Segunda-feira, 24 de maio de 2010

Oitava Semana do Tempo Comum, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Telegrafista, dia da Infantaria, dia do Datilógrafo, dia do Café e dia do Vestibulando, Dia Nacional do Cigano

 

Santos: Vicente de Lerins, Rogaciano, Domiciano, Davi I (Escócia), Nossa Senhora (Auxílio dos Cristãos, titular de algumas dioceses brasileiras), Donaciano e Rogaciano (bem aventurados, mártires), Vicente (monge de Lérins), João do Prado (franciscano da 1ª Ordem, sacrificado no Marrocos), Lanfranco (Arcebispo de Cantuária), Nicetas de Perseaslav (mártir).

 

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17, 19-20)

 

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranqüila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Pedro (1Pd 1, 3-9)
Sem ter visto o Senhor, vos o amais e nele acreditais

 

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4para uma herança incorruptível, que não estraga, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. 5Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. 7Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira - mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo - e alcançará louvor, honra e glória, no dia da manifestação de Jesus Cristo. 8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. Palavra do Senhor! Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa

 

“A Igreja, que realiza na esperança sua peregrinação rumo à meta da pátria celeste”, sabe que a vinda do Messias não se verificou na forma como o esperavam os judeus, como juiz da sanções e vingador do povo eleito. O mundo novo ela espera, renascimento originado do povo eleito. O mundo novo que ela espera, renascimento originado da ressurreição de Cristo dentre os mortos, está no termo de uma lenta maturação da Palavra de amor nos corações. Cristo manifestou em si esse crescimento, que lhe mereceu triunfar sobre a morte. Tal crescimento, que se verifica em todos os cristão, expostos agora à mesma prova, garante-lhes a herança a glória e à humanidade sua total regeneração. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 110 (111), 1-2.5-6.9 e 10c (R/. 5b)

O Senhor de lembra sempre da aliança!

 

Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

 

Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações.

 

Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor.

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 10, 17-27)

Vende tudo o que tens e segue-me!

 

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: "Bom mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" 18Jesus disse: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!" 20Ele respondeu: "Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude". 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!" 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no reino de Deus!" 24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: "Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus!" 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?" 27Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 19, 16-29 e Lc 18,18-30

 

 

Comentário o Evangelho

A Deus tudo é possível

 

A dura constatação de Jesus deixou pasmos os discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!" E ainda, "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus". A salvação pareceu-lhes um ideal inatingível. A situação do homem piedoso, porém apegado à sua riqueza, não dava margem para dúvidas. Ele havia observado os mandamentos, desde jovem, e se preocupava com a vida eterna. Todavia, quando Jesus lhe propôs um gesto radical de ruptura, por meio do qual daria prova insofismável de sua confiança na Providência divina, preferiu optar pela posse dos bens. O Mestre reconheceu que ninguém é capaz de manter-se livre diante das riquezas e, portanto, salvar-se, sem a ajuda divina. Daí sua declaração: "Aos seres humanos isto é impossível". Só Deus possibilita a salvação dando forças às pessoas para se libertarem da escravidão da riqueza, por amor ao Reino. Com as próprias forças, ninguém será capaz de realizar um gesto de tal envergadura. Porque "a Deus tudo é possível", quem se mantiver aberto à ação da graça terá acesso à salvação, embora seja tentado a apegar-se às riquezas. Se os discípulos se predispuserem a confiar na Providência divina, poderão ter fundadas esperanças de obter a salvação. [O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996]

 

Para sua reflexão: O que distingue o jovem rico é o verbo “acumular”: riquezas, prestígio, méritos por cumprir os mandamentos, etc. Jesus lhe propõe passar para o verbo “compartilhar”: sua vida com Jesus (discipulado) e sua riqueza com os pobres. Naqueles tempos, a riqueza era considerada um sinal da bênção divina. Jesus, seguindo a linha profética sabe que os pobres e os ricos não são fruto da vontade de Deus, mas da acumulação de uns poucos que empobrecem a maioria. A riqueza é obstáculo para o reino. O jovem rico, embora se esforce como pessoa por ser bom, sua riqueza o transforma em construtor de uma sociedade injusta e não do Reino de Deus, que busca fazer desta terra um espelho do céu no qual a justiça, o amor e a paz cheguem a todos. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

 

São João Batista de Rossi

 

 

 

João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva.

 

A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo.

 

Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la.

 

Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado.

 

O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual.

 

Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos.

 

Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte. [www.paulinas.org.br]

 

Saber compreender, compadecer, perdoar: disto se baseia o cristianismo (Papa João XXIII)