Segunda, 23 de março de 2009

Quarta  Semana do Tempo da Quaresma, IV Semana do Saltério (Livro III), cor Roxa

 

Confio em vós, ó Deus! Alegro-me e exulto em vosso amor, pois olhastes, Senhor, minha miséria. (Sl 30, 7-8)

 

Hoje: Dia Mundial da Meteorologia

 

Santos: Vitoriano e Companheiros (mártires), Bento (o Eremita), Etelvaldo (o Eremita), Pedro de Gubbio (beato), Sibilina de Pavia (beata, virgem), José Oriol, Turíbio de Mongrovejo (bispo), Nicon (mártir), Vitoriano (mártir), Fidelis, Domício, Catarina de Genova (franciscana, viúva, 3ª ordem).

 

Oração do Dia: Ó Deus, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, fazei a vosso Igreja caminha segundo vossa vontade, sem que jamais lhe faltem neste mundo os auxílios de que necessita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Isaias (Is 65, 17-21)

Nunca mais ouvirão a voz do pranto e o gripo de dor

 

Assim fala o Senhor: 17Eis que eu criarei novos céus e nova terra, coisas passadas serão esquecidas, não voltarão mais à memória. 18Ao contrário, haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar; farei de Jerusalém a cidade da exultação e um povo cheio de alegria.

 

19Eu também exulto com Jerusalém e alegro-me com o meu povo; ali nunca mais se ouvirá a voz do pranto e o grito de dor. 20Ali não haverá crianças condenadas a poucos dias de vida nem anciãos que não completem seus dias. Será considerado jovem quem morrer aos cem anos; e quem não alcançar cem anos, passará por maldito. 21Construirão casas para nelas morar; plantarão vinhas para comer seus frutos. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

Nunca mais ouvirá a voz do pranto e o gripo de dor

 

O tema escatológico de novos céus e nova terra (versículo 17) é rico em conseqüências para o presente da Igreja e do mundo. O difícil é determinar concretamente a novidade que corresponde às promessas e que deve tornar a nova Jerusalém (a Igreja) objeto de alegria para Deus e seu povo, o lugar ideal da serenidade e da paz. Tomando ao pé da letra as palavras do profeta, há o risco de ser desmentido pela realidade dos fatos. Os novos céus e a nova terra existirão quando a vontade de Deus for feita "assim na terra como no céu". Cumpre, pois, esforçar-se e não se iludir acerca dos resultados. O otimismo profundo é consciente de que a nova vida exige sacrifícios e renúncias. Importa entrever na sociedade moderna, por enquanto ambígua, a cidade futura do reino de Deus, radiosa de liberdade e de presença de cada um a cada um. Mas para isso a tônica é posta no homem, o cumprimento das promessas divinas é confiado ao homem, que orienta o progresso da sociedade ao bem dos irmãos, à instauração de maior justiça social, ao desenvolvimento do terceiro mundo.

 

Salmo: 29 (30) 2 e 4.5-6.11-12a e 13b (R/.2a)

Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

 

Eu vos exalto, ó Senhor; pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!

 

Cantai salmos ao Senhor; povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.

 

Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor; o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

 

Evangelho: João (Jo 4, 43-54)

O Segundo sinal de Jesus

 

Naquele tempo, 43Jesus partiu da Samaria para a Galiléia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galiléia os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus tinha feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galiléia, onde havia transformado água em vinho.

 

Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: "Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais". 49O funcionário do rei disse: "Senhor; desce, antes que meu filho morra!" 50Jesus lhe disse: "Podes ir, teu filho está vivo". O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.

 

51Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: "A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde". 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: 'Teu filho está vivo". Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judéia para a Galiléia. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas para os vv 47-54: Mt 8, 5-13 e Lc 7, 1-10 (Cura de um filho de um  funcionário real)

 

 

 

Comentário do Evangelho[2]

O Segundo sinal

 

O evangelista João chama de sinais os fatos portentosos realizados por Jesus no exercício do seu ministério messiânico. Eles não pretendem ser uma prova da identidade de Jesus, nem tampouco visam forçar as pessoas a abraçarem a fé.

 

Os sinais são manifestações da glória de Jesus para quem está disposto a lançar-se na dinâmica da fé. Indicam que nele existe algo que pode conduzir à fé, desde que bem entendido. Sem ela, será impossível identificar os feitos de Jesus como sinais.

 

Eles possibilitam, a quem se aproxima de Jesus, penetrar no mistério divino, presente na história humana; permitem contemplar Deus atuando em favor da humanidade. Por outro lado, dão a entender que, em Jesus, a salvação torna-se realidade. O Deus invisível faz-se visível na ação de Jesus.


Todos estes elementos estão presentes no sinal relatado pelo Evangelho. O funcionário real acredita que Jesus pode salvar-lhe o filho, que está à beira da morte. Como resposta, recebeu a ordem de ir para casa, pois seu filho já estava curado. Ao receber a notícia da cura, informou-se sobre a hora exata em que acontecera. E constatou ter sido na mesma hora em que Jesus lhe garantira a cura do filho. Por isso, “ele acreditou, e toda a sua casa”.

 

O sinal levou o funcionário real à fé, porque estava predisposto a acolher Jesus. Neste caso, fez surtir o efeito desejado: foi gerador de fé.

 

São Turíbio de Mongrovejo[3]

 

Podia-se dizer que era um privilegiado: nada lhe faltava material ou familiarmente. Preparava-se para ingressar em Direito. Durante este tempo recebeu a nomeação para o Santo Ofício em Granada, indicado por Felipe II para ser arcebispo de Lima, antes de se tornar padre. Realmente, sua vida distinguia-se pela honestidade, limpeza mas jamais poderia suspeitar que Deus o chamava para um grande ministério. Estava com quarenta e um anos de idade e a partir desse momento nasce um dos maiores apóstolos da história da Igreja. Calcula-se que percorreu a pé ou a cavalo, mais de quarenta mil quilômetros visitando os mais longínquos lugarejos de sua diocese, entre neves dos Andes e desertos tórridos do Pacífico, administrando o sacramento da confirmação a noventa mil pessoas. Como principal chefe da Igreja da América, dedicou-se a aplicar a reforma de Trento, enfrentando a vice-reis e o próprio rei. Os dez Concílios diocesanos e os três provinciais que celebrou formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola. Eis uma de suas frases mais freqüentes: O tempo não é nosso e dele haveremos de dar conta". É conhecido como o apóstolo do Peru. Faleceu em uma quinta-feira santa. Após sua morte os agostinianos tocava ao som da harpa os salmos 116 e 31. Foi canonizado em 1726.

 

Com que se forjará um ser humano, se não for com o sacrifício? (Albert Camus)

 

Dia Mundial da Meteorologia

      
A Meteorologia é a ciência que se dedica ao estudo dos processos que ocorrem na atmosfera terrestre, principalmente na camada mais próxima da superfície com aproximadamente 20 km de espessura. É nessa camada que ocorre a maioria das atividades humanas, e, é aí que podem ser sentidos os efeitos que as condições atmosféricas exercem no desenrolar dessas atividades. Dessa constatação surgiu a necessidade de se conhecer melhor os processos que causam a evolução das condições do tempo.

 

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997

[3] www.asj.org.br