Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Santa Rosa de Lima (Padroeira da América Latina), Festa, 1ª do Saltério (Livro III), cor branca

 

 

 

Hoje: Dia dos Artistas e dia do Aviador Naval e dia da Intendência da Aeronáutica

 

Santos: Rosa de Lima (1617, Peru), Zaqeu, Tiago de Bevagna, Filipe Benizzi (1285), Teonas (330, bispo de Alexandria), Cláudio, Astério, Neônioa.

 

Antífona: Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da virgem santa Rosa de Lima. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

 

Oração: Ó Deus, que inspirastes Santa Rosa de Lima, inflamada de amor, a deixar o mundo, a servir os pobres e a viver em austera penitência, concedei-nos, por sua intercessão, seguir na terra os vossos caminhos e gozar no céu as vossas delícias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 2ª Carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 10, 17-11,2)
A glorificação só é possível no Senhor

Irmãos, 17quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

A evangelização dos coríntios

 

Paulo fica "dentro dos limites" do mesmo Deus que o conduziu aos coríntios, para começar. Seu apostolado com eles é o único limite que ele aceitará. O orgulho que demonstra sobre os coríntios justifica-se, pois eles são sua obra no Senhor. Além disso, sua evangelização dos coríntios dá uma base legítima para que se orgulhe, porque ele respeita sua promessa pessoal de não edificar sobre alicerces assentados por outros. Esse era também o acordo da Igreja, que ele fosse aos pagãos, enquanto os outros se concentrariam na missão judaicas. À medida que os coríntios se fortalecem na fé, Paulo pode afrouxar um pouco sua necessidade de alimentá-los e apoiá-los. Espera que a influência que exerce sobre eles transborde para outros. Os coríntios impressionam-se com qualificações ostentosas. Paulo os desafia a rever algumas de suas credenciais. Ele se compara com os "superapóstolos". [Missionários Claretianos]

 

Salmo: 148, 1-2.11-13a.13b-14 (R/.cf 12a.13a)
Vós jovens, vós moças e rapazes,

louvai todos o nome do senhor!

 

Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

 

Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juizes; e vós jovens, e vós moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o! Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos.

 

A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra. Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 13, 44-46)
Parábola do tesouro e da pérola

 

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44"O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo.

 

45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

O valor infinito do Reino

 

Quanta coisa o discípulo deixa de lado quando abraça o Reino! O eventual sentimento de perda - por ter que abrir mão de coisas às quais se tinha apegado - é superado quando descobre o valor infinito do Reino de Deus.


O Reino e Deus não são duas entidades distintas. São uma só e mesma coisa. O Reino é Deus atuando na história humana com o fito de resgatá-la do pecado. É o Criador buscando libertar a criatura humana de tudo quanto a oprime e a mantém escravizada. É o Senhor de todas as coisas que recupera o senhorio absoluto sobre cada ser humano e sobre a História, instaurando o regime do perdão e da graça. É o triunfo da misericórdia, da solidariedade, da partilha, da fraternidade, da justiça!


Existem elementos claramente incompatíveis com o Reino. O discípulo desde logo reconhece ser impossível combiná-los com a sua opção, e percebe a importância de deixá-los de lado. Entretanto, existem bens que não são incompatíveis com o Reino. No entanto, em determinado momento, o discípulo descobre tratar-se de bens menores que devem ser substituídos por um bem maior.


Os personagens da parábola são um exemplo de esperteza: chegam a uma decisão rápida e inteligente. Assim deve agir o discípulo quando se defronta com o Reino e descobre seu valor infinito: "vender tudo quanto possui" para adquiri-lo. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Para sua reflexão: Temos aqui duas pequenas parábolas que, apesar de pequenas, acentuam várias coisas : valor do tesouro e da pérola, alegria da descoberta, imperativo de vender tudo pelo único bem, que é o Reino. As ameaças que as enquadram salientam o valor do Reino. (Bíblia dos Capuchinhos)

 

Santa Rosa de Lima

 

Santa Rosa de Lima (Lima, 30 de abril de 1586 - id., 24 de agosto de 1617), foi uma mística da Ordem Terceira Dominicana canonizada pelo Papa Clemente X em 1671.

 

 

É a primeira santa da América e padroeira do Peru e da América. Nascida em Quives, província de Lima no ano de 1586, era descendente de conquistadores espanhóis. Seu nome de batismo era Isabel Flores y Oliva, mas a extraordinária beleza da criança motivou a mudança do nome de Isabel para Rosa, ao que ela acrescentou o de Santa Maria. Seus pais eram Gaspar de Flores, espanhol arcabuz do Vice-Rei e Maria Oliva, limenha. Era a terceira dos onze filhos do casal.

 

 

Rosa cresceu virtuosa e muito prendada. Seus pais antes ricos tornaram-se pobres devido ao insucesso numa empresa de mineração e ela cresceu na pobreza, trabalhando na terra e na costura até altas horas da noite para ajudar no sustento da família. Cultivava as rosas de seus próprio jardim e as vendia no mercado e por isso é tida como patrona das floristas. Diz-se que tangia graciosa a viola e a harpa e tinha voz doce e melodiosa.

Foi pretendida pelos jovens mais ricos e distintos de Lima e arredores, mas a todos rejeitou, por amar a Cristo como esposo. Em idade de casar, fez o voto de castidade e tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana. Construiu uma cela estreita e pobre no fundo do quintal da casa dos pais e começou a ter vida religiosa, penitenciando seu corpo com jejuns e cilícios dolorosos. Foi extremamente caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.

 

 

Segundo os seus biógrafos, era constantemente visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que quis repousar certa vez entre seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas, que se tornou seus símbolo. Também é afirmado que tinha constantemente junto a si seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Ainda em vida lhe foram atribuídos muitos favores; milagres de curas, conversões, propiciação das chuvas e até mesmo o impedimento do saque de Lima pelos piratas holandeses em 1615.

 

 

Apesar de agraciada com experiências místicas fora do comum, nunca lhe faltou a cruz, a fim de que compartilhasse dos sofrimentos do Divino Mestre: sofrimentos provindos de duras incompreensões e perseguições e, nos últimos anos de vida, de sofrimentos físicos, agudas dores devidas à prolongada doença que a levou à morte em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos de idade. Foi proclamada padroeira da América Latina.

 

 

Dela disse o Cardeal Ratzinger (atual Papa Bento XVI): De certa forma, essa mulher é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, mas tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo. (Homilia no Santuário de Santa Rosa de Lima, Peru, em 19 de julho de 1986). (Wikipidia)

 

Nenhuma arma é tão poderosa como a virtude. (Sênica)