainda radiosa com a grande alegria que expressou, logo a seguir ao Concílio de Éfeso (431), ao proclamar a Theotokos (Mãe de Deus); Igreja toda resplandecente de mosaicos, de ouros variados mas não estridentes.

 

A devoção a Nossa Senhora das Neves está muito espalhada em Portugal onde há 40 paróquias que a têm como orago ou Padroeira. No Brasil Nossa senhora das Neves é Padroeira da cidade de João Pessoa. A ermida da ilha da Maré, no Recôncavo Baiano, fundada em 1584, é uma preciosidade da arquitetura colonial brasileira. A imagem da Padroeira, de madeira estofada, é em estilo maneirista. Nossa Senhora das Neves é também cultuada em Olinda, PE, e Igaraçu, RJ e no Espírito Santo

 

Mês de agosto, mês vocacional

Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, SP

 

Estamos no mês de agosto, um mês muito rico para a nossa vida em geral. É rico para a nossa vida familiar porque comemoramos o Dia dos Pais e temos a Semana da Família. É rico para a vida eclesial, pois temos grandes solenidades como a Transfiguração do Senhor, a Assunção de Nossa Senhora e Nossa Senhora Rainha. Celebramos grandes nomes da Igreja como Santo Afonso, fundador dos Missionários Redentoristas que cuidam da nossa Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, São Lourenço, padroeiro dos diáconos, Santa Clara, tão querida do nosso povo, Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e que nos recorda a missão continental, o martírio de São João Batista, Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, a quem recordamos pelo amor ao seu filho e suas lágrimas pela sua conversão.

 

Recordo, ainda, o grande São João Maria Vianney, o Cura d’Ars. Ele é o padroeiro dos nossos padres e sua memória é a grande motivação para que o mês de agosto seja o mês Vocacional.

 

Neste mês, pensamos na vocação dos leigos e leigas, chamados a servir ao Reino de Deus através da sua índole secular, ou seja, sendo fermento na massa, sal da terra e luz do mundo em todos os ambientes em que vivem, ou seja, ambiente familiar, escolar, social, profissional, eclesial, no lazer, etc. Pelo testemunho dos leigos e leigas, muitas pessoas são motivadas a crer  em Jesus Cristo, que nos leva à conversão e à  participação  na comunidade eclesial e na ação evangelizadora da Igreja,  como discípulos e missionários.

 

Refletimos também sobre a vocação religiosa, a vocação daquelas pessoas que procuram seguir Jesus e à Igreja pela vivência dos conselhos evangélicos: obediência, pobreza e castidade, na vida comunitária e no serviço a Deus e aos irmãos e irmãs, através da missão específica da ordem ou da congregação religiosa.

 

Gostaria de pedir a sua atenção para a vocação sacerdotal. Todos nós sabemos da necessidade e da falta que temos de padres no nosso país, não apenas nas áreas missionárias mais distantes da nossa pátria, mas também, nas grandes cidades que crescem assustadoramente e o número de padres não acompanha este crescimento, com graves consequências para o povo de Deus, como a dificuldade para a participação na vida da Igreja, em especial nos sacramentos, a falta de acompanhamento espiritual e a pouca presença da Igreja nas grandes e graves questões que marcam a nossa época. Precisamos rezar, e rezar muito, para que tenhamos mais padres, e também para que os nossos padres sejam cada vez mais santos, fiéis a Jesus Cristo que os chama, e à missão que lhes é confiada.

 

Que pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Padroeira, imploremos ao seu divino Filho muitas vocações para a Igreja e, principalmente, muitos padres santos e preparados, para que o Evangelho seja anunciado, as pessoas se convertam, o mal seja vencido e o Reino de Deus cresça  no coração e no meio dos homens. [Fonte: CNBB]

Dia Nacional da Saúde

O Dia Nacional da Saúde é comemorado em 05 de agosto, data em que, em 1872, nasceu Oswaldo Gonçalves Cruz, médico brasileiro que atuou como Diretor-Geral de Saúde Pública de 1903 a 1907.  Oswaldo Cruz ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro aos 15 anos e quatro anos depois especializou-se em Bacteriologia no Instituto Pauster de Paris. Ao voltar da Europa engajou-se na luta contra a peste bubônica que assolava o Porto de Santos.

Em 1903, o médico foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Durante o tempo em que ocupou este cargo (1903-1907), Oswaldo Cruz combateu rigorosamente a febre amarela, a peste bubônica, e a varíola.  

 

Em novembro de 1904, estourou na capital, Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, levante popular contrário à uma medida do governo que restabelecia a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. Apesar do governo ter derrotado os revoltosos, foi revogada a obrigatoriedade da vacinação.

 

Quatro anos depois, uma violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil reconhecia então, o valor de seu sanitarista. Em 1913 foi eleito para Academia Brasileira de Letras. Quatro anos depois, sofrendo de insuficiência renal, morreu com apenas 44 anos de idade.


 

 

 


O mais perigoso é ficar e morar nas garras do medo. É preciso sair para fora.

Olhando nos olhos do risco. A vida é cheia de riscos. (Frei Prudente Neri)

 

 



[1] John Nascimento, Canadá