Segunda-feira, 26 de setembro de 2011

XXVI do Tempo Comum, Ano “B”,  II Semana do Saltério (Livro III) cor litúrgica verde

 

Hoje: Dia Internacional das Relações Públicas

 

Santos: Cosme e Damião, Elzeário de Sabran, Eusébio, Vigílio, Cipriano, Justina, Nilo (1004), Teresa Coudec (virgem, 1885), Delfina de Glandeves (virgem franciscana, ofs)

 

Antífona: Senhor, tudo o que fizestes conosco, com razão o fizestes, pois pecamos contra vós e não obedecemos aos vossos mandamentos. Mas honrai o vosso nome, tratando-nos segundo vossa misericórdia. (Dn 3, 31.29-30.43.42)

 

Oração: Ó Deus, que mostrais vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai sempre em nós a vossa graça, para que, caminhando ao encontro das vossas promessas, alcancemos os bens que nos reservais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Zacarias (Zc 8, 1-8)
O amor de Deus permanece sempre o mesmo

 

1A palavra do Senhor dos exércitos foi manifestada nos seguintes termos: 2"Isto diz o Senhor dos exércitos: Tomei-me de forte ciúme por Sião, consumo-me de zelo ciumento por ela. 3Isto diz o Senhor: Voltei a Sião e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém será chamada cidade fiel, e o monte do Senhor dos exércitos, monte santo. 4Isto diz o Senhor dos exércitos: Velhos e velhas ainda se sentarão nas praças de Jerusalém, cada qual com seu bastão na mão, devido à idade avançada; 5as praças da cidade se encherão de meninos e meninas a brincar em suas praças.

 

6Isto diz o Senhor dos exércitos: Se tais cenas parecerem difíceis aos olhos do resto do povo, naqueles dias, acaso serão também difíceis aos meus olhos? - diz o Senhor dos exércitos. 7Isto diz o Senhor dos exércitos: Eis que eu vou salvar o meu povo da terra do oriente e da terra do pôr-do-sol: 8eu os conduzirei, e eles habitarão no meio de Jerusalém; serão meu povo e eu serei seu Deus, em verdade e com justiça". Palavra do Senhor!

 

 

Comentário

Eis que eu vou salvar o meu povo

 

É motivo de alegria pensar que Deus “habita no meio de nós”, no entanto, a Igreja, em certos momentos, pode deixar-se tomar de pânico, verificando que o grãozinho de mostarda não se tornou, de fato, uma árvore em que pousem as avezinhas do céu. Hoje sabemos que Cristo ressuscitado está presente e ativo entre nós, porém esta certeza será uma promessa sem esperança? Na realidade, a Igreja, como Jerusalém, permanece sempre grão de mostrada: para ela nunca é só Páscoa da ressurreição. Para ela é sempre Sexta-feira Santa, Páscoa e Pentecostes a um só tempo. A certeza de que “Deus habita no meio de nós” não anula a cruz, a luta e a perseguição. A cruz está sempre presente; a Igreja vive continuamente, sempre de nvo, sua paixão com Cristo, e com ele experimenta, sempre de novo, a Páscoa. A Igreja vive da força do Espírito Santo, e nunca do poder de sua organização. [MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 101 (102), 16-18. 19-21. 29 e 22-23 (R/. 17)
O Senhor edificou Jerusalém, e apareceu na sua glória!

 

As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. 

 

Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados. 

 

Assim também a geração dos vossos servos terá casa e viverá em segurança, e ante vós se firmará sua descendência. Para que cantem o seu nome em Sião e louve ao Senhor Jerusalém, quando os povos e as nações se reunirem e todos os impérios o servirem.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 9, 46-50)
Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior

 

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: "Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior". 49João disse a Jesus: "Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco". 50Jesus  disse-lhe: "Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

Pensamento Inconveniente

Jesus e os discípulos caminhavam em direções opostas. Enquanto Jesus preanunciava seu destino de sofrimento e morte, os discípulos nutriam ideais de grandeza, preocupados em saber quem dentre eles seria o maior.


Descurando as exortações recebidas, anteviam um destino de glória e esplendor para si e para o Mestre. E procuravam organizar seu futuro a partir desta lógica mundana. Em outras palavras, eram incapazes de imaginar um projeto de vida fora de relações desiguais, próprias de uma sociedade de classes.


Jesus tentava fazê-los compreender ser possível viver de uma maneira nova, dentro e fora da comunidade. Dentro da comunidade, as relações interpessoais seriam regidas pelo princípio da igualdade e do serviço. Prestígio, poder e autoridade nenhuma importância teriam. Com os de fora da comunidade, o Reino exigia ser tolerante e respeitoso, superando toda tentação de sectarismo e de fanatismo.


Os velhos esquemas deveriam ser invertidos, ou melhor, substituídos pela novidade do Reino. Grandes seriam os menores da comunidade. Os desprezados, como as crianças, tornar-se-iam objeto de atenção. O Messias glorioso deveria ser encontrado nas pessoas marginalizadas, pois a grandeza do Reino é bem diferente daquela que os discípulos imaginavam. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

A palavra se faz oração (Liturgia Diária)

Da Igreja peregrina e seus ministros: Lembrai-vos, Senhor.

Dos que sofrem por causa da doença.

Dos que anunciam o evangelho.

Dos que andam sem sentido e sem rumo.

Dos que se empenham na defesa da vida.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus de misericórdia, que esta oferenda vos seja agradável e possa abrir para nós a fonte de toda bênção. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Lembrai-vos da promessa ao vosso servo, pela qual me cumulastes de esperança! O que me anima na aflição é uma certeza: Vossa palavra me dá a vida, ó Senhor. (Sl 118, 49-50)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, que a comunhão nesta eucaristia renove a vossa vida para que, participando da paixão de Cristo neste mistério e anunciando a sua morte, sejamos herdeiros da sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Cosme e Damião

 

 

 

 

Cosme e Damião, eram dois irmãos gêmeos. Moraram no Oriente, e desde jovens eram ótimos médicos. Após convertidos passaram a missionários também, unindo a ciência à confiança no poder da oração e desta forma levavam a muitos a saúde do corpo e da alma. Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano em 300 da era cristã, foram presos, pois eram considerados inimigos dos deuses, acusados de usarem feitiçaria e meios diabólicos para curar. Tendo em vista tal acusação da sempre e mesma resposta "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder" Diante da insistência quanto a adoração aos deuses responderam: "Teus deuses não tem poder algum, nós adoramos o criador do céu e da terra" Não apostataram da fé e foram decapitados em 303,considerados os "santos gêmeos" e padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina. Os Papas Símaco e Félix IV, início do século VI lhes dedicaram uma capela e basílica.

 

Pregar com a vida

Dom Orani João Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

 

Uma de nossas grandes dificuldades é a sinceridade em nos reconhecermos pecadores. Mesmo que a cada missa façamos o ato penitencial quando proclamamos, confessamos nossos pecados publicamente parece que nem sempre esse ato que fazemos com nossa voz corresponde ao nosso coração. Basta vez a dificuldade hoje, em participar do Sacramento da Penitência encontrando sempre justificativas para fugir desse momento de misericórdia. Sabemos também como nos justificamos em nossos pecados, procurando muitas vezes colocar um culpado em nosso lugar. Outras vezes queremos nos desculpar com justificativas para não assumir nossa responsabilidade de erro, de pecado.

 

Reconhecemos pouco o pecado e, em seguida, não sabemos pedir e dar perdão. A falta de experiência da misericórdia em nossas vidas nos faz também ser pouco misericordiosos para com os outros. Nós percebemos isso nos desejos de vingança (não de justiça), proclamados em alto e bom som por muitos comunicadores revoltados com os problemas da sociedade.

 

Diante do homem sujeito ao mal e ao pecado, Jesus não nos condena, mas convida todos a segui-Lo porque acredita que podemos mudar. Ele dirige uma proposta de amor. É por isso que os publicanos e as prostitutas entrarão primeiro no reino dos céus, porque acreditam naquele homem que os chama, levam a sério o seu amor, procuram o seu perdão, entendem a graça, que é a sua confiança. Entram primeiro, porque eles não têm vergonha de procurar ajuda, de falar; porque não fingem ser o que eles não são, não tentando defender-se pelos méritos ou justificações e, por isso, mudam suas vidas. O Evangelho é esta história bela, belíssima notícia: nós podemos mudar, o pecador encontra o perdão, podemos ser diferentes, novos, nascer de novo.

 

Neste domingo, ouvimos a parábola (cf. Mt 21, 28-32) do dizer e do fazer. Jesus fala de dois filhos que mudam de ideia: um diz "sim", mas não faz ", o outro diz "não ", mas pensa melhor e faz. Não basta apenas a verbalização de uma religiosidade, é necessária a prática, a vida coerente! Infelizmente existem pessoas que vivem em absoluta contradição com aquilo que dizem, enquanto outros, ao contrário, vivem uma boa humanidade, uma honestidade e uma vida absolutamente, fiéis à sua consciência, pregando suas convicções com a vida. Jesus pede ao seu discípulo para imitá-Lo nas suas próprias palavras e atos, na profunda consciência de que encontrar o Evangelho nos impulsiona a mudar de vida.

 

Um homem tinha dois filhos, e a ambos pede para ir trabalhar na vinha. O primeiro se declara pronto, mas depois não vai. O segundo, no entanto, se recusa a princípio, mas depois se arrepende e vai trabalhar. Nesse ponto, Jesus perguntou aos fariseus: "Qual dos dois fez a vontade do pai?". Eles só podem responder: "O último". Era a única resposta possível. São os próprios fariseus a expor com clareza o contraste entre o "dizer" e o "fazer". Várias vezes no Evangelho se repete a exortação de que as palavras não são suficientes: o que importa é "fazer a vontade de Deus." O exemplo do segundo filho é eficaz: ele cumpre a vontade do pai, não com palavras, que são até mesmo contrárias a ela, mas com ações.

 

Cumpre a vontade do pai aquele que retorna sobre suas decisões, aqueles que param de dizer não e começam a fazer. "Seja feita a vossa vontade", repetimos ao chamar Deus de Pai. Seja feita a começar por mim. Não basta proclamá-la somente com a boca. Mostre a sua fé através das obras! Não sejamos aqueles que somente dizem: Senhor, Senhor, mas não fazem o que o Pai deseja! Bem recordava o Papa Paulo VI: “os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres, e se escutam os mestres é porque são testremunhas”!

 

O discípulo não é um perfeito, mas um que muda e que se converte a cada dia. Somos chamados a reconhecer nossos pecados e dar passos concretos de conversão. Somos chamados a colocar em prática o Evangelho.

 

Nestes dias em que os sinais da Jornada Mundial da Juventude, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora começaram a percorrer o nosso país – levados pelos jovens que assim anunciam o Cristo Senhor, Vida do mundo para todos, junto com a fidelidade de Maria, assim também cada um de nós, servos por amor, saiamos a trabalhar na vinha do mundo como discípulos missionários que testemunham com a vida o Senhor Jesus Cristo, Ressuscitrado, Caminho, Verdade e Vida. Desta forma, seremos felizes e daremos felicidade para muitos. [CNBB]

 

A juventude é desatino, a meia-idade é luta, a velhice é saúde. Isso é a vida. (Benjamin Disraeli)