Segunda-feira, 25 de setembro de 2010

Santo Antônio de Santana Galvão (presbítero), Memória, 2ª do Saltério, cor Litúrgica branca

 

Hoje: Frei Galvão, Religioso Franciscano, dia do Cirurgião Dentista, Dia da Saúde Dentária, Dia dos Profissionais da Construção Civil, Dia do Sapateiro, Dia da Democracia e Dia Mundial do Macarrão e início da Semana de Prevenção contra Doenças do Coração.

 

Santos: Bem-Aventurado Frei Antônio de Sant´Ana Galvão (1822, São Paulo, Brasil, presbítero franciscano da primeira ordem), Baltazar de Chiavari, Crispim, Crispiniano, Crisanto, Daria, Martírios, Marciano (Constantinopla, 351), Tabita.

 

Antífona: Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria. (Jr 3, 15)

 

Oração: Ó Deus, Pai de misericórdia, que fizestes do santo Antônio de Santa Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Efésios (Ef 4, 32-5,8)
Que tu sejas santamente orgulhoso de tua castidade!

 

Irmãos, 32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo.

 

5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a sim mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pis, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. 6Deus ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a I Leitura

Andai no caminho da caridade, como Cristo

 

Se recortarmos os nossos jornais a página dos espetáculos e a cotejarmos com este trecho, surgirá um duro paralelo. Os “filhos da luz”, afundados nas trevas das salas cinematográficas, alimentam uma próspera indústria de obscenidades. Naturalmente, nos tribunais se fazem doutas dissertações sobre a arte-denúncia. Mas a Escritura fala claro: “Ninguém vos engane com vãos raciocínios; por essas coisas cai a ira de Deus sobre aqueles que lhe resistem”. Encobrem também seu proceder com uma cortina de grosso palavreado: exigências expressivas, despreocupação, fim dos tabus e coisas semelhantes. Em face da mudança cultural em ato, não é a permissividade que nos liberta, muito menos o moralismo amedrontado. É livre o cristão que vive com plena consciência sua sexualidade, como maravilhoso dom de Deus, sem temores nem hipocrisia. E com boa dose de entusiasmo: “Que tu sejas santamente orgulhoso de tua castidade” (São Jerônimo) [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6 (R/. Cf. Ef 5,1)
Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus

 

1Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; 2mas encontra seus prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

3Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

4Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

Evangelho: Lucas (Lc 13, 10-17)
Cura de uma mulher encurvada

 

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia ai uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: "Mulher, estás livre da tua doença". 13Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus.

 

14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: "Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado". 15O Senhor lhe respondeu: "Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?" 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia. Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

 

Apressar-se em fazer o bem

 

Nenhum empecilho era suficientemente grande para impedir Jesus de fazer o bem. Nem mesmo as veneráveis prescrições religiosas. Ao confrontar-se com alguém precisando de sua ajuda, ele sempre se apressava em estender-lhe a mão.


É Jesus quem toma a iniciativa de curar uma infeliz mulher. Prostrada há muitos anos pela enfermidade, era obrigada a viver curvada, sem poder erguer-se. Seu estado físico era a imagem do peso que carregava sobre si: o da humilhação de ser considerada castigada por Deus; o da impossibilidade de ser útil aos demais, além da opressão de seu próprio sofrimento físico. A incapacidade de erguer-se significava não estar apta para relacionar-se com os outros, em pé de igualdade. Sua condição tornava-a um ser inferior.


Sem ter sido solicitado, Jesus faz-se protetor da mulher sofredora. E, como sinal de sua misericordiosa solidariedade, intervém em favor dela, libertando-a da enfermidade opressora. Após a imposição das mãos do Mestre, ela se ergue e dá glória a Deus pelo benefício recebido, por reconhecer que sua libertação era obra divina.


A indignação do chefe da sinagoga, encarregado de zelar pelo cumprimento do repouso sabático, não impressiona Jesus. Libertar um ser humano de qualquer tipo de opressão é tão urgente e necessário, a ponto de justificar até mesmo uma não observância da Lei. Afinal, Deus fica contente com a libertação de seus filhos.
[MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

Para sua reflexão: Cura em dia de sábado, objeto de controvérsia com os fariseus. A doença é atribuída a possessão de Satanás. Fazendo curas ao sábado, Jesus ia contra a casuística farisaica, que via nisso uma atividade de médico, proibida no dia santificado. O sábado é posto ao serviço da vida: o dia do Senhor é o dia da salvação. (Bíblia dos Capuchinhos)

 

 

 

Não se deve julgar a pessoa alguma, porque julgar pertence só a Deus. (Frei Galvão)