Segunda, 29 de novembro de 2010

Primeira Semana do Advento, Ano “A”, 1ª do Saltério (Livro I), cor Roxa

 

Santos: Brás e Demétrio (mártires), Brendano de Birr (abade), Cutberto Mayne (presbíterio, mártir), Gustano de Rhuys (abade), Arduíno da Bretanha (bispo), Iluminada de Todi (virgem), Paramon e Companheiros (mártires), Filomeno de Ancira (mártir), Saturnino de Wales (eremita), Saturnino de Tolosa (bispo, mártir), Saturnino e Sisínio (mártires de Roma) , Valderico de Murrhardt (abade), Dionísio da Natividade e Redento da Cruz (carmelitas, mártires, bem-aventurados), Frederico de Ratisbona (bispo, bem-aventurado), Juta de Heiligenthal (abadessa, bem-aventurada), Nicolino Magalotti (eremita, bem-aventurado)

 

Antífona: Ó Nações, escutai a palavra do Senhor; levai a boa-nova até os confins da terra! Não tenhais medo: eis que chega o nosso Salvador. (Cf Jr 31, 10; Is 35, 4)

 

Oração: Ó Senhor nosso Deus, dai-nos esperar solícitos a vinda do Cristo, vosso Filho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Isaías (Is 4, 2-6)
Os sobreviventes de Jerusalém serão chamados santos

 

2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória, e o fruto da terra será de grande alegria para os sobreviventes de Israel. 3Então, os que forem deixados em Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião, e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém, com espírito de justiça e de purificação, 5ele criará em todo o lugar do monte Sião e em suas assembleias uma nuvem durante o dia, e fumaça e clarão de chamas durante a noite: e será proteção para toda a sua glória, 6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia, abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Haverá grande alegria para os sobreviventes de Israel

 

A vinda de Cristo é o ponto central de toda a história, o evento verdadeiramente único, para cada pessoa, para a humanidade e sobretudo para a Igreja. A sua celebração, mais que recordação, é tomada de consciência de uma realidade em fase de realização. Aquele “germe” surge sobre a rocha, aquele “resto” foi purificado pelo sofrimento. A este preço o “Espírito de Justiça” e de “extermínio” (v.4) produz nova alegria de vida, de santidade e de amizade com Deus. As promessas de fertilidade (v.2), que contrastam com o duro trabalho com que o homem rasga a terra para seu sustento, dizem então que esta renovação é um dom. Cabe a nós, hoje, amanhã e sempre, aceitar esta dinâmica. A vida do cristão é meio para a glorificação final, mas se desdobra no empenho cotidiano de renúncia, de arrependimento, de purificação, de si próprio, da sociedade e da Igreja, para que o Natal não se reduza a cerimônias, mas seja uma real celebração do acontecimento salvífico da vinda de Cristo. [Missal Cotidiano, Paulus]

 

 

Salmo Responsorial: 121 (122), 1-2.3-4a. (5b-5.6-7).8-9 (R/.cf.1)
Que alegria quando me disseram: “vamos à casa Senhor!”

 

1Que alegria quando ouvi que me disseram: 'Vamos à casa do Senhor!" 2E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

 

3Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; 4apara lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.

 

4bPara louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. 5A sede da justiça lá está e o trono de Davi.

 

6Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! 7Que a paz habite dentro de teus muros, tranqüilidade em teus palácios!

 

8Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: "A paz esteja em ti!" 9Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 8, 5-11)
Os pagãos, estrangeiros, entrarão no reino!

 

Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6"Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia". 7Jesus respondeu: "Vou curá-lo". 8O oficial disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz". 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: "Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do oriente e do ocidente, e se sentarão à mesa no reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó". Palavra da Salvação

 

Comentando o Evangelho

Jesus cura a todos

O centurião, terceiro nível da hierarquia militar romana, era o soldado responsável por comandar a centúria (unidade de infantaria), dando ordens que deveriam ser prontamente obedecidas pelos soldados, especialmente as formações militares. Era um pagão que ficava de fato fora da comunidade de Israel, considerando-se que um judeu praticante não podia entrar na casa desse tipo de gente, daí a atitude de humildade do centurião (v.8b): "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa”. A fé do centurião é o cerne dessa passagem, pois Jesus, judeu, por estar obviamente à frente do seu tempo, não fazia acepção de grupos ou profissões; a missão Dele era curar a todos: judeus, pagãos, gentios, enfim. Por fim, Jesus lembra os patriarcas como exemplos de fidelidade do acordo ou aliança de Deus com os seus filhos. A fé é o elemento essencial nesse processo e o centurião, pagão, entendeu bem e utilizou os préstimos de Jesus em favor do escravo e não em benefício próprio. [Everaldo Souto Salvador, ofs]

 

A palavra se faz oração (Missal Dominical)

·  Deus Pai, esplendor do povo, iluminai a caminhada da Igreja: Senhor, renovai-nos neste Advento!

·  Deus Filho, servo sofredor, curai as enfermidades do vosso povo.

·  Deus Espírito Santo, sede nossa força nos momentos de tentação.

·  Senhor, protegei das injustiças os habitantes de nossas cidades.

·  Senhor, tornai firme e generosa a nossa fé.

·  (outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Recebei, ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Vinde, Senhor, visitai-nos com a vossa paz, para que nos alegremos de todo o coração da vossa presença (Sl 105, 4-5; Is 38,3)

 

Oração Depois da Comunhão:

Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminham do entre as coisas que passam, abraçar as que não passam. Por Cristo, nosso Senhor.

 

É preferível rezar com o coração, sem encontrar palavras, que achar

palavras sem a adesão do coração. (Mahatma Gandhi)

 

São Francisco Antônio Fasani

Ainda jovem entrou para o convento de sua cidade. Em 11 de setembro de 1711, foi ordenado sacerdote, recebeu o título acadêmico de mestre em teologia e foi chamado de "Padre Mestre" durante toda sua vida. Dedicado aos trabalhos apostólicos da pregação, do confessionário e também de escritor, percorria todas as aldeias de sua região, o que o fez merecer o título de "apóstolo de sua terra". Dava assistência aos encarcerados e aos condenados à morte. Os últimos momentos de sua vida passou-os em sua terra natal e sua novena preferida era a da Imaculada Conceição. Chamava-a de "A Grande Novena". A devoção a Nossa Senhora foi uma das fortes características de sua vida. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 13 de abril de 1986.

 

 

Com Maria e José preparemos o nascimento do Salvador

Dom Canísio Klaus

No domingo, 28 de novembro, iniciamos nossa caminhada para o Natal. Fazemos isso com o casal José e Maria, escolhido por Deus para dar entrada no mundo ao nosso Salvador, Jesus de Nazaré. Assim como Maria, queremos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38) e, a exemplo de José, queremos fazer o que o anjo do Senhor nos propõe: levar Maria para casa e esperar que se completem os dias da sua gravidez (Mt 1,24), sabendo que aquilo que está por se realizar é obra do Espírito Santo.

 

O tempo de caminhada para o Natal leva o nome de “advento”. É tempo de alegre e piedosa expectativa, no qual recordamos a primeira vinda de Jesus e ficamos no aguardo da sua segunda vinda no fim dos tempos.

 

Na sociedade consumista em que estamos imersos, este tempo, infelizmente, foi esvaziado do seu sentido teológico e espiritual. Não há mais clima para curtir a espera, uma vez que, desde o final de novembro as ruas se enfeitam com motivos natalinos. As rádios passam a tocar músicas próprias do tempo do Natal e o comércio exibe figuras do Papai Noel. Desde cedo são exibidos presépios em lugares públicos. As pessoas são incitadas a comprarem presentes para dar aos seus amigos, e o ruído das festas de final de ano impede a concentração. Em vez de tempo de espera, o período do Advento passou a ser um tempo de consumo.

 

Remando contra a correnteza, a Igreja convida as pessoas à oração e reflexão. Convida as pessoas a participarem das celebrações dos quatro finais de semana do Advento. Motiva a reunião dos grupos de família para rezar, meditar e celebrar a misericórdia de Deus através do sacramento da penitência.

 

A Diocese de Santa Cruz do Sul preparou um roteiro para ajudar os grupos a melhor viverem este período. No roteiro se faz um convite a que:

 

1.    Fiquemos vigilantes e não sucumbamos às tentações do mundo que tendem a nos afastar de Deus e nos levar pelo caminho dos vícios, da droga e do consumismo.

2.    Estejamos preparados para correr ao encontro do Filho de Deus que vem para nos salvar.

3.    Acreditemos em dias melhores, empenhando nossas energias para erradicar o sofrimento e propiciar a chegada de “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21).

4.    Afirmemos a força da vida em uma sociedade onde o meio ambiente é agredido, a biodiversidade combatida, o aborto promovido e os idosos abandonados.

5.    Perdoemos o próximo e confiemos na misericórdia de Deus.

 

Inspirados no casal Maria e José, preparemos os lares dos nossos corações para acolhermos o menino Deus na aurora do 25 de dezembro.

 

Um bom Advento para todos! [Fonte: CNBB]