Sexta-feira, 1º de janeiro de 2010
Maria,
Mãe de Deus - Ofício Solene - Ano “C” 1ª Semana do Saltério (Livro I) - cor Branca
Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o reio que
governa o céu e a terra pelos séculos eternos
Hoje: Dia
Mundial da Paz, Dia da Fraternidade Universal, Dia do Município
Santos: Basílio d’Aix-en-Provence (bispo), Claro de
Saint-Marcel (abade), Concórdio de Spoleto (presbítero, mártir), Eugênio de
Condat (abade), Eufrosina (virgem, mártir), Félix de Bourges (bispo), Fulgêncio
de Ruspe (monge, bispo), Guilherme de Dijon (abade), José Maria Tommasi
(cardeal), Justino de Chieti (bispo), Odilo de Cluny (abade), Pedro de Atroa
(abade), Telêmaco (monge, mártir em Roma), Vicente Strambi (bispo de Macerata e
Tolentino), Adalberto de Liége (bispo, bem-aventurado), Hugolino de Gualdo
(eremita, bem-aventurado), Zedislava Berka (mãe de família, bem-aventurada).
Oração: Ó Deus, que pela virgindade fecunda
de Maria destes à humanidade a salvação eterna, daí-nos contar sempre com a sua
intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1º Leitura: Números (Nm
6, 22-27)
Bênção de Deus a seu povo
22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23"Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24´O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!' 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei". Palavra do Senhor!
Salmo: 66(67), 2-3.5.6 e 8 (R/.2a)
Que Deus nos dê a sua graça e sua
bênção
2Que Deus nos dê a
sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! 3Que na
terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.
5Exulte de alegria a
terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com
retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.
6Que as nações vos
glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! 8Que o
Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!
II Leitura: Carta de S.
Paulo aos Gálatas (Gl 4, 4-7)
O filho de Deus, nascido de uma
mulher
Irmãos, 4quando se completou o
tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito
à lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à lei e para que
todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus
enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abbá - ó Pai! 7Assim já não
és escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça
de Deus. Palavra do Senhor!
Evangelho: Lucas (Lc 2,
16-21)
Jesus, filho de Maria
Naquele tempo, 16Os pastores
foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na
manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o
menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados
com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos estes
fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram,
glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme
lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a
circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo
antes de ser concebido. Palavra da
Salvação!
Maria dá ao
mundo Cristo, nossa paz
Na oitava do Natal se celebra a festa de
"Maria, Mãe de Deus". Na verdade, as leituras bíblicas põem a tônica
no "filho de Maria" e no "Nome do Senhor", mais do que em
Maria.
De fato, a antiga "bênção
sacerdotal" é ritmada pelo nome do Senhor, repetido no início de cada
versículo (1ª leitura); o texto de são Paulo acentua a obra de libertação e
salvação realizada por Cristo, na qual é engastada a figura de Maria, graças à
qual o Filho de Deus pôde vir ao mundo como verdadeiro homem (2ª leitura); o
evangelho termina com a imposição do nome de Jesus, enquanto Maria participa em
silêncio do mistério deste filho nascido de Deus.
Essa atenção preponderante sobre o
"Filho" não reduz o papel da Mãe; Maria é totalmente Mãe porque
esteve em total relação com Cristo; por isso, honrando-a, o Filho é mais
glorificado.
Quanto ao titulo de Mãe de Deus, exprime a
missão de Maria na história da salvação, que está na base do culto e da devoção
do povo cristão, uma vez que Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas
para levá-lo ao mundo.
Mãe de Deus - Mãe do homem
O significado etimológico
do nome Jesus, "Deus salva", nos introduz de cheio no mistério do Cristo: da
encarnação ao nascimento, à circuncisão, até a realização pascal da
morte-ressurreição, Jesus é em todo o seu ser a perfeita bênção de Deus, e dom
de salvação e de paz para todos os homens; em seu nome somos salvos (cf At
2,21; Rm 10,13). Ora, essa oferta de salvação vem por Maria e ela a apresenta
ao povo de Deus, como outrora aos pastores. Maria, que deu a vida ao Filho de
Deus, continua a apresentar aos homens a vida divina. É, por isso, considerada
mãe de cada homem que nasce para a vida de Deus, e mãe de todos. Com os
orientais, também nós honramos "Maria sempre Virgem, solenemente
proclamada santíssima Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso, para que Cristo fosse
reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do
homem".
Mensageiro da paz evangélica
É em nome de Maria, mãe de Deus e mãe dos
homens, que hoje se celebra no mundo inteiro o "dia da paz"; aquela
paz que Maria, uma de nós, encontrou no abraço infinito do amor divino; aquela
paz que Jesus veio trazer aos homens que creram no amor. Em sentido bíblico, a
paz é o dom messiânico por excelência, é a salvação trazida por Jesus, é a
nossa reconciliação e pacificação com Deus. É também um valor humano a ser
realizado no plano social e político, mas lança suas raízes no mistério de
Cristo.
A fé em Cristo, paz entre Deus e os homens
e paz entre os homens mutuamente, mostra-se claramente na parte que toma o
cristão nos esforços da humanidade pela paz do mundo. A paz de Cristo não é
diferente da paz do homem; é simplesmente "a paz", e merece que se
dedique a vida para buscá-la e obtê-la.
O Magistério da Igreja sempre procurou
atrair a atenção para a premente necessidade de fazer da paz uma dimensão
efetiva da realidade. Tem pregado verdadeiramente "sobre os telhados"
o anúncio da sua paz, baseada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade
que são "os quatro pilares da casa da paz" aberta a todos (João
XXIII, 11-4-1963). Não se pode esquecer a suave e ao mesmo tempo fortíssima voz
de Paulo VI que testemunhava aos representantes de todas as nações da terra a
mensagem da paz de Cristo, profundamente terrena e divina.
Nunca mais uns contra os outros
"E agora nossa mensagem atinge o seu
vértice; o vértice negativo. Esperais de nós esta palavra, que não pode deixar
de se revestir de gravidade e solenidade: nunca mais uns contra os outros, nunca,
nunca mais! Foi principalmente com este objetivo que surgiu a Organização das
Nações Unidas; contra a guerra e pela paz! Ouvi as claras palavras de uma
grande personagem desaparecida John Kennedy, que há alguns anos
proclamava: 'A humanidade deve pôr fim à guerra, ou a guerra porá fim à
humanidade'. Não são necessárias muitas palavras para proclamar isto como
finalidade máxima desta instituição. Basta lembrar que o sangue de milhões de
homens e inúmeros e inauditos sofrimentos, inúteis e formidáveis ruínas
confirmam o pacto que vos une, com um juramento que deve mudar a história
futura do mundo: nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! A paz, a paz deve
guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai
cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em
punho" (Paulo VI, Discurso à ONU, 4-10-1965). [MISSAL DOMINICAL, ©
Paulus, 1995]
Dia
Mundial da Paz
O Dia
Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi
criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de
1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil
(1 de janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje.
Dizia o
Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia: "Dirigimo-nos a
todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em
todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos
que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e
promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no
tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o
processar-se da história no futuro".
A
proposta de dedicar à Paz o primeiro dia do novo ano não tem a pretensão de ser
qualificada como exclusivamente nossa religiosa ou católica. Antes, seria para
desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz,
como se se tratasse de uma iniciativa sua própria ; que ela se exprimisse
livremente, por todos aqueles modos que mais estivessem a caráter e mais de
acordo com a índole particular de quantos avaliam bem, como é bela e importante
ao mesmo tempo, a consonância de todas as vozes do mundo, consonância na
harmonia, feita da variedade da humanidade moderna, no exaltar este bem
primário que é a Paz.
Completava
ainda o Papa Paulo VI: "A Igreja católica, com intenção de servir e de dar
exemplo, pretende simplesmente lançar a idéia, com a esperança de que ela venha
não só a receber o mais amplo consenso no mundo civil, mas que também encontre
por toda a parte muitos promotores, a um tempo avisados e audazes, para poderem
imprimir ao Dia da Paz, a celebrar-se nas calendas de cada novo ano, caráter
sincero e forte, de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e
fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz,
ordenado e civil". (Wikipidia)
Desde
1968, e por vontade de Paulo VI, a Igreja tem celebrado o 1° dia de cada Ano
como o Dia Mundial da Paz, que vem por Maria, Mãe de Deus e nossa paz.
Já
foram celebrados com intenção própria os seguintes Dias da Paz:
|
Ano |
Tema
sobre a Paz |
|
1968 |
O Dia
Mundial da Paz. |
|
1969 |
A promoção
dos Direitos do Homem, Caminho para a Paz. |
|
1970 |
A Educação
para a Paz. |
|
1971 |
Todo o
Homem é meu irmão. |
|
1972 |
Se queres a
Paz, trabalha pela Paz. |
|
1973 |
A Paz é
possível. |
|
1974 |
A Paz
depende de Ti. |
|
1975 |
A
Reconciliação, Caminho para a Paz. |
|
1976 |
As
verdadeiras Armas da Paz. |
|
1977 |
Se queres a
Paz, defende a Vida. |
|
1978 |
Não à
Violência, Sim à Paz. |
|
1979 |
Para
alcançar a Paz, sim à Paz. |
|
1980 |
A Verdade,
Força da Paz. |
|
1981 |
Para servir
a Paz, respeita a Liberdade. |
|
1982 |
A Paz, Dom
de Deus, confiado aos Homens. |
|
1983 |
O diálogo
para a Paz, um desafio para o nosso tempo. |
|
1984 |
De um
coração novo nasce a Paz. |
|
1985 |
A Paz e os
Jovens caminham juntos. |
|
1986 |
A Paz,
valor sem fronteiras. |
|
1987 |
Desenvolvimento e solidariedade, chaves da
Paz. |
|
1988 |
Liberdade
de invocar Deus, Caminho para a Paz. |
|
1989 |
Se queres a
Paz respeita as minorias. |
|
1990 |
A Paz com
Deus Criador, Paz com toda a Criação. |
|
1991 |
Se queres a
Paz respeita a consciência de todo o Homem. |
|
1992 |
Crentes
unidos na Construção da Paz. |
|
1993 |
Se queres a
Paz vai ao encontro dos Homens. |
|
1994 |
Da Família
nasce a Paz para a Humanidade. |
|
1995 |
Mulher
educadora da Paz. |
|
1996 |
Asseguremos
às Crianças um futuro de Paz. |
|
1997 |
Oferece o
Perdão, recebe a Paz. |
|
1998 |
Da Justiça
de cada um, nasce a Paz para todos. |
|
1999 |
No respeito pelos direitos
humanos, o segredo da verdadeira Paz. |
|
2000 |
Paz na Terra aos homens que Deus ama. |
|
2001 |
Diálogo entre as culturas para uma civilização de
amor e paz. |
|
2002 |
Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão. |
|
2003 |
Pacem in
Terris : Um
compromisso permanente. |
|
2004 |
Um compromisso sempre atual:Educar a paz. |
|
2005 |
Não te deixes vencer pelo mal, vence o mal com o
bem |
|
2006 |
Na verdade, a paz. |
|
2007 |
A paz verdadeira exige respeito dos direitos
humanos. |
|
2008 |
Família Humana: Comunidade de Paz |
|
2009 |
Combater
a Pobreza, Construir a Paz |
|
2010 |
Se
quiser cultivar a Paz, preserve a criação. |